AS AULAS NO CINEMA

A solidariedade aprende-se desde cedo, com o filme ‘Joe Hill’



Em datas quase seguidas, 18 e 20 de dezembro, celebram-se respetivamente o Dia Internacional das Migrações e o Dia Internacional da Solidariedade Humana. Para apoiar o meu comentário ao redor de datas tão importantes e propor atividades educativo-didáticas a realizar nas aulas, encontrei um lindíssimo filme sueco, que acolhe curiosamente ambos os temas, a emigração e a solidariedade humana. Sob o título de “Joe Hill” foi realizado por Bo Widerberg em 1971.

O Dia Internacional das Migrações, ou Dia Internacional do Migrante, é celebrado anualmente no dia 18 de dezembro. A data foi proclamada em 2000 pela Assembleia Geral das Nações Unidas sendo celebrada neste dia desde então. Quem é migrante? É considerado migrante: a pessoa que é forçada a deixar o seu país ou que o faz voluntariamente; a pessoa que procura uma vida melhor ou uma vida diferente e a pessoa que possui autorização de residência num determinado país ou vive na clandestinidade. No dia 18 de dezembro de 1990, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou a Convenção Internacional para a Proteção dos Direitos de Todos os Trabalhadores Migrantes e dos Membros das suas Famílias.

O Dia Internacional da Solidariedade Humana é celebrado anualmente a 20 de dezembro. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas em 2005, por ocasião da celebração da primeira década das Nações Unidas para a Erradicação da Pobreza (1997-2006). A celebração do Dia Internacional da Solidariedade Humana tem como objetivo destacar a importância da ação coletiva para superar os problemas globais e alcançar os objetivos mundiais de desenvolvimento, de forma a construir um mundo melhor e mais seguro para todos. Entre muitas outras iniciativas, destacam-se as organizadas pelas Nações Unidas. O Secretário-Geral das Nações Unidas costuma enviar uma mensagem ao mundo nesta data.

As crianças todas podem aprender desde muito cedo muitos valores humanos, e entre eles o da solidariedade humana e o respeito pelos imigrantes. Para isto é necessário que os docentes tenham claro como devem ministrar as suas aulas, organizando atividades didáticas adequadas e sabendo relacionar-se positivamente com os seus alunos. Pais e mães, e os meios de comunicação de massas, com programas certos, podem e devem colaborar no tema e na positiva educação das nossas crianças. Para conseguir um mundo melhor e solidário.

QUEM FOI JOE HILL?:

O verdadeiro Joe Hill

O verdadeiro Joe Hill

John dos Passos, o grande escritor norte-americano, escreveu a trilogia “USA”, onde retratou os EUA, na sua face menos sorridente. Foi o retrato de uma América dominada por monopólios e trusts, por organizações de gangsters e sindicatos infiltrados pela corrupção. As personagens de “USA” são anti-heróis amargurados, uns idealistas e lutadores, outros céticos e cínicos. Numa constante alternância entre a ficção e a vida real, Dos Passos apresenta, em curtos “flashes” quase cinematográficos, uma galeria de figuras ímpares da História americana, não alinhadas no imenso rebanho, que fazia dos EUA uma coleção de funcionários gabarolas com contas de Banco a mais, em palavras do autor. A trilogia foi editada, em Portugal, pela Portugália Editora, nos anos 60 do século passado, na sua coleção “Os Romances Universais”. Paralelo 42 (volume 30) foi traduzido por Helder de Macedo. “1919 e Dinheiro Graúdo” (respetivamente volumes 37 e 38) foram traduzidos por Daniel Gonçalves. Uma das figuras retratadas é a do sueco imigrado Joseph Hillstrom, popularmente conhecido por Joe Hill. Transcrevemos, de seguida, algumas das linhas dedicadas ao cantor-sindicalista, patentes no 2º volume de “USA” sob o título de 1919 e escrito em 1932: “Um jovem sueco chamado Hillstrom meteu-se ao mar, calejou as mãos em veleiros e velhos cargueiros vagabundos, aprendeu inglês no castelo da proa dos vapores que faziam a ligação entre Estocolmo e Hull, e como todos os suecos sonhava com o Oeste; quando se instalou na América, deram-lhe um emprego: limpar escarradores num bar de Bowery. Mudou-se para Chicago e trabalhou numa firma de máquinas. Continuando a sua marcha para o Oeste, alugou os braços aos senhores das colheitas, arrastou-se pelas agências de empregos, pagou muitos dólares de comissão para conseguir trabalho numa empresa qualquer de construção civil, andou muitas milhas quando a comida era demasiado má, o capataz demasiado brutal ou os percevejos demasiado agressivos no barracão. Participou numa greve, na Califórnia, costumava tocar concertina à porta do barracão, à noite, depois da ceia, tinha um condão peculiar para transformar em rimas os brados de revolta”.

As canções de Joe Hill foram cantadas nas cadeias distritais e nas pensões rascas, por desempregados itinerantes, por trabalhadores das jornas. Em todo o lado, onde um proletário se sentisse perseguido, explorado, marginalizado, soava uma canção de Joe Hill. Damos, novamente, a palavra a John dos Passos: “Em Bingham, Utah, Joe Hill organizou os trabalhadores da Utah Construction Company num único grande sindicato, conseguiu-lhes salários mais elevados, menos horas de trabalho, melhor comida. Joe Hill vivia no Utah, estado dominado pelo fundamentalismo religioso da seita Mormon. Foi acusado, injustamente, de ter assassinado um merceeiro, de nome Morrison. A sua condenação à morte provocou vastas movimentações”.
O cônsul da Suécia e o Presidente Wilson tentaram obter um novo julgamento, mas o Supremo Tribunal do Estado de Utah manteve o veredicto. Joe Hill continuou a escrever as suas canções, no ano em que permaneceu na cadeia. O 19 de Novembro de 1915, encostaram-no contra a parede da penitenciária de Salt Lake City. “Não percam tempo chorando a minha morte. Organizem-se!”, foram as últimas palavras que enviou para os seus camaradas. Joe Hill colocou-se diante da parede do pátio da penitenciária, olhou para os canos das espingardas e ele mesmo deu a voz de fogo.

FICHA TÉCNICA DO FILME:

  • Joe Hill Cartaz0Título original: Joe Hill (Joe Hill-O desejo final).
  • Diretor:Bo Widerberg(Suécia, 1971, 117 min., a cores).
  • Roteiro: Bo Widerberg, Steve Hopkins e Richard Weber.
  • Música: Stefan Grossman. Fotografia: Petter Davidsson e Jörgen Persson.
  • Produtora: Bo Widerberg Film / Sagittarius Productions.
  • Nota: Resumo de 4 minutos em Youtube.
  • Atores:Thommy Berggren(Joe Hill)Anja Schmidt (Lucia)Kelvin Malave(The Fox)Evert Anderson (Blackie)Cathy Smith (Cathy), Hasse Persson(Paul)David Moritz(David)Richard Weber(Richard), Joel Miller (Ed Rowan), Robert Faeder (George), Wendy Geyer (Elizabeth Gurley Flynn, como Wendy Geier), Liska March (a mulher caritativa) e Frank Molinari (o tenor Franco Molinari).
  • Argumento: Nos começos de 1900, Joe Hill emigra com o seu irmão aos Estados Unidos, mas, ao pouco tempo, perde o contacto com ele. Seguindo o seu caminho, Joe consegue vários trabalhos mal pagos, em que observa as injustiças sociais e laborais, chegando mais tarde a converter-se num destacado ativista em favor dos direitos dos trabalhadores.O filme narra os factos que levaram à execução do líder sindical Joe Hill em 1915. A história começa com a viagem que Joe realiza como emigrante desde a sua Suécia natal aos Estados Unidos da América. Uma vez ali, entra em contacto com o sindicato dos Wobblies (o seu nome autêntico era International Workers of the World, embora acabasse chamando-se assim porque os imigrantes tinham muitas dificuldades para pronunciar as siglas IWW). O IWW chegou a contar com um quarto de milhão de afiliados, mas foi descabeçado durante a Primeira Guerra Mundial, quando 150 dos seus líderes foram presos. Sempre acompanhado do seu banjo ou concertina, Joe começa cedo a compor canções reivindicativas. Depois de trabalhar uma temporada com os Wobblies, viaja ao Utah, onde, por proteger a mulher que ama, carrega com um assassinato e é executado perante um pelotão de fuzilamento.
  • Prémios:1971: Festival de Cannes: Premio do Júri (ex-aequo).

SOLIDARIEDADE HUMANA E COM OS TRABALHADORES:

Fotograma do filme

Fotograma do filme

Em novembro de 1915, era executado, por um crime que não cometeu, Joe Hill, um ativista sindical dos IWW (Industrial Workers of the World), que também foi autor e intérprete de cantos de intervenção político-social, em prol do proletariado norte-americano. Temos, portanto, que anotar a data de 19 de novembro de 2015. Esse dia teremos um mártir a reverenciar. É quando transcorrerá o centenário da morte de Joe Hill, uma pessoa solidária que, a exemplo de Sacco e Vanzetti, os EUA executaram por causa dos seus ideais, utilizando como pretexto um crime comum do qual foi falsamente acusado. O seu nome era Joel Emmanuel Hägglund. Filho de um ferroviário, nasceu na província sueca de Gästrikland, em outubro de 1879. Com queda para a música, aprendeu cedo a tocar órgão, piano, acordeão, banjo, guitarra e violino. Depois da morte dos pais, foi em 1902 tentar a sorte nos EUA, terra dos livres e lar dos valentes, onde adotou o nome de Joseph Hillström.

O que o filme Sacco e Vanzetti foi para o cinema italiano, Joe Hill foi para o sueco: o libelo contra o injustiçamento de um idealista do seu país em meio à engrenagem da Justiça americana. A ação começa com o jovem Joseph Hillstrom (19 anos) e o seu irmão aportando em 1910 à nova terra, cheios de esperanças, sujeitando-se a todos os trabalhos inferiores que as sociedades reservam aos imigrantes pobres e que não conhecem o seu idioma. Joe procura amenizar a sua vida com a apreciação da música e compondo canções românticas, mas será depois, ao transformar-se em organizador sindical, colhido por obscuras evidências e acabará condenado à morte em circunstâncias nebulosas, que o tornam uma legenda que depois acaba mais ou menos perdida. É muito comovente a poesia-testamento que Joe Hill deixou. Trata-se, exatamente, do desejo final ao qual se refere o título do filme; e, claro, é aproveitada no seu término. A sua formosa canção diz:

“Meu corpo? Ah, se pudesse escolher,
faria com que fosse reduzido a cinzas
e deixaria as alegres brisas soprarem meu pó
até onde existissem algumas flores murchas.
Talvez essas flores murchas então
voltassem à vida, florescendo outra vez.
Este é meu derradeiro e final desejo.
Boa sorte para vocês!”

No princípio do século XX, as luitas sindicais fizeram alinhar inúmeros cantores e músicos nas fileiras da intervenção político-social. A temática sindicalista era, então, a mais expressiva e premente atitude, frente à insana luita de classes, desenrolada nos EUA. O Sindicalismo Revolucionário, seguido pelos IWW, foi divulgado através de numerosas canções populares, que seriam compiladas por Mac Clintock, no “Pequeno Cancioneiro Vermelho”. Muitas dessas canções foram compostas e cantadas por Joe Hill que era o mais lúcido, coerente e inconveniente (para o poder estabelecido) dos cantores sindicalistas americanos. Quando aguardava a sua execução, em 1915, Joe Hill endereçou um derradeiro apelo ao seu camarada e amigo “Big Bill” Haywood: “Adeus Bill. Morro como um rebelde. Não percam tempo a chorar-me. Organizem-se!”.

Fotograma do filme

Fotograma do filme

A tradição da canção de protesto é tão antiga como a própria nação Americana. São melodias e poemas feitos, sentidos, entoados pelos operários mal remunerados, pelos pioneiros do faroeste em busca de fortuna rápida; são canções de atualidadetopical songs cantadas por operários nómadas, por “hobos” (vagabundos) que percorrem os estados da União, viajando clandestinamente em vagões de mercadorias, buscando trabalhos ocasionais; são o lamento dos brancos pobres, tão bem descritos nos livros de John Steinbeck ou Erskine Caldwell. São canções de denúncia e combate contra a escravatura, o racismo, o militarismo, que falam da Igualdade de Direitos e defendem a Paz e a Liberdade.

O sindicalismo Revolucionário, de raiz “wobblie” (dos IWW) traz uma componente mais, veiculando ideais anarco-sindicalistas e marxistas. No entanto, o anarco-sindicalismo não foi a única corrente ideológica a aderir à Central Sindical. Os IWW não eram uma organização puramente anarco-sindicalista, mas sim um movimento sindicalista revolucionário, com uma ação paralela, nem sempre coincidente com o Anarquismo. Era uma organização composta por Anarquistas, mas também por Marxistas (dos Partidos Socialista e Comunista Americanos), que tinham uma conceção totalmente oposta ao sindicalismo propugnado pelos Libertários. Para os marxistas os IWW deveriam ser o embrião de “One Big Union” (Um Sindicato Único Gigante), inconciliável com as ideias anarquistas de Federalismo e Descentralização.

Surgem, assim, Canções para atiçar as chamas do descontentamento, como reza o título de uma Antologia, compilada em memória de Joe Hill. A Folk-Song continuaria, como arma de combate, nas vozes de Woody Guthrie e de Leadbelly. Woody até chamava à sua guitarra arma para matar fascistas. Editaram-se os “Almanacs”, uma edição de discos, opúsculos e livros de topical songs, editou-se, por ação de Pete Seeger e amigos, a People´s Song (1945). A realidade político-social norte-americana continuou a fornecer elementos para a criação de novas canções e o aparecimento de novos autores, cantores, músicos, compositores. Surgiram baladas a relembrar e honrar os nomes das vítimas da (in)Justiça ”Yankee”, como Joe Hill (na voz de Joan Baez), Sacco e Vanzetti (por Joan Baez ou Woody Guthrie), os Rosenberg (W. Guthrie). Mas também para condenar a Guerra do Vietname, luitar pelos Direitos Civis, exaltar os humilhados e ofendidos. Perseguidos pelo macarthysmo, ontem; ignorados (salvo exceções) depois pelo star system, destacaram nomes de grandes intérpretes, como Bob Dylan, Pete Seeger, Joan Baez, Judy Collins, Tom Paxton, Ritchie Evans, Malvina Reynolds, Arlo Guthrie, Mimi Farina, Buffy Sainte-Marie, Phil Ochs, Odetta e tutti quanti. São vozes que herdaram o legado de Joe Hill, que honram a memória do sindicalista-cantor, sucumbido às balas do terrorismo de estado. Infelizmente, Joe Hill não chegou a gravar discos, e, por isto, não conservamos a sua voz real, embora sim as suas canções (chegou a compor uns 53 formosos temas), que se cantavam uma e outra vez nos tempos das greves, nos comícios, nas manifestações e nas reuniões sindicais. As suas canções ainda hoje forjam os emblemas da unidade e a solidariedade entre todos os operários do mundo. O facho que Joe Hill prendeu continua ainda hoje acesa.

TEMAS PARA REFLETIR E REALIZAR:

Utilizando a técnica do Cinema-fórum, podemos analisar o filme de Bo Widerberg, do ponto de vista formal (linguagem fílmica, planos, planos-contra plano, movimentos de câmara, jogo com o tempo e o espaço, etc.) e de fundo (mensagem que tenta transmitir e atitudes que manifestam as diferentes personagens do mesmo). Analisar o roteiro e a sua adaptação à vida real de Joe Hill.

Elaborar uma monografia, com textos, letras de canções, legendas e imagens, sobre a vida de Joe Hill. Consultar para a elaborar a internet e diversas enciclopédias. Com o material recolhido também se pode organizar nos estabelecimentos de ensino uma amostra-exposição sobre Joe Hil, modelo de solidariedade humana para os trabalhadores e operários de todo o mundo, e para as pessoas que de mais ajuda necessitam.

Organizar uma audição musical para escuitar a Balada de Joe Hill, composta por Alfred Hayes e Earl Robinson em 1936, e que foi gravada por grandes nomes da música folk. A melhor interpretação que podemos utilizar é a de Joan Baez, que a apresentou no famoso festival de Woodstock, sobre o que também existe um interessante filme. A canção é belíssima e pode ser encontrada a sua letra na internet. Depois da audição, utilizando várias e variadas técnicas de dinâmica de grupos, debater sobre o conteúdo e mensagem da mesma.

ANEXO: Texto da canção A Balada de Joe Hill :

“Sonhei que vi Joe Hill na noite passada, como vejo a você e a mim.
Eu disse: ‘Mas Joe, você morreu há dez anos’.
‘Eu nunca morri’, ele disse.
‘Eu nunca morri’, ele disse.
‘Em Salt Lake, Joe –eu disse a ele, ao pé da minha cama–,
eles enterraram você numa cova’.
E Joe disse, ‘mas, eu não morri’.
E Joe disse, ‘mas, eu não morri’.
‘O chefe dos toneleiros atirou em você, Joe, eles o assassinaram, Joe’, eu disse.
‘Precisa de muito mais do que armas para matar gente –disse Joe–, eu não morri’
‘E lá de pe, firme e forte, com um sorriso no olhar,
Joe disse: ‘O que eles nunca puderam matar é meu ideal’.
‘Joe Hill não morreu –ele me diz–, Joe Hill nunca morre,
quando os trabalhadores em greve se organizam, Joe Hill está no meio deles’
De San Diego ao Maine, em cada mina, fabrica ou oficina
em que os trabalhadores se preparam para reivindicar seus direitos,
lá você encontrará Joe Hill.
Sonhei que vi Joe Hill na noite passada, como vejo a você e a mim.
Eu disse: ‘Mas Joe, você morreu há dez anos’.
‘Eu nunca morri’, ele disse.
‘Eu nunca morri’, ele disse”.

José Paz Rodrigues

É Professor de EGB em excedência, licenciado em Pedagogia e graduado pela Universidade Complutense de Madrid. Conseguiu o Doutoramento na UNED com a Tese Tagore, pioneiro da nova educação. Foi professor na Faculdade de Educação de Ourense (Universidade de Vigo); professor-tutor de Pedagogia e Didática no Centro Associado da UNED de Ponte Vedra desde o curso 1973-74 até à atualidade; subdiretor e mais tarde diretor da Escola Normal de Ourense. Levou adiante um amplíssimo leque de atividades educativas e de renovação pedagógica. Tem publicado inúmeros artigos sobre temas educativos e Tagore nas revistas O Ensino, Nós, Cadernos do Povo, Vida Escolar, Comunidad Educativa, Padres y Maestros, BILE, Agália, Temas de O ensino, The Visva Bharati Quarterly, Jignasa (em bengali)... Artigos sobre tema cultural, nomeadamente sobre a Índia, no Portal Galego da Língua, A Nosa Terra, La Región, El Correo Gallego, A Peneira, Semanário Minho, Faro de Vigo, Teima, Tempos Novos, Bisbarra, Ourense... Unidades didáticas sobre Os magustos, Os Direitos Humanos, A Paz, O Entroido, As árvores, Os Maios, A Mulher, O Meio ambiente; Rodrigues Lapa, Celso Emílio Ferreiro, Carvalho Calero, São Bernardo e o Cister em Ourense, em condição de coordenador do Seminário Permanente de Desenho Curricular dos MRPs ASPGP e APJEGP.

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