PGL – A organizaçom soberanista NÓS-Unidade Popular (NÓS-UP) emitiu um comunicado no que denunciam a intençom do actual governo da Junta da Galiza de acelerar a precarizaçom e a desgaleguizaçom do ensino público.
Para NÓS-Unidade Popular, é claro que essa ofensiva reaccionária apresenta um duplo objectivo que se corresponde com os princípios defendidos de maneira especial nos últimos anos pola direcçom madrilena do Partido Popular:
– Primeiro, a conversom do ensino em mais um espaço para o lucro privado e o mercado, com especial carga da componente religiosa, em linha com o seu programa neoliberal e de apoio aos interesses da Conferência Episcopal;
– E segundo, a espanholizaçom do currículo galego em todos os níveis e ámbitos educativos, aplicando um novo decreto que restrinja ainda mais a presença do galego e jogando hipocritamente com critérios “liberais” para impor o uso do único idioma que favorecem os poderes económicos, políticos e mediáticos da Galiza: o espanhol.
Em base ao referido, de Nós-UP apontam que dentro do ataque ao ensino público podem referir-se agressons concretas como:
1 – A supressom da gratuidade dos livros de texto e o desvio de fundos públicos para financiar centros privados, nomeadamente religiosos e inclusive aqueles que segregam nenos e nenas em funçom de critérios do poderoso integrismo católico.
2 – A falta de compromisso com a extensom da rede de comedores públicos nos centros de ensino.
3 – O anúncio de reduçom de pessoal e recursos dedicados ao ensino de idiomas nas Escolas Oficiais de carácter público, precarizando o serviço para favorecer os interesses dos centros privados.
4 – O anúncio de reduçom de unidades e de professorado no ensino nos níveis de Infantil e Primário, bem como a eliminaçom de professorado de Secundário, pondo em risco centenas de postos de trabalho públicos e favorecendo de novo os centros privados.
5 – A manutençom dos critérios mercantis e neoliberais no que di respeito ao Ensino Universitário, em linha com o caminho já marcado polo governo anterior, consoante os critérios de Bolonha.
Para além do apontado, o grupo independentista enumera algúns ds ataques ao galego no Ensino, patentes desde o primeiro dia do novo governo:
1 – A iminente aprovaçom de um novo decreto para o ensino imporá o espanhol como língua quase exclusiva para a funçom veicular nas aulas. Assim o garantírom tanto o presidente como o conselheiro de Educaçom, que eliminarám os tímidos avanços que o actual decreto suponhem e levarám ao novo texto legal a imersom em espanhol.
2 – A abertura de um canal comunicativo fluido, que inclui o financiamento público das suas actividades, com os sectores ultras que reconhecem publicamente a sua vontade de excluir o galego do ensino do nosso país e a sua definitiva espanholizaçom.
3 – Nessa linha galegofóbica, a farsa da “consulta aos pais” serviu ao governo reaccionário do PP para tentar legitimar a sua opçom ideológica, com um questionário trucado com perguntas dirigidas que impossibilitavam outro resultado que o atingido.
4 – A política repressiva aplicada às direcçons dos centros, proibindo expressamente qualquer crítica pública dirigida às novas autoridades educativas em relaçom à política de extermínio do galego que se dispom a aplicar nos centros de ensino da Galiza das quatro províncias.
5 – A introduçom do espanhol como idioma de relaçom da Conselharia com os centros e organismos educativos galegos.
6 – O abandono das já tímidas medidas relativas à introduçom do galego no ensino das comarcas galegofalantes excluídas polo actual Estatuto de Autonomia.
Por todo isto, NÓS-Unidade Popular considera imprescindível construir umha rede social de apoio ao galego frente à ofensiva em curso dirigida polo actual governo, apontando que fôrom as políticas continuístas do bipartido anterior as que abrírom as portas à direita espanhola.
+ Ligaçons relacionadas:
- Comunicado na íntegra [web de NÓS-Unidade Popular]
