PGL Portugal – O Partido Comunista Português (PCP) quer que a nova presidenta do Instituto Camões, Ana Paula Laborinho, explique na Assembleia da República as declarações nas que afirmava que o ensino do português para emigrantes pode acabar em alguns países.
Ana Paula Laborinho admitia há escassos dias que «o ensino de português enquanto língua materna pode acabar em alguns países porque o objectivo é a sua integração nos sistemas de ensino no estrangeiro».
Perante as declarações da nova presidenta do Instituto Camões, o PCP considera as consequências de “extrema gravidade” e qualificam de “imperiosa” e “urgente” a presença de Ana P. Laborinho na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas.
Para os comunistas, as comunidades portuguesas «não podem ficar dependentes de estratégias» dos países de acolhimento, já que «muitos dos quais têm como principal objectivo a homogeneização linguística e cultural das minorias». Nesta linha, num documento assinado pelos deputados José Soeiro e Paula Santos, os comunistas denunciam: «Sendo o Instituto Camões a instituição responsável pelo cumprimento do estipulado na Constituição da República no sentido de “assegurar aos filhos dos emigrantes o ensino da língua portuguesa e o acesso à cultura portuguesa”, as declarações atribuídas à Presidente deste Instituto adquirem particular gravidade».
Segundo o PCP, estas declarações «vão ao arrepio daquilo que deveria ser o pilar estratégico de agregação identitária das comunidades portuguesas e luso-descendentes, ou seja, a promoção e alargamento das escolas portuguesas e o desenvolvimento de uma rede qualificada de ensino de português no mundo».
O requerimento do PCP terá agora que ser aprovado pela Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, presidida pelo deputado centrista José Ribeiro e Castro.
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