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Carlos Núñez: «O português deveria estudar-se nas escolas»

PGL – O semanário A nosa terra acaba de publicar umha entrevista da jornalista Eva Estévez ao gaiteiro galego Carlos Nuñez, na que, entre outras questons, o músico fala da importante pegada que a cultura galega tem no Brasil e da necessidade de que as crianças galegas estudem português na escola.

Carlos Nuñez, que leva preparando o disco Alborada do Brasil nos últimos 3 anos, destaca a importância da cultura galega no maior dos países lusófonos apontando que «o Brasil está cheio de cultura galaica (…) Sempre nos digérom que o Brasil era mui português, misturado com o africano e o indígena, mas mais do que português é galaico. Quando exploras no terreno musical está claríssimo que aquele Portugal que chegou ao Brasil há 500 anos com instrumentos como a gaita era mais galaico, menos lusitano».

Na mesma linha do anterior, Núñez conclui «no Brasil descobres o poderio enorme que tem o galego. Insisto em que nom som lingüista  mas descubrim que o brasileiro é mais semelhante ao galego do que ao português, entende-se melhor. No Brasil guardam muitas cousas do galego antigo, das cantigas de amigo, do mundo dos trovadores e poesia galaico-portuguesa, que se perdérom por influencia do castelhano. Nom viria mal fazer um pouco de esforço na escola e, do mesmo jeito que aprendes a gramática galega oficial, aprender o português. Se som três ou quatro cousas! Por esse pouquinho mais de trabalho podes chegar a mais de 200 milhons de falantes.»

Ainda, Carlos Núñez lembra umha conversa com o político catalám Jordi Pujol na que o catalám explicava ao galego que o problema do nosso idioma, na Galiza, era que estava muito castelhanizado. Apôs a sua viagem polo Brasil, Núñez explica que no fim conseguiu entender as palavras de Pujol, quem descobriu antes que o galego «as possibilidades do nosso idioma.»


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