O coletivo Axuntar, asociaçom para a normalizaçom do galego nesta comarca de administraçom asturiana, apresentou no concelho da Veiga o seu Informe sobre a lingua do Eo-Navia. Sen fronteiras: galego de Asturias. Um território que integra 18 concelhos e no qual se estima que ainda se conservam 37.000 falantes.
Os dados respondem ao requerido na III Enquisa Sociolingüística do Navia-Eo elaborada pola Academia da Llingua Asturiana, em que se descreve que 46,3% da populaçom tem como língua materna o galego, um descenso de 29 pontos a respeito de 1992, quando 75% da populaçom desta regiom reconhecia o galego como a sua língua materna. A perda da transmissom linguística intergeracional nas últimas décadas e a falta de atençom da administraçom do Principado de Asturias à diversidade linguística seriam as principais causas deste descenso.
Os dados respondem ao requerido na III Enquisa Sociolingüística do Navia-Eo elaborada pola Academia da Llingua Asturiana, em que se descreve que 46,3% da populaçom tem como língua materna o galego, um descenso de 29 pontos a respeito de 1992, quando 75% da populaçom desta regiom reconhecia o galego como a sua língua materna.

O presidente de Axuntar, Moisés Cima, mantém que os tópicos e prejuízos a respeito do galego neste território som similares aos que acontecem no território sob administraçom da Comunidade Autónoma Galega: ligando-o à populaçom idosa e rural. Ademais, segundo explicou o Doutor em Língua Espanhola e Linguística Geral da Universidade de Oviedo e participante na elaboraçom do informe, Ramiro Xabier Barcia: “Ao galego de Asturias também se lhe chama a fala ou o eonaviego, nomes que som pejorativos ao eliminar a filiaçom linguística e querer isolá-lo do tronco galego-português”, esta ausência de referência comum é um jeito de lhe restar identidade e legitimaçom.
Moisés Cima defende que o facto de serem galego-falantes nom pretende questionar a sua identificaçom com as fronteiras administrativas e identificaçom como asturianas e asturianos. Porém, entende que a separaçom com a Galiza, com o galego-português e com a lusofonia é um problema: “compre olharmos o que se fai no resto do nosso domínio linguístico e participar nele; nom podemos fechar-nos nas fronteiras políticas e identitárias” pois a Galiza e a lusofonia “abrem-nos as portas para que a nossa língua perviva”.
