PGL – Os sindicatos de trabalhadoras e trabalhadores do ensino da Catalunha, das Ilhas Baleares, do País Valenciano, do País Basco e da Galiza, manifestam-se a prol de continuar na tarefa da normalizaçom lingüística, iniciada já nos fins da ditadura, com o intuito de modificar umha situaçom de injusta discriminaçom das suas respectivas línguas.
Representantes destes cinco colectivos reunírom a começos de mês em Valência para estabelecer linhas de colaboraçom a respeito da consolidaçom e protecçom da língua própria nas escolas de cada País. Com este objectivo achegaram as propostas comuns aos grupos parlamentares do Congresso e dos respectivos parlamentos. O primeiro passo dado na reuniom foi a elaboraçom de um comunicado conjunto em defesa das línguas próprias.
O texto adverte do «monolingüísmo espanhol que proclamam alguns grupos de pressom» e censura «as actuaçons que alguns governos impulsionam contra o catalám, o galego e o basco». Assim, os sindicatos assinantes insistem em que a consecuçom de umha boa competência comunicativa na língua própria dos seus países prepara os escolares para um mundo multilingüe, «independentemente de qual for a sua língua familiar». Nesta linha, os sindicatos acrescentam, «estas som as funçons da escola: assegurar a competência lingüística, contribuir à desapariçom das desigualdades e educar no respeito cara ás línguas próprias».
A normalizaçom, destacam, «nom só deve remontar séculos de isolamento, desprestígio e proibiçom, mas também mesmo a situaçom jurídica actual, claramente desigual: enquanto da oficialidade do castelhano se deriva um dever constitucional de o conhecer que é aplicado à toda a cidadania, da oficialidade das nossas línguas nom foi deduzido um dever semelhante, o que repercute numha evidente discriminaçom jurídica e numha grave desvantagem para a generalizaçom do seu conhecimento e uso».
