16 de outubro

Nova manifestaçom em Uviéu para reclamar a oficialidade das línguas faladas nas Astúrias



galego-asturiano-oficialNo dia 16 de outubro terá lugar em Uviéu uma nova manifestaçom para reclamar a oficialidade das línguas faladas nas Astúrias. A vontade maioritária do Parlamento asturiano e do seu presidente, bem como a iminente reforma do Estatuto de Autonomia, pode ao fim acabar com 40 anos de anormalidade legislativa. Só é preciso puxar mais um pouco para que as persoas falantes das diferentes línguas podam ver igualados os seus direitos. Perante isto, na AGAL, como já temos manifestado noutras ocasiões, queremos mostrar o nosso apoio a este processo.

AS LÍNGUAS DAS ASTÚRIAS
Dizia Castelao que “as palavras, como os páxaros, voam sobre as fronteiras políticas”, e isto é especialmente certo no caso asturiano. Nas Astúrias som faladas duas línguas próprias que estendem os seus domínios linguísticos para fora dos limites atuais da comunidade autónoma.

A primeira delas é falada aproximadamente por 40.000 falantes no território situado entre os rios Eu e Návia. Fora desse território, é também falada por 25.000 persoas no Berzo (Leom), por 1.000 nas Portelas (Samora), 2,7 milhões na Galiza, 10 milhões em Portugal, e ainda mais de 200 milhões noutros continentes. Esta língua pode receber nomes diferentes segundo o território em que é falada, sendo galego-português o usado num sentido mais técnico para definir o conjunto de falas, e galego asturiano ou eu-naviego os mais habituais para nomear as falas específicas faladas no Eu-Návia.

A primeira delas é falada aproximadamente por 40.000 falantes no território situado entre os rios Eu e Návia. Fora desse território, é também falada por 25.000 persoas no Berzo (Leom), por 1.000 nas Portelas (Samora), 2,7 milhões na Galiza, 10 milhões em Portugal, e ainda mais de 200 milhões noutros continentes.

 

A segunda delas é falada no resto do território asturiano, do rio Návia para o leste, por aproximadamente 550.000 persoas. Fora desse território, é falada por 25.000 persoas em Leom e Samora e por 5.000 em Miranda (Portugal). Esta língua também recebe nomes diferentes segundo o território, sendo asturo-leonês o mais técnico para definir o conjunto de falas e asturiano o mais habitual para as falas específicas das Astúrias.

A segunda delas é falada no resto do território asturiano, do rio Návia para o leste, por aproximadamente 550.000 persoas. Fora desse território, é falada por 25.000 persoas em Leom e Samora e por 5.000 em Miranda (Portugal). Esta língua também recebe nomes diferentes segundo o território, sendo asturo-leonês o mais técnic.

 

A SITUAÇOM LEGAL ATUAL
Depois da morte do ditador Franco, no ano 1978 foi promulgada uma nova constituiçom que estabelece no seu artigo 3 que “As demais línguas espanholas serám também oficiais nas respetivas Comunidades Autónomas de acordo com os seus Estatutos”. Isto foi o que permitiu, por exemplo, que o Estatuto de Autonomia da Galiza estabelecesse a oficialidade do galego dentro de todo o território da comunidade autónoma.

Porém, devido a diferentes fatores que seriam complexos de mais para explicar aqui, o asturiano e o galego nom fôrom oficializados no Estatuto de Autonomia das Astúrias. No seu lugar, o artigo 4 simplesmente estabelece que “O bable [sic] gozará de proteçom. Será promovido o seu uso, a sua difusom nos meios de comunicaçom e o seu ensino, respeitando em todo o caso as variantes locais e a voluntariedade na sua aprendizagem”. Isto provocou uma situaçom de desigualdade entre os falantes das diferentes línguas que se estendeu por 40 anos, até o momento atual.

O FUTURO POSSÍVEL
Ainda que com 40 anos de atraso, a situaçom está mui próxima a mudar. O processo para reformar o atual Estatuto de Autonomia já foi iniciado, e o presidente Adrián Barbón, manifestou em várias ocasiões a sua firme vontade para conseguir a oficialidade das línguas. Além disto, pola primeira vez, existe uma maioria no Parlamento asturiano favorável a esta oficialidade. Isto vai unido a uma maioria social também favorável, e a um movimento pró-oficialidade mais forte do que nunca antes.

Mesmo assim, nom é o momento de confiar. Muitas cousas podem sair mal, e é preciso um último esforço para consegui-lo. Uma última reivindicaçom, forte e firme, para que este processo termine de vez. Para que, por fim, exista uma igualdade entre todas as persoas das Astúrias, falem a língua que falarem.

É por isto que, mais uma vez, queremos berrar bem forte: OFICIALIDADE JÁ! OFICIALIDÁ YÁ!

AGAL

AGAL

Associaçom Galega da Língua (AGAL) é umha associaçom sem fins lucrativos, legalmente constituída em 1981, que visa a plena normalizaçom do Galego-Português da Galiza e a sua reintegraçom no ámbito lingüístico a que historicamente pertence: o galego-luso-brasileiro.
AGAL

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  • https://pglingua.org/index.php abanhos

    No estado espanhol, esse no que não se legisla em matéria de língua, e que é uma das fortalezas do castelhano, os tribunais e o constitucional vinheram a estabelecer que a regulação das línguas que são próprias de uma comunidade autónoma, corresponde a competência da Comunidade autónoma respetiva.
    E as comunidades autónomas estabeleceram academias de língua/s, ex. Valência, Astúrias, Aragão. E essas academias em não poucos casos entenderam que eram competência delas todas as línguas que não forem o castelhano; e como eram línguas das comunidades autónomas eram delas e não de outras sic. E aproveitando isso a Academia da língua asturiana regula o galego das Astúrias e criou uma nova língua nas Astúrias com a sua ortografia e gramática e regulou que é a única que se pode ensinar nesse território autónomo. A academia das línguas de Aragão criou o chapurrreau, o xeremeca e o palau como variedades aragonesas do catalã com a sua peculiar ortografia. Em Baleares a pesar do estatuto chamar a língua Catalã, o PP criou a academia do baleã…
    Vamos o que faz a RAG com o português da Galiza, dividir e reduzir ao serviço da Espanha UNA.
    Isso sim nenhuma entrou na regulação da língua sacra e norma de correção das outras, o castelhano da comunidade autónoma que for.

    Na primeira lei autonómica das Astúrias sobre a língua e antes de existir a Alla, as línguas eram chamadas de Bable e Gallego/Asturiano,
    A Alla colocou posteriormente um berro no céu, nas Asturias estava o asturiano, não reclamou asturoleonès) e a Fala, língua asturiana, é diferente do galego, e deveria ser escrita com traço e não de outro jeito.

    Divide et impera