Alexandre Banhos Campo – No passado 31 de Outubro no Faísca de Vigo tinham lugar os actos da festa do segundo aniversário desse Centro Social, que nasceu com tam bons e venturosos augúrios coincidindo com a Festa dos Santos, ou seja, com o começo do ano tradicional na Gallakia, com o começo dos tempos obscuros e fecundos dos quais abrolhará à vida o verão, já a partir da primavera.
Eu estava convidado aos actos e, ademais, ia falar algumas palavras sobre o Samhain que festejam. Mas os actos começárom com retardo, pois às oito da tarde havia uma concentraçom em Vigo em relaçom aos juízos da audiência nacional – esse tribunal que viola o princípio constitucional do direito ao juiz ordinário do artigo 24 da constituiçom espanhola, tam sacralizada para muitas cousas, mas o espanholismo sempre gostou dos tribunais de excepçom, os TOP reconvertidos em audiências nacionais -de que naçom?; e gentes que iam estar nos actos estavam na concentraçom.
O Faísca está muito bem integrado no bairro viguês do Calvário, em dous anos de vida conseguiu apresentar uma personalidade muito específica dentro dos centros sociais. Neste centro fai-se, como em todos, actividade cultural e lúdica, do que é boa mostra o actual ciclo de cinema brasuca da melhor qualidade em colaboraçom com a AGAL. Mas a especialidade muito pessoal da Faísca é a de terem desenvolvido um mundo de actividades ligadas com o excursionismo e com a escalada.
No centro social há um rocodromo (acho que se chama assim) uma parede preparada para treinar a escalada, cada dous por três há saídas dos associados ao campo, a subir montes, a fazer excursionismo, a ir de acampamento, a pesquisar novas rotas por lugares que já semelhavam conhecidos. Este verão os Pirineus ficaram nos cumes com as suas pegadas.
Perto das onze horas começou a ceia na qual, ademais de estarmos na grata companha dos amigos e amigas, estavam as delícias do porco, e as suas patacas… verzas … e as do marisco, logo vinherom as larpeiradas da sobremesa.
O convívio foi excelente, mas eu, que tinha que madrugar, fum dos primeiros em me ir, e eram perto das duas da manhã.
Enquanto a ceia, um projector foi-nos mostrando fotos da inaguraçom do centro e de actos nestes dous anos de trabalho incansável. Havia tamém uma exposiçom de cartazes correspondentes às mais salientáveis actividades levadas a cabo. Foi tal o número delas que resulta quase incrível tanto trabalho abalante, polo seu número, pola sua qualidade e pola sua variedade. Mas isso sim, sempre mostrando o seu compromisso com a Galiza e a sua língua, desde o reintegracionismo mais comprometido.
Dous anos do Centro Social Faísca… em cartazes
