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‘A música portuguesa a gostar dela própria’ – Arca da Noe

arca-da-noeSábado, às 20h00, aterra na Arca, o projeto A Música Portuguesa a gostar dela Própria. Estará connosco Tiago Pereira para apresentá-lo.
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A Associação Música portuguesa a gostar dela própria tem, desde 2011 com o trabalho do realizador Tiago Pereira, vindo a criar uma consciencialização para o conhecimento e importância de um património vivo e muitas vezes esquecido de tradição oral, cantigas, romances, contos, práticas sacro-profanas, músicas, danças e também gastronomia. Esta consciencialização, que é essencialmente um mecanismo de alfabetização da memória, lembra-nos de que é urgente documentar, gravar e reutilizar fragmentos da memória de um povo. Conta, até ao momento, com mais de 2100 vídeos e mais de 1280 projectos musicais diferentes, gravados por todo o país continental e insular, com grande incidência no Arquipélago dos Açores, com gravações em 7 ilhas. A Associação tem assim documentado, com o seu cunho artístico único, a música que se encontra perdida e isolada nos montes e vales, criando um acervo gigante, que se encontra em permanente continuidade. Estes conteúdos são material-prima para um programa semanal na Antena 1, “O Povo que ainda Canta”, que Tiago Pereira tem vindo a manter desde janeiro de 2014, mas também para a produção de produtos Audiovisuais como o documentário comissariado para Guimarães 2012 Capital da Cultura, “Vamos tocar todos Juntos para ouvirmos melhor” ou “Sinfonia Imaterial” produzido pela fundação Inatel em 2011 e recentemente a série de 26 episódios de 26 minutos “O povo que ainda canta” Exibido na RTP2 e na RTP informação.
Paralelamente a este projecto, a Associação criou também, e em parceria com a Associação PédeXumbo, “A dança portuguesa a gostar dela própria”, que tem vindo a gravar coreografias tradicionais dançadas em Portugal, criando assim o primeiro mapa coreológico Português. Recentemente e a convite de músicos e investigadores Espanhóis, a Associação decidiu criar “A música Ibérica a gostar dela própria” com o intuito de documentar a música dita tradicional de toda a Península Ibérica, preparando uma série documental de 10 episódios de 52 minutos, sendo que o primeiro destes episódios já foram gravados nas províncias de Zamora, Salamanca e Léon.
Para além destes 3 projectos basilares, a Associação tem ainda um outro, embora muito mais pequeno, “A comida Portuguesa a gostar dela própria”, que visa a gravação de receitas e outras histórias relacionadas com a gastronomia Portuguesa.
A Associação conta com outras actividades paralelas às de gravação, como a de programação cultural. Mantém, desde 2012, um palco no conhecido Festival Bons Sons, um palco no Festival Andanças, bem como a curadoria musical de vários eventos, como por exemplo, a d´”O Dia grande”, promovido pelo Esporão. Faz também palestras e conversas um pouco por toda a parte, quer em Portugal como em Espanha, onde, a partir dos seus vídeos, mostra a riqueza cultural portuguesa. Promove também actividades educativas, como workshops em escolas, e actividades com crianças e jovens. E ainda conta com o projecto musical Sampladélicos formado por Tiago Pereira e o músico Sílvio Rosado, onde as gravações da MPAGDP ganham outras formas e contextos, em Novembro editam o seu primeiro Albúm pela NOS discos.
Afirmar que a Associação promove e divulga a música e as práticas de tradição oral em Portugal parece-nos redutor. Como a sua acção diversificada demonstra, o principal objectivo da Musica portuguesa a gostar dela própria é, acima de qualquer outro, alertar colectivamente para a importância real deste trabalho, que a nosso ver é fundamental para o futuro, porque constrói uma memória colectiva que se pode ver e ouvir, servindo não só o público interessado, mas também investigadores e estudiosos

— com Tiago Pereira e A música portuguesa a gostar dela própria.

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