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As Estratégias para a Língua, por Valentim R. Fagim

PGL – A Agrupaçom Cultural O Facho disponibilizou no seu blogue o áudio da conferência As estratégias para a Língua, que o presidente da Associaçom Galega da Língua, Valentim Rodrigues Fagim, ofereceu na terça-feira dia 12 de janeiro, dentro do ciclo Língua, literatura e naçom. Ademais, o áudio é acompanhado de umha minuciosa crónica.

Oferecemos a seguir a crónica na íntegra.

O actual presidente da Associaçom Galega da Língua, Valentim Rodrigues Fagim, ofereceu umha amena e interessante visom das estratégias que podem ser aplicadas à língua galega.

Apetrechado com um computador foi mostrando ao público diferentes imagens, gráfícas, desenhos e esquemas que contribuírom para manter a atençom e para lograr umha maior compreensom das teses reintegracionistas defendidas polo professor.

Valentim começou com umha autocrítica, “o reintegracionismo sempre foi pouco pedagógico”, afirmou. Depois mostrou um texto em ILG e outro em norma reintegracionista para que o público visse as principais diferenças entre isolacionismo e reintegracionismo. “Temos que partir do facto de que fala e escrita som actos comunicativos distintos em todas as línguas” pois nengumha língua se fala como se escreve, sublinhou o activista lingüístico.
Aliás, incidiu na ideia que já fora exposta polo professor Freixeiro há umhas semanas, “o castelhano tem prestígio, o galego da Galiza nom… nom é o mesmo que o galego seja falado por um marinheiro que por Amáncio Ortega, mas isso é assim na Galiza e em todo o mundo” recordou o docente viguês para ilustrar a realidade sociolingüística do País.

Para seguir retratando a realidade do nosso idioma recorreu a umha cita do Compêndio de gramática galego-castelhana que o misterioso Francisco Mirás escreveu em 1864. Nele mostrava-se como um galego tentava confessar-se mas ao nom lhe entender o cura palavras como Nadal acabava por castelhanizá-la em “navidá”. Aliás, explicou como no século XVI o castelhano era um idioma estrangeiro na Galiza, “porque assim era percebido polos galegos e galegas”, e no século XVII a unidade lingüística galego-portuguesa era tal que os galegos e galegas emigrados a Madrid “se faziam passar por portugueses” para que nom se mofassem deles. “Porém, hoje já nada disto é assim” assegurou.

Depois desta sucinto limiar o Fagim embrenhou o seu relatório para a delimitaçom das estratégias possíveis que tem a língua galega. Distinguiu entre a estratégia que opta por dividir a língua galega do seu ámbito lingüístico natural e reduzí-la à Galiza autonómica e às comarcas galegófonas do Eu-Návia, Vale de Íbias, o Berzo, a Cabreira e a Seabra, para além dos três territórios da estremadura espanhola de fala galego-portuguesa, ou reintegrá-lo com as falas luso-brasileiras e converter a aprendizagem do galego numha necessidade de grande utilidade pois suporia aprender a ler e escrever como “mais de 200 milhons de pessoas no mundo”, sentenciou.

O Valentim defendeu umha estratégia para reivindicar a língua nom desde a identidade, como se tinha feito até hoje, senom desde a grande utilidade que tem para qualquer galego, da ideologia que for.

Por último, o professor viguês resumiu quais som os objectivos prioritários que devem ser defendidos para a normalizaçom lingúística avançar: A distribuiçom na Galiza de revistas e jornais em galego-português com normalidade nos quiosques, a recepçom de TV´s e rádios lusófonas na Galiza, a introduçom do português no ensino secundário e promover a identidade galego-portuguesa com intercámbios entre ambas as cominidades lingüísticas.

 

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