PGL – Já está à venda o mais recente número do periódico Novas da Galiza. Entre os conteúdos em destaque deste mês, umha entrevista na contra-capa ao presidente da Associaçom Galega da Língua, Valentim R. Fagim.
O autor de Do Ñ para o NH fala das circunstáncias e reptos da AGAL —comentando aliás o programa do novo Conselho—, os centros sociais e a internet — elementos vertebradores das novas geraçons que se achegam ao reintegracionismo—, a situaçom da língua galega, as estratégias normativizadoras e normalizadoras, entre outras questons.
Também merece destaque a entrevista realizada a Xosé Cabido e Sonia Fernández, responsáveis respectivamente de Acçom Sindical e Mulher no sindicato STEG, quem reflectem sobre o ensino público e o privado, o estado da língua galega no sistema educativo do país ou as recentes iniciativas privadas para criar redes em que o galego seja a língua veicular do ensino.
Como em números anteriores, o Novas da Galiza também inclui o suplemento A Revista, que inclui a habitual colaboraçom humorística da Plataforma Sei o que nos Figestes. No entanto, este mês haverá raçom dupla de suplementos, pois igual que noutros Veraos, o periódico galego de informaçom crítica publica o Tempos Livres. Este ano, entre outros conteúdos, podemos ver análises sobre várias iniciativas actuais, entre elas a Galicola e a Escola Popular Galega.
O primeiro é um projecto de bebida refrescante cujo lançamento se prevê para este mês de Agosto. Nom é umha ideia nova, e há fenómenos similares em todo o mundo que se inspiram na Mecca-Cola. O novo produto, de selo galego, tem entre outros objectivos o de contribuir para o nosso idioma. Assim, os 5% de cada venda irám a um ‘fundo para o galego’.
Paralelamente articulará-se um concurso que leva o nome de Ángelo Casal, escritor e empresário galeguista e autarca de Compostela de Fevereiro a Julho de 1936, assassinado polos fascistas no Verao desse ano. Quando chegar o 17 de Maio, Dia das Letras, o dinheiro arrecadado desta percentagem irá para os dous projectos mais apoiados na seqüência do concurso.
Pola sua parte, a Escola Popular Galega começará as suas actividades em Outubro. O propósito do projecto é dotar a comunidade nacional galega de um espaço de autonomia no ámbito da educaçom através de instituiçons próprias que possibilitem a cobertura dos lugares vazios que deixa a escola tradicional, quer pública, quer privada.
Destarte, matérias como o feminismo, sociologia dos movimentos sociais, economia e consumo esboçarám a linha pedagógica de umha escola que nasce gratuita graças à iniciativa colectiva de mestres e activistas nacionalistas comprometidos com a libertaçom do país. A dimensom do projecto estendes-e a nível nacional e em coordenaçom com os centros sociais espalhados por todo o território galego, se bem a sede principal da escola situará-se na Rua Real de Vigo. De facto, foi aproveitando as instalaçons da escola que um grupo de pais e maes criárom a associaçom Agarimar.
Trimestralmente, e com umha duraçom de curso académico, serám ministradas a partir de 2009-2010 as matérias previstas no catálogo que elaboram os membros do comité cientifico da escola.
O número 80 completa-se com reportagens e análises sobre temas de actualidade, e com artigos de opiniom e colaboraçons de Carme Adán, Jam de Taiva, Gonzalo Vilas (humor), André Rodrigues, Francisco Xabier Cartelle, Valentim R. Fagim, Antom Santos, Francesco Traficante, Xermán Viluba e Bernardo Penabade.
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Capas do NGZ n.º 80 e os suplementos A Revista e Tempos Livres
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