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Ferrol e o galego

PGL – No Portal Galego da Língua recebemos dous comunicados, assinados por NÓS-UP e pola Fundaçom Artábria respectivamente, nos que ambas as organizaçons denunciam a pouca presença do galego na cidade utilizando como exemplos as festas de Ferrol e o programa Ferrolanear.

As festas de Ferrol

Com motivo do anúncio do cartaz das festas de Ferrol, a Assembleia Comarcal de Trasancos de NÓS-Unidade Popular lamenta a decisom das forças políticas com representaçom na corporaçom municipal quanto ao tipo de festas que deve ter a cidade. A olhos da formaçom soberanista, o «populismo trapalheiro» substitui qualquer critério de equanimidade no que tenham cabida as preferências doutros sectores cujos gostos nom estám representados nos media.

Para NÓS-UP, o cartaz, que foi elaborado a partir de umha consulta na internet, obvia que amplos sectores da populaçom nom poderám participar por nom saber utilizar ou nom ter acesso à rede e mesmo por desconhecer a iniciativa. A agrupaçom nacionalista afirma que segundo esta concepçom, só serám tidos em conta os gostos que vam associados à cultura do consumo e da trivialidade. Por esta razom, NÓS-UP reclama umha maior abertura para a verdadeira participaçom popular na elaboraçom dos programas de festas, e umha abertura para o mundo cultural que no mundo se expressa na nossa língua, o ámbito conhecido polo nome de lusófono.

Por outra parte, da Assembléia Comarcal de Trasancos do partido nacionalista ainda lamentam que o facto de que a Galiza e os artistas galegos nom sejam o referente central, relega esses artistas e o tecido industrial que os move a um carácter marginal que nom merecem. Som do Galpom ou Fuxan os Ventos nom deveriam ser apenas umha nota exótica no programa. As festas de Ferrol devem ser festas de Ferrol, nom festas de umha cidade madrilena ou manchega.

Como ponto positivo, além da presença das duas bandas galegas, Nós-UP destaca o facto de o programa das festas estar editado integralmente em galego, apontando que nom é pouco num concelho onde o seu máximo representante despreza o nosso idioma de maneira permanente na sua actividade institucional.

‘Ferrolanear’ em Galego

A Fundaçom Artábria, que conta com um representante no Conselho Municipal de Língua, organismo presidido polo também integrante do Governo municipal Manuel Santiago, fai pública umha nova queixa pola exclusom do galego na cidade de Ferrol. Nesta ocasiom,  a respeito da exposiçom da pessoa encarregada de dar informaçons culturais e sobre o meio natural da comarca às pessoas que participam na viagem marítima incluída no programa de actividades ‘Ferrolaneando’[1], realizada exclusivamente em espanhol.

Da Artábria, denunciam a falta de vontade do actual governo na hora de recuperar um dos principais sinais de identidade do povo, o idioma galego, tendo em conta ademais que existe umha Ordenança Municipal de Normalizaçom Língüística aprovada unanimemente há mais de umha década, um Plano de Normalizaçom Lingüística municipal aprovado da mesma maneira, e um organismo de participaçom como é o Conselho Municipal de Língua onde o representante da Fundaçom Artábria está a denunciar, em cada reuniom, os contínuos incumprimentos dos compromissos referentes à extensom dos usos sociais do galego.

A Fundaçom Artábria, como outras entidades e muitas pessoas a nível individual, considera imprescindível umha mudança na política lingüística do actual governo municipal de Ferrol, em maos do PSOE, polo que, caso essa rectificaçom nom se produza, a entidade estudará a pertinência da continuidade do seu representante no Conselho Municipal de Língua, argumentando a manifesta inoperatividade do organismo.


[1] ‘Ferrolanear’ é um projecto de promoçom turística da Cámara de Ferrol, em que, a bordo do barco Rías Altas, todos os sábados às nove da noite se desenvolvem duas horas e meia de passeio, ceia e explicaçons com guia turístico sobre a paisagem e a história da cidade.

 

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