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Luis Álvarez Guillán: “Nos meios de comunicaçom o espaço para a música galega é mínimo”

whatsapp-image-2020-08-25-at-18-09-30Esta semana ouvia-se na rádio galega o tema “Entre o sim e o nom”, no Musicando Carvalho Calero, tema com que participa no concurso Luis María Álvarez Guillán. “Tenho 45 anos e levo tocando a gaita desde os 4”, assinala o autor. Com seis começou com o acordeom e o piano, e estivo toda a vida ligado ao mundo da música tradicional, participando em diferentes grupos. Em 2004 ganhou o prémio Injuve por umha proposta com o grupo Nubeira, e hoje segue ligado ao mundo da música também a nível laboral, combinando produçom e publicidade.

Como vês o panorama musical galego?

É um desastre absoluto, nom há indústria e nom há um apoio real; na TVG pode haver um ou dous programas onde ter un espaço simbólico, mas nos meios de comunicaçom o espaço para a música tradicional, e para a música galega em geral, é mínimo. Agora lanço um disco em galego, podo chegar a apresentar no Luar, e já. Rematou. Talvez umha entrevista no ZigZag Diário. Como exemplo, no programa “Sopa de festa” tenhem que gravar a alborada duns gaiteiros e ponhem de fondo Elvis Crespo. E com isto nom digo que tenha que ser gaitas todo o dia, que em Galiza há gente que fai hiphop, jazz, saetas, ou o que for. Digo simplesmente dar visibilidade e pôr em valor grupos galegos, e despois vincular os conteúdos com as autoras; tipo, se gostaste disto, podes saber mais do grupo aqui. Por exemplo, pôr umha listagem em spotify… cousas concretas.

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Pilar Gómez Buhigas

Por que te animaste a participar no concurso?

Porque ainda que nom vaia mudar o mundo, tampouco me resigno a ver como isto cada vez vai a pior. Por outra parte, apetecia-me muito trabalhar com letras e com textos, parecia-me um repto, porque nom som cantante, som teclista, e também por trabalhar com textos de Carvalho, acho que colhim um poema fácil!

Que opinas de que se lhe dedique o ano das letras a Carvalho Calero?

Absolutamente de acordo.

Sabes que Carvalho defendia umha grafia convergente com o português e nom a espanhola… E que hoje a AGAL defende umha soluçom binormativista para que se podam usar ambas grafias.

Sei, tenho umha filha de 7 anos e ensinamos-lhe as duas normativas, acho que com isto respondo.

Que potencial pensas que poderia haver de abrir a produçom musical galega cara os países lusófonos?

Tem que haver fórmulas concretas, para que seja eficaz. Nom é apenas dizer, sim, imos levá-lo a algumha parte. Tem que haver acordos concretos entre os países lusófonos que facilitem as viagens de artistas e coordenaçom específica, medidas económicas que favoreçam esta troca cultural, medidas mui concretas. Olhar para as demais é mui importante e resultaria mui positivo, qualquer cousa que se faga, porque nom sei fai absolutamente nada.

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