PGL – Apesar de que as três universidades da Galiza reconhecem o galego com língua própria e tenhem o compromisso de potenciá-lo, a realidade é que nengumha das três supera os 20% das aulas na nossa língua.
Segundo informam os dados recolhidos, a Universidade de Santiago de Compostela (USC) é a que possui um maior nível de docência em galego. Contudo, superam ligeiramente os 20%, fronte aos 76% das disciplinas ministradas em castelhano. Esta universidade oferece ademais “contratos-programa” voluntários com os departamentos que desejem aumentar a sua docência em galego.
Na Universidade de Vigo, segundo informa o director da área de Normalizaçom Lingüística, Henrique Costas, entre os 15 e os 20% do professorado fala galego. Nesta Universidade está-se a desenvolver umha experiência em fase de prova dum programa de plurilingüísmo no que se procura que uma terceira parte das disciplinas seja ministrado em galego, outro em castelhano e outro em inglês. Da área de normalizaçom da universidade lamentam que o alunado nom chegue com o nível de competência lingüística mínimo em nengumha das três.
A universidade mais castelhanizada das três é a Universidade da Corunha (UdC) onde menos dos 10% das aulas som ministradas em galego. Nesta universidade o plano de normalizaçom determina, no mínimo, que a terceira parte das matérias troncais e obrigatórias sejam fornecidas na nossa língua em cada departamento.
Embora as três universidades galegas tenham plano de normalizaçom lingüística para impulsionar e fomentar o uso da nossa língua, há vozes como a do professor de História José Anido, cabeça de lista de UPyD pola Corunha nas eleiçons galegas, quem acha os planos «absurdos e discriminadores» porque a Universidade «nom é um campo de protecçom de línguas», mas «um ámbito de formaçom e docência que nom deve fazer nada polo galego nem polo castelhano».
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