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Doze vagas de Português na Extremadura para EOIs e secundário

PGL – A oferta pública de emprego da Comunidade Autónoma da Extremadura para o ano 2010 inclui a convocatória de sete vagas para docentes de português de EOI e cinco vagas para docentes do ensino secundário.

As pessoas com interesse em concorrer para estes concursos deverão inscrever-se antes de 3 de março nas listas cuja ligação fornecemos abaixo, bem como outras de interesse para preparar as provas. Esta convocatória ainda não é propriamente a do concurso, mas uma lista para substituições e eventuais interinidades.

As pessoas que concorrerem no concurso sem tirar a vaga, poderão ficar sem hipótese de trabalhar no caso de não terem feito esta inscrição prévia. Uma vaga para docentes de português em EOIs também sai a concurso este ano na comunidade da Andaluzia.

Na Galiza não haverá neste ano concurso de português para EOIs nem para o secundário. Do secundário, aliás, não existe nem uma soa vaga de português criada como tal. De facto, se não fosse polo meritório voluntarismo de alguns docentes de galego, o português estava fora do nosso ensino secundário. Já no que diz respeito às EOIs, o português não é ministrado nas EOIs de Monforte, Viveiro e Ribadéu, bem como em muitas das extensões doutras escolas: Noia, Ordes, etc. Nalguns casos, como o de Monforte, o português foi maioritariamente escolhido num inquérito prévio para a inclusão de uma língua mais na escola, sem que se desse resposta a tal pedido.

Por mais que o presidente da Junta tenha nos últimos meses feito alguns depoimentos em defesa do ensino do português, a declaração de intenções não se traduziu em nenhuma política efetiva, como se colige da ausência do português na oferta pública de emprego deste ano.

Se continuarem assim as cousas, daqui a poucos anos não apenas haverá mais extremenhos do que galegos com conhecimentos de português: eles também saberão mais da cultura dos seus vizinhos e terão menos preconceitos e lugares-comuns a respeito de Portugal.

Analogamente, é provável que em Portugal -pelo menos no Centro-Sul- se venha a conhecer mais a Extremadura do que a Galiza. Os discursos sentimentais em volta das relações históricas, linguísticas e culturais entre a Galiza e Portugal irão ficar-se numa retórica oca enquanto não houver uma política clara em favor do ensino do português.

Por último, ainda em relação com a Extremadura, é de salientar que todo o sistema educativo dessa comunidade funcione com software livre, resultando numa enorme poupança em licenças informáticas. Num ano marcado polos recortes orçamentares em educação na Galiza: não podia a Junta começar a economizar por aí?


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