Por José Alberte Corral Iglesias
Escassamente tinha dezoito anos quando encetei a minha andadura nos eidos da resistência cultural contra o nacional-catolicismo (franquismo) em parelho na política clandestina contra o mesmo; nessas regas conhecim Ferrín. Ainda que nunca militamos na mesma organizaçom política, sempre mantivemos a nossa amizade e contactos abertos tanto pola emancipaçom das classes populares galegas e a cultura galega, como no eido pessoal. Hoje, eu estou na corrente reintegracionista; Ferrín nom, mas o seu manancial continua a regar a Nossa Terra e a sua cultura, porque como bem dim os crioulos das Caraíbas: ninguém tem deus agarrado polas bolas, e o importante nom é a tua nascente, mas que as tuas augas construam o grande Orinoco. E a conduta cívica, política, e cultural de Ferrín ao longo da sua existência ajudárom e ajudam a construir a emancipaçom de Nós como povo e cultura, e a sua demissom como presidente da Academia Galega é umha peja na nossa liberaçom como Naçom.
Nom esqueçamos que estivo na cadeia mais de umha vez, e numha das mesmas no Penal de Santoña, e nom foi por ser um corrupto do velho ou novo Regime, senom pola sua lida contra toda escravitude e corrupçom. Talvez aqueles que nom sabem dos medos na noite, de andar fugido, como conseqüência da luita no processo de liberaçom das classes trabalhadoras galegas e de Nós, nom compreendam a significaçom da figura de Ferrin para a cultura galega e a nossa emancipaçom.
