VI Encontro Internacional de Didática do Português – A competência sociocultural



O tratamento dos aspetos socioculturais nas aulas foi o tema escolhido para a VI Edição do Encontro Internacional de Didática do Português, que decorrerá a 4 de outubro na Escola Oficial de Idiomas da Corunha. Esta atividade, organizada pola Associação de Docentes de Português na Galiza (DGP), tem ainda inscrições abertas.

Elias J. Torres e Carlos Pazos, ambos do grupo Galabra, intervêm na sessão da manhã, lançando duas perguntas cativantes: que deve conhecer um galego da cultura lusófona? (Elias J.Torres) e Como nos imaginam/imaginaram? Contributos e hipóteses acerca da Galiza e os galegos no imaginário luso (Carlos Pazos). Ainda de manhã, será apresentado o projeto Traga-Mundos, sediado na cidade transmontana de Vila Real.

Ana Belén García, da Universidade de Extremadura, abrirá a sessão da tarde com uma palestra sobre recursos, estratégias e atividades para trabalhar conteúdos culturais nas aulas de PLE (português língua estrangeira). A tradutora Ana Hermida indagará nos problemas culturais ao traduzir do português. Por último, propõe-se uma mesa redonda com os leitores e docentes Nélio Carvalho, Ana Guimarães e Maria Dovigo.

Importância da cultura

Da DPG acreditam na importância da cultura no aprendizado de línguas. A oferta de cursos, no entanto, «nem sempre satisfaz as necessidades de formação dos docentes nesta área», assinalam da associação. De facto, foi por pedido de algumas sócias que a DPG resolveu debruçar-se sobre este tema no VI Encontro.

Galegas, angolanas, brasileiras e portuguesas não têm grandes problemas para se comunicarem de forma básica nas diversas variedades da língua que manejam. Contudo, «a cultura é um marco incontornável quando se quer aprofundar nessa comunicação, a caminho de uma autêntica intercompreensão e conhecimento mútuo», indicam da DPG.

Por outro lado, é frequente que os aspetos culturais levem as pessoas a se inscreverem em cursos de português – ou a permanecerem nessa aprendizagem quando a comunicação básica já está mais do que garantida. «Todas as docentes e formandas de português experimentaram a importância de músicas, viagens, cheiros, e sabores para fidelizar a continuidade dos estudantes ano após ano», apontam da Associação.

Cursos “de língua portuguesa”, ou cursos “de cultura e língua” dos países de expressão portuguesa? Que onda será mais aliciante para o futuro do ensino do português na Galiza? Estas e outras questões intentarão ser respondidas no encontro.


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