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García Negro ganha o Prémio Vicente Risco de Ensaio

PGL – O júri do XV Prémio Vicente Risco acordou por unanimidade conceder a Pilar García Negro o galardom, que conta com umha dotaçom económica de seis mil euros e a publicaçom da obra pola editora Sotelo Blanco, polo seu ensaio sobre Rosália de Castro: O clamor da rebeldia.

No trabalho, García Negro defende duas teses nas quais afirma que Rosália de Castro foi a inauguradora do ensaio na literatura galega contemporânea a través dos dous prólogos de ‘Cantares Galegos’ e ‘Folhas Novas’. Ademais, a professora da Universidade da Corunha definiu a Rosália como ‘a primeira feminista da naçom galega’, pois foi a primeira escritora defensora da consciência de género na Galiza.

Quanto aos prólogos, Garcia negro destaca que nos dias de hoje os «lemos com umha normalidade que no seu tempo nom tinha. Parece-nos lógico que num poemário em galego o prólogo também vaia nesse idioma, mas é um pensamento de hoje. Antes nom era assim. É um uso pioneiro do galego, mas também o é nos conteúdos: as apologéticas da língua, da pátria e das classes trabalhadoras, ademais dum micro-ensaio sobre a razom de ser da literatura, o compromisso do poeta e normalizaçom da língua».

A segunda tese que reivindica a autora do livro, «quer na literatura galega, quer na espanhola do XIX, é o lugar que lhe corresponde: umha feminista galega de grande compromisso. Há umha rotina, na Galiza ou na Espanha, de nomear a Concepción Arenal e Pardo Bazán e isso é moita ignorância injustificada. Que nom se tenha em conta que a pessoalidade de Rosália é inexplicável sem esta medula feminista, transgressora, da sua obra».

Nesta linha, Garcia Negro explica que Rosália «sentou cátedra desde muito cedo de forma falseada porque no seu tempo era inadmissível a fusom que Rosália fai de literatura e política. Os seus pecados, por chamar-lhes dalgum modo simbólico, som tam graves que já os primeiros críticos reconhecem a potência da sua obra mas também advertem do seu perigo: o germolo terrível do separatismo. Aí começa a se formar a ideia da Rosália comprimida, para admiti-la só no folclórico, nunca a Rosália filósofa, metafísica, política e diríamos hoje, absolutamente terrorista».

 

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