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Magusto no Centro Social Gomes Gaioso da Corunha

PGL – Hoje, sábado 21 de novembro, o Centro Social Gomes Gaioso celebrará um magusto popular na rua Marconi do Bairro das Atochas (A Corunha). A festa, na que haverá castanhas, chouriços e música ao vivo, começará por volta das 17 horas.

O que é o magusto?

O magusto é umha festa popular galega dentro do ciclo anual correspondente ao Outono, do mesmo jeito que a véspera de defuntos (ou Samaim) e o Sam Martinho. A festa tem a ver com a colheita e matança do porco como preparaçom antes da chegada do frio e o inverno; e a castanha joga um papel fundamental; como um dos derradeiros produtos que oferece a terra.

Onde se celebra?

O Magusto celebra -se em toda a Galiza, com mais intensidade nas zonas de interior assim coma nas terras irredentas do Eu-Návia, Íbias, Berço, Seabra e Cabreira; também é senlheiro do norte de Portugal.

De onde vem esta celebraçom?

Os magusto tem a sua origem na pré-história do arco atlántico e outras áreas de cultura céltica.
É um jeito mais de adaptaçom e boas-vindas do antigo ano celta que começava com a Véspera de defuntos ou Samaím.

Como é que se celebra o magusto?

Tradicionalmente ao longo do mês de Novembro nas paróquias reunia-se a gente em torno à lareira de umha quintana ou a céu descoberto com o lume como eixo central da celebraçom.

As mulheres jogavam o rol de apanhar as castanhas (Autêntica rainha do magusto) para partilhá-las entre todos os da festa; pola outra banda os homens traziam o vinho da nova temporada com a mesma finalidade.

As crianças aproveitavam as cabaças da véspera de defuntos ou Samaím e com pólas de castinheiro constroiam-lhe um corpo para apresentá-lo frente ao lume “regendo” assim toda a festa; aliás dedicavam-se a tingir as caras dos presentes com borralha da cacharela ou a fazer colares com as castanhas que estiveram “picadas”.

Os velhos contavam contos de meigas, da santa companha e outros animismos; ou mesmo as “atopadas” próprias co lobo (Sendo esta noite nalgumhas áreas da Galiza umha prolongaçom da Véspera de defuntos/Samaín ou mesmo o equivalente à própria festa).

Também se partilhava entre os vizinhos ou os presentes os chouriços das primeiras matanças e outras fressuras.

Nesta festa trata-se de reunir a comunidade da paróquia ou da aldeia, partilhando o que se tem como oferta para esquecer as velhas disputas entre vizinhos e fortalecer os laços de amizade de cara o inverno.

 

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