PGL – A praça de Santa Eufémia em Ourense acolherá hoje, terça-feira, 11 de maio, a partir de 20h00, o espectáculo Cores do Atlântico, uma ponte musical sobre o Atlântico com os pilares do património das cantigas de amigo.
Cores do Atlântico oferece uma nova perspectiva sobre as cantigas de amigo, o género mais autóctone da nossa lírica medieval, desde uma dupla dimensom: a interpretaçom teórica e a interpretaçom musical. No primeiro caso, uma argumentaçom teórica sobre a origem de uma tradiçom oral sustentada por mulheres é a tese defendida por Ria Lemaire.
No enfoque musical, aborda-se uma leitura contemporânea da melodia das cantigas integrando as sonoridades galegas, portuguesas, africanas e, especialmente, brasileiras, espaços que partilham o património cultural da lírica galego-portuguesa.
A partir dos ritmos brasileiros como a ciranda, o samba, o batuque, o baião, o congo, o aboio ou a toada nordestina, Cores do Atlântico integra as sonoridades de três continentes unidos por um património comum: a lírica das cantigas de amigo galego-portuguesas.
Do Brasil, a compositora e cantora Socorro Lira reúne vozes tradicionais como as das Cirandeiras de Caiana de Crioulos junto a colaborações de Margareth Menezes-a Maga e de Cida Moreira. Da Africa, a guineense Eneida Marta apresenta a sua cálida voz associada aos ritmos da Guiné Bissau como o Gumbé, a Morna ou a Singa. João Afonso e Teresa Paiva introduzem a expressão portuguesa e a sonoridade da gaiteira do Porto. Na Galiza, som as vozes de Leilía e Uxía as que recreiam as cantigas que outrora cantaram as mulheres neste território de origem da lírica medieval galego-portuguesa. Os arranjos som do músico brasileiro Jorge Ribbas.
