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Ara, novo jornal em catalão

PGL – Ontem saiu às bancas um novo cabeçalho jornalístico em catalão na Catalunha, o jornal Ara (Agora). E com sucesso rotundo, pois nas primeiras horas nos quiosques do país esgotou os 120.000 exemplares que tinha colocadoo à venda.

A boa acolhida também se verificou na edição digital, onde durante todo o dia manteve um seguimento exaustivo da jornada eleitoral no Principado, com mais de 16.000 visitas por hora.

Conforme apontam do próprio jornal, o Ara é um diário impulsionado a partir de três âmbitos. Por um lado, o grupo Cultura03, líder das revistas em catalão com títulos como Sàpiens, Descobrir, Cuina ou Time Out. Por outro, um conjunto de empresários e investidores, entre os quais a Fundació Lluís Carulla, o grupo Focus, Ferran Rodés ou Víctor Font (cofundador de Delta Partners). E, finalmente, um grupo de jornalistas que formam o conselho editorial, entre os quais Toni Soler, Albert Om, Antoni Bassas, Xavier Bosch e Carles Capdevila, que é o director do diário.

A edição em papel diz estar virada para a análise, o contexto e a profundização. Mais que se focar na crónica do dia anterior, tenciona dar as chaves para entender a jornada em curso. O site tem o domínio da atualidade e inclui também todos os apoios multimédia e os espaços de participação. Também inclui os Punts de Trobada (Pontos de Encontro) com notícias, serviços e blogues dedicados às seguintes comunidades: Time Out (lazer em Barcelona), Criatures (pais e mães), Mestres (comunidade educativa), Emprendors, Ciència, VaDeJocs (videojogos), Descobrir (turismo interior), Cuina (gastronomia) e Sàpiens (história).

A primeira capa do Ara mostrou o doutor Moisès Broggi –102 anos, o mais veterano dos ilustres do país– e Graciela Noguera –10 meses e 28 dias, a primeira catalã nascida em 2010–. Conforme assinalam do pŕoprio rotativo, Moisès Broggi simboliza a sabedoria venerável e a luta constante e serena por defender o país, a democracia, a paz e a justiça. Graciela Noguera é a olhada para o futuro, tudo por ver, tudo por descobrir. É um retrato que fala também da capacidade da Catalunha para acolher e integrar todos aqueles que querem fazer parte do país. Graciela é filha de um catalão, que é camionista e está no desemprego. A mãe é guineense e perdeu uma filha que levava o mesmo nome.

 

 

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