A Esmorga – Como cada ano por terras ourensãs chega o Maio florido e com ele as coplas da Esmorga, desta feita, voltadas para a língua. Do centro social encorajam a malta a participar no sábado, dia 1 de Maio, às 17h, na elaboração do maio e os enfeites vegetais.
Oferecemos, a seguir, a copla disponibilizada no blogue da associaçom:
Aqui vem o maio,
o maio d’A ESMORGA,
como cada ano
a cantar as coplas.Seguiu-lhes a “conha”,
armaram o lío
e os conselheiros
tiraram do fio.Muito se envergonham,
greia de paifocas,
pero toda a culpa
tem-na quem lhes vota.A cantar as coplas
com moita retranca,
que à gente galega
nunca che nos falta.Tiraram do fio,
fura que te fura,
o de Educação
mais o de CulturaTem-na quem lhes vota
apesar de tudo,
a câmbio dos votos
devolvem insultos.Nunca che nos falta
nesta terra nossa:
é-che imprescindível
pra aturar as óstias.Mais o de Cultura…
…que intelectual!
“Desván de los Monjes”
…pedaço animal!Devolvem insultos
para a nossa terra;
o que não a queira
que se vaia dela.Pra aturar as óstias
que chovem a miles
como as que nos manda
“doña” Rosa Díez.Pedaço animal!
Há que dar-lhe penso
e jungui-lo a um carro
com o Anxo Lorenzo.Que se vaia dela,
e nos deixe em paz;
no nosso país
sobram os pailáns.“Doña” Rosa Díez,
grande espanholista,
que em dizer parvadas
é-che bem artista.Com o Anxo Lorenzo
“y el Jesusito”
porque o seu decreto
tem grande delito.Sobram os pailáns,
cumpre gente boa
e, no canto destes,
podem vir de fora.É-che bem artista,
vive do teatro,
passou por Galiza
com a Glória Lago.Tem grande delito,
a quem se lhe ocorre!
Acabam coa Língua
e dim que não morre.Podem vir de fora
com boa vontade,
procurar trabalho
e felicidade.Com a Glória Lago
foi a Compostela,
e com seus amigos
montaram a guerra.E dim que não morre,
tanto che lhes tem,
total para eles
é melhor o inglês.E felicidade
como a primavera,
alegra-se a gente
reverdece a terraMontaram a guerra,
a guerra do Idioma
e o Núñez Feijoo
seguiu-lhes a “conha”.É melhor o inglês
porque vem de fora;
eles, do seu povo
muito se envergonham.Reverdece a terra
arredor do maio
que já se vai indo,
de hoje num ano.
