PGL – O BNG reclamou explicações à Junta pola falta de promoçom da figura de Carvalho Calero «pessoa de inquebrantável compromisso com a nossa língua e cultura nacionais, e com umha trajetória vital vinculada ao sacrifício consciente na defesa da Galiza». Lembram que, aliás, neste 2010 cumprem-se o centenário do seu nascimento e o vigésimo aniversário da sua morte.
Os parlamentares do Bieito Lobeira e Ana Pontón, na sua interpelaçom relativa relativaàs previsões de popularizaçom e posta em valor social da vida e obra de Ricardo Carvalho Calero, salientam que já desde muito novo, participou do movimento de reivindicaçom linguístico e cultural com a sua adesom ao Seminário de Estudos Galegos, e também politicamente, fazendo parte do Partido Galeguista desde a sua fundaçom em 1931, sendo apenas um jovem de 21 anos.
Repassam a sua vida para lembrar que «a sua fidelidade por Galiza custou-lhe umha condena “por separatista” de doze anos de cadeia, sendo impedido também, por este motivo, do exercício da funçom pública como mestre até 1965».
Lobeira e Pontón qualificam a sua achega artística e intelectual como «imensa» e a sua obra de «colossal». Por estes motivos, a coincidência do centenário do nascimento e do vigésimo aniversário da morte deveriam servir «para que o Governo galego, formalmente, fosse quem de pôr em marcha quantas ações forem precisas para popularizar a vida e obra do professor Carvalho Calero e dar-lhe o realce que merece numha vida entregue à dignificaçom desta naçom, da sua língua e cultura».
Porém, os nacionalistas lamentam nom ter conhecimento de umha só atividade, programa ou linha de atuaçom institucional «orientada à posta em valor social e reconhecimento da obra deste ilustre galego. E esta atitude política nom e normal». Recolhem, ainda, as iniciativas «do associacionismo cultural de base e popular quem», que declarou 2010 como ‘Ano Carvalho Calero e «de modo bem meritório», incidem, «está a organizar eventos e actividades dirigidos a difusom social da obra e trajectória de Carvalho Calero».
Neste contexto, julgam que a atitude da Junta se insere «na estratégia antigalega do Partido Popular. Proibiçom do galego em diversos âmbitos do sistema educativo e combate geral contra o idioma galego a todos os níveis, assi como —já no plano cultural- exacerbaçom, magnificaçom e fascinaçom polo alheio, e anulaçom e desprezo polo próprio, polo galego».
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