Nós-UP – Eis o dilema que enfrentam nom só as forças políticas galegas, mas qualquer galego ou galega que realmente aspire a que o nosso país normalize a sua única língua própria, à mesma altura que o espanhol foi normalizado no seu território originário: recuperar o consenso com o inimigo ou defender a hegemonia social do galego?
NÓS-Unidade Popular tem clara a resposta: nom é possível consensualizar nada com quem aspira à liquidaçom da comunidade lingüística galega. É possível, necessário e imprescindível articular mais e mais povo em defesa do galego como Língua Nacional da Galiza. De facto, só isso permitirá tombar as políticas assimilistas.
Lamentavelmente, o BNG e o PSOE teimam em “recuperar o consenso perdido”, quando é evidente que esse “consenso” foi a antessala que permitiu que a extrema-direita espanhola lance este desafio à nossa dignidade como Povo, a partir de umha posiçom de força, em funçom sobretodo da debilidade do programa lingüístico desenvolvido polo bipartido entre 2005 e 2009.
Fôrom os 30 anos de “liberalismo lingüístico”, os milhons de euros dilapidados sem jeito, a absoluta falta de ideias para fazer avançar o galego, a falta de objectivos estratégicos alternativos ao “bilingüismo harmónico”… Foi todo isso que permitiu o avanço inexorável do espanhol e, conseqüentemente, do espanholismo hoje empoleirado à Junta da Galiza.
Os governos de Fernández Alvor, Gonçales Laje, Manuel Fraga, do tandem Tourinho-Quintana… com diferentes responsabilidades e intençons, todos eles contribuírom, pola falta de políticas normalizadoras, para que o PP poda agora pisar o acelerador da espanholizaçom. Todos eles tenhem coincidido em difundir umha imagem idealizada do consenso como via para normalizar, através do “convencimento”, “amavelmente” e, naturalmente, “sem imposiçons”. Acaso o espanhol é foi normalizado desse jeito nalgum lugar do mundo? A resposta é nom, por isso os resultados no caso galego estám à vista.
Alguns sectores, temos denunciado durante a última década o desastre aonde nos conduziam as políticas de consenso bilingüista. Agora, o tempo dá-nos a razom.
Mais umha vez, a esquerda independentista representada por NÓS-Unidade Popular fai um apelo a todos os sectores normalizadores do nosso país para marcarmos o único objectivo estratégico realista para a normalizaçom: frente à imposiçom do espanhol, oficialidade única do galego.
Encaminhemos para esse objectivo todo o nosso trabalho, toda a nossa luita e toda a nossa raiva colectiva, através da auto-organizaçom e da luita popular unitária em defesa da língua. Nom há outra fórmula.
Em funçom desses princípios, NÓS-Unidade Popular apoiará todas as iniciativas tendentes a parar os pés ao Partido Popular, sem deixar de denunciar as responsabilidades da oposiçom parlamentar (PSOE e BNG) num processo que, ao longo das três decadas, conduziu à gravíssima situaçom actual.
Umha situaçom que pode e deve ser rectificada.
A Galiza, a nossa Pátria: o galego, o nosso idioma!
