AS AULAS NO CINEMA

Natal das crianças, com o filme ‘O menino arco-íris’



O Menino Arco Iris Jesus03É habitual organizar nos estabelecimentos de ensino nos dias prévios às férias do Natal, atividades educativo-didáticas ao redor desta festa popular, uma das mais importantes do ciclo anual, junto com o entrudo, os maios e as fogueiras do S. João. É importante manter a tradição, organizando os presépios populares, o canto das panjolinhas e os cantos dos reis, que antigamente iam os rapazes cantar por caminhos, corredoiras, vilas e aldeias de casa em casa. Cousa que lembro com saudades, pois eu fui um dos que, sendo criança, ia cantar os reis com canções de natal em galego pelas aldeias do meu concelho: Arneiros, Amear, Bidoeiros, Sobrado, Grovas, Devesa, Carvalheda, Reino, Moire, Vilar, Outeiro, Igreja, Torcela, Maranhis, Fontes, Barreiros, Canizes, Coiras, Carvalhedinha, Além, Arenteiro, Casarelhos, Derramada, Lousado, Torguedo, Loeda, Pireira, Gouja, Paredes, Corna, Cales, Córneas e Casmoninho.

Sobre o muito que Jesus amava as crianças o evangelista Marcos conta-nos, com belas palavras no seu evangelho, o seguinte:

“Depois disso, traziam crianças para que Jesus as tocasse. Mas os discípulos as repreendiam. Vendo isso, Jesus se aborreceu e disse: ‘Deixai vir a mim as crianças. Não as proibais, porque o Reino de Deus é dos que são como elas. Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele’. Ele abraçava as crianças e as abençoava, impondo-lhes as mãos.” (Mc 10, 13-16).

Também noutras vezes, Jesus vai-nos chamar a atenção para que nos façamos pequenos como crianças, para que tenhamos o coração puro como o delas, para que as recebamos como se estivéssemos recebendo a Ele próprio. O que pretendia o Mestre? Apenas chocar uma sociedade na qual as crianças não tinham participação? Ao longo de 2000 anos a compreensão humana e social sobre a infância mudou muito. Relegadas a uma condição inferior naquele tempo em que Jesus viveu, as crianças demoraram muito a adquirir uma dignidade social. Na verdade, a noção de infância tal como a compreendemos hoje só começa a ser formada a partir do século XIX. E ainda carece de muito caminho para ser definitivamente consolidada. Se não fosse assim não nos depararíamos tão constantemente com casos e casos de violência e indignidade contra crianças. Por isso, como não pensar no espanto que gestos e palavras como as de Jesus deveriam causar naquelas pessoas? Mais: como não pensar que ainda hoje aquelas mesmas palavras ainda ressoam estranhas aos nossos ouvidos, até porque nos atingem diretamente, empertigados que estamos em nosso orgulho de adultos. Temos que pensar muito na intenção que Jesus teria ao nos advertir para sermos como crianças. Ele desejava que tivéssemos o coração puro, a autenticidade das palavras, a capacidade de ler o mundo de um modo muito próprio, com olhos desprovidos de malícia, a curiosidade intensa, o desejo de aprender tudo, de conhecer tudo, de beber todas as fontes e de provar todas as delícias. É fácil entender que as crianças estejam entre os preferidos de Jesus porque são insaciáveis em suas vontades de viver intensamente; talvez, sejam elas as que mais capacidade possuem para compreender a vida em abundância, que Jesus nos oferece através do seu Evangelho e as suas Parábolas.

Nós, adultos, as “psicologizamos”, as “educamos”, as “enformamos”… Nós queremos fazer de seres absolutamente livres simulacros menores de nós mesmos. E isto não é uma apologia ao “des-limite” ou à deseducação; ao contrário, sabemos todos o que é essencial para estabelecer um patamar saudável de convívio social. Fazemos crítica ao excesso de esforço que é necessário para fazer daquele pequeno ser, um adulto de sucesso. Qual seria o sucesso esperado por Jesus? A riqueza, o poder, ou a felicidade, a simplicidade, a compaixão?

FICHA TÉCNICA DO FILME:

  • Fotogramas de 'O menino arco-íris'

    Fotogramas de ‘O menino arco-íris’

    Título original: O Menino Arco-Íris – A infância de Jesus Cristo.

  • Diretor: Ricardo Bandeira (Brasil, 1983, 77 min., cor).
  • Roteiro: Ricardo Bandeira. Produtora: Ricardo Bandeira Produções.
  • Fotografia: Valter Soares. Música: R. Bandeira. Montagem: João de Alencar.
  • Atores: Ricardo Bandeira (Mágico que não engana), Antônio Fagundes (Proprietário do casebre), Ary Toledo (Arruaceiro), Carlos Buka (Soldador de Cesar), Consuelo Leandro (Primeira lavadeira), Dercy Gonçalves (Maria Marcha-à-Ré), Dionísio Azevedo (Construtor de estradas), Eva Wilma (Maria), Flora Geni (Mãe do menino Barrabás), Isabel Ribeiro (Segunda lavadeira), José Vasconcelos (Educação), Lima Duarte (Salteador de estradas), Léa Camargo (Segunda mulher), Moacyr Franco (Homem do burrico), Newton Prado (Ex-herói de Cesar), Rafael de Carvalho (Pai do menino Barrabás), Drausio Oliveira (Anjo), Araken Saldanha (Sol), Francisco Assis (Menino Beethoven), Ricardo Bandeira (Pensamento humano), Renato Consorte (Devedor de impostos), Ricardo Bandeira (Mímico contador de estórias), Roberto Gigante (Narciso, o Belo), Sadi Cabral (Trabalhador), Sebastião Campos (José), Wilza Carla (Mulher do homem do burrico), Armando Azzari (Segundo homem), Bruno Edson (Escravo fujão), Carla Fernandes (Obediência), David Leroy (Primeiro homem), Maria Rita (Terceira lavadeira), Rocco (Chefe dos homens pré-históricos), Sérgio Migliaccio (Velho roubado), Alessandro Jarzynsky (Quinto menino Jesus), Eloy R. Francesqui (menino Barrabás), Fábio Alves Pinto (Sexto menino Jesus), José Luiz de Diego (Menino Maldade), Marcelo Fabiano (Quarto menino Jesus), Marcelo Miura (Terceiro menino Jesus), Ulisses L. B. da Silva (Segundo menino Jesus), Washington L. B. da Silva (Menino Judas), Wendell L. B. da Silva (Primeiro menino Jesus), Ursula S. B. da Silva (Menina Maria Madalena) e Paulo Cesar Zaneti (Simãozinho). Apresentadora: Elisa Monteiro (Primeira mulher). Ator convidado: Paulo Autran.
  • Argumento: Aventura infantil sobre um menino chamado Jesus, que tenta encontrar o jovem Barrabás em Jerusalém para alertá-lo de que os soldados romanos estão crucificando pessoas consideradas ladrões. Jesus é representado por seis meninos de raças diferentes. Jesus, ainda criança, tenta apartar uma briga entre os também crianças Maria Madalena, Judas e Barrabás que disputam uma bolsa. Na confusão, Jesus leva um soco no olho que fica roxo até o final do filme, como um símbolo da paz que ele tanto deseja. Após a briga, ele fica sabendo que os soldados de César, invasores da Palestina, crucificam os ladrões. Ele sai, então, à procura do menino Barrabás para avisá-lo do terrível risco que este corre, caso continue roubando, como é de hábito. Nessa caminhada, Jesus – representado por seis meninos de diferentes raças – vai encontrando diversas personagens que simbolizam os sentimentos e atitudes humanas, suas qualidades, seus defeitos: um salteador de estradas, uma mulher que anda para trás, um arruaceiro, um judeu, um soldado romano, um escravo, um músico contador de histórias, um anjo e muitos outros. Essa viagem fantástica traz, no fundo, a mensagem de que toda criança é uma esperança de um mundo melhor.
  • Ricardo Bandeira, o realizador:Considerado um dos maiores mímicos do Brasil. Bandeira trabalhou no teatro e no cinema por mais de 45 anos. Dirigiu filmes e espetáculos teatrais que fizeram sucesso no Brasil e no exterior. No cinema seu maior sucesso foi O Menino Arco-Íris de 1983 com Paulo AutranLima DuarteAntônio Fagundes e Dercy Gonçalves, que chegou a representar o País no Festival de Veneza. Seu último espetáculo teatral foi Carlitos no Circo em 1993. Escreveu e dirigiu a peça de sucesso “Todo Mundo Nu”.

FESTA POPULAR DO NATAL NA ESCOLA: PLANO DE ATIVIDADES EDUCATIVO-DIDÁTICAS:

Com motivo do tema do Natal apresento um Plano de Atividades Educativo-Didáticas, para organizar nas datas anteriores às festas nos estabelecimentos de ensino. Não se trata de organizar todas as atividades que proponho, senão de que cada agrupamento, escola ou turma, escolha para realizar aquelas de que mais gostem e pelas que tenham preferência. A listagem de atividades é a seguinte:

  •  Montagem dum Presépio popular, com as figuras típicas da festa: José, Maria, o Menino Jesus, o Portal, o burro, a vaca, os pastores e os Magos.
  •  Oficina pedagógica (obradoiro artístico) para elaborar as figuras típicas do Natal: em barro, geso, papel maché, cartolina, tecido e outros materiais (mesmo reciclados e recolhidos da natureza).
  •  Montagem dum Presépio popular vivo, como um jogo dramático, com intervenção de estudantes de ambos os sexos, representando os diferentes papéis. Podem tomar-se como modelos os de Fisterra ou Maside.
  •  Certame de cartões postais com motivos do Natal, em que participem os estudantes.
  •  Certame coral de canções de natal ou panjolinhas: a participação pode ser em grupos ou individual. Entre eles seria interessante que os estudantes aprendessem a cantar os seguintes:

Vamos a Belém, amigos:

Vamos a Belém, amigos,
Vamos que a noite está clara!;
Mingos leva as castanholas,
e o seu pandeiro Pasquala!
Ai, que Neno tão bonito!
que carinha tão galana!,
Nunca Neno, tão bonito!,
viram as nossas montanhas!

Vinde galeguinhos, vinde
Vinde com pandeiro e gaita,
que um meninho, mui riquinho
nasceu hoje na montanha (bis).
Nasceu um Neno bonito,
nasceu um Neno mui lindo,
e sua mãe de nada tinha
nem um pobre farrapo.
O Meninho está na neve
a neve fai-no tremere!
Meninho da minha alma!
quem te pudera valere?!

S. José e mais Maria:

São José e mais Maria,
iam juntos pra Belém,
iam-lhe cantar os reis
a Jesus de Nazaré.-
Foram-se de vila em vila
e de lugar em lugar
na busca de Jesus Cristo
não o puderam topar.
Aquela pombinha branca
que está detrás do altar
aquela é Nossa Senhora
que nos queria ajudar.
E, à senhora ama da casa
nunca lhe a cabeça doa  se nos dera um torresminho
pra lhe untare a sanfona.

Noite de Paz:

Noite de paz, noite de amor
Tudo dorme em redor
Entre os astros que espargem a luz
Proclamando o menino Jesus
Brilha a estrela da paz
Brilha a estrela da paz

Noite de paz, noite de amor
Nas campinas, ao pastor
Lindos anjos mandados por Deus
Anunciam a nova dos céus
Nasce o bom salvador
Nasce o bom salvador

Paz, paz, paz
A paz do Senhor

Paz, paz, paz
A paz do Senhor

Oh, Salvador
Nasce o bom Salvador

Noite feliz de Natal:

Noite feliz, noite feliz
Ó senhor, Deus de amor
Pobrezinho nasceu em Belém
Eis na lapa, Jesus nosso bem
Dorme em paz, ó Jesus
Dorme em paz, ó Jesus

Noite feliz, noite feliz
Eis que no ar vem cantar
Aos pastores os anjos dos céus
Anunciando a chegada de Deus
De Jesus, Salvador!
De Jesus, Salvador!

Noite feliz, noite feliz
Ó senhor, Deus de amor
Pobrezinho nasceu em Belém
Eis na lapa, Jesus nosso bem
Dorme em paz, ó Jesus
Dorme em paz, ó Jesus
Noite feliz, noite feliz

Noite feliz, noite feliz
Eis que no ar vem cantar
Aos pastores os anjos dos céus
Anunciando a chegada de Deus
De Jesus, Salvador!
De Jesus, Salvador!

  • Audições musicais de cantos de Natal por diversos intérpretes e de música clássica de autores que realizaram composições com motivos do tempo de Natal. Por exemplo, no primeiro caso temos o CD de Fuxam os Ventos “Galiza canta ao Neno” (1978). No segundo destacam especialmente as peças clássicas: “Noite Feliz” de Franz Grüber, “Oratória de Natal”, BWV 248 de Johann Sebastian Bach, “Concerto Grosso, nº 8 em Sol menor” (“Concerto de Natal”) de Arcangelo Corelli e “Adeste Fideles” do que existem controvérsias quanto à autoria da sua composição.
  • Organização de uma amostra-exposição monográfica sobre o Natal, com fotos, legendas, aforismos, poemas, cartões postais, cartazes, murais, autocolantes, contos, etc. É importante que tais materiais sejam elaborados pelos estudantes para desenvolver a sua criatividade e capacidade expressiva.
  • Elaboração de uma monografia sobre a celebração do Natal nos diferentes países do mundo. Para isto, deve consultar-se a internet, livros e revistas.
  • Certame poético escolar, em que participem os estudantes com poemas escritos por eles sobre temas relacionados com o Natal.
  • Organização dum Livro-fórum, com participação de estudantes e docentes, escolhendo previamente um livro para ler todos antes, que tenha como tema central o Natal. Entre os possíveis títulos a escolher temos os seguintes: Um conto de Natal de Charles Dickens, Mistério de Natal de Jostein Gaarder, Quando Chegar o Natal – Mensagens para Acolher Jesus do Padre Zeca, Bênçãos do Natal de Divaldo Franco, O Natal de Jesus de José Carlos Leal, O Grande Livro de Receitas para o Natal de Vitória Facchina, Delícias de Natal de Coral Fischer, Cânticos de Natal de Walter Weiszflog, Celebrar o Natal – Sugestões para Família e a Comunidadede Leomar António Brustolin, Janelas do Natal de Bill Crowder, Natal – Festa do Encontro de Anselm Grün e Natal: Reunião dos Sorrisos de Francisco Faus.
  • Organização dum ciclo de cinema sobre o Natal e posterior cinema-fórum sobre cada filme. Entre os títulos possíveis estariam: Do céu cai uma estrela de Frank Capra (1946), O bazar das surpresas de Ernst Lubitsch (1940), Plácido de Luis G. Berlanga (1961), Histórias do Natal de Bob Clark (1983), Felicidades de Lucho Bender (2000), Conto de Natal de Richard Williams (1971) e Um milagre de Natal de Walt Disney (1978) em desenhos animados.
  • Organização de atividades sociais: realizar visitas, levando presentes para eles, aos meninos hospitalizados, aos do asilo e aos de comunidades de imigrantes nas suas associações.
  • Mandar pelos correios aos amigos as postais de Natal elaboradas previamente pelos estudantes.
  • Organização de uma exposição filatélica com selos do mundo que tenham motivos da festa do Natal.
  • Roteiro-visita ao Presépio de Baltar, na antiga capela de S. Cosme, situado no centro histórico da cidade de Ourense. Pode realizar-se uma entrevista para conhecer os motivos da sua obra ao artista Arturo Baltar, felizmente ainda vivo.
  • Roteiro para visitar os diferentes presépios populares montados em templos ou outros lugares, em aquelas cidades em que existem, como em Ourense, associações de presepistas.
  • Recital de Poemas do Natal. Os poemas escolhidos vão ser recitados pelos estudantes. Em anexo posterior recolhe-se uma Antologia de Poemas de Natal, da qual se podem tirar as poesias a recitar.

TEMAS PARA REFLETIR E REALIZAR:

Utilizando a técnica do Cinema-fórum, podemos analisar o filme de Ricardo Bandeira, do ponto de vista formal (linguagem fílmica, planos, planos-contra plano, movimentos de câmara, jogo com o tempo e o espaço, etc.) e de fundo (mensagem que tenta transmitir e atitudes que manifestam as diferentes personagens do mesmo). Analisar o roteiro e a mensagem que tenta transmitir-nos o mesmo.

Elaborar uma monografia, ao estilo das da biblioteca do trabalho de Freinet, sobre os locais relacionados com o Natal: Belém, Nazaré, Jerusalém, Galileia…Também locais e topónimos que levam estes nomes: a cidade de Natal no Brasil, Nazaré em Portugal, as Torres e Paço de Belém em Lisboa, etc.

Idem sobre o Ciclo Anual das Festas Populares Galegas, com uma secção destacada para a do Natal. Na mesma podem recolher-se canções de natal e panjolinhas tipicamente galegas e depois aprender a cantá-las.

ANEXO: ANTOLOGIA DE POEMAS DE NATAL:

Poema de Natal (Por Fernando Pessoa)

Natal… Na província neva. Nos lares aconchegados, Um sentimento conserva. Os sentimentos passados. Coração oposto ao mundo, Como a família é verdade ! Meu pensamento é profundo, Estou só e sonho saudade. E como é branca de graça. A paisagem que não sei, Vista de trás da vidraça. Do lar que nunca terei!

Compras de Natal (Por Cecília Meireles)

São as cestinhas forradas de seda, as caixas transparentes, os estojos, os papéis de embrulho com desenhos inesperados, os barbantes, atilhos, fitas, o que na verdade oferecemos aos parentes e amigos. Pagamos por essa graça delicada da ilusão. E logo tudo se esvai, por entre sorrisos e alegrias. Durável — apenas o Meninozinho nas suas palhas, a olhar para este mundo.

Poema de Natal(Por Vinicius de Moraes)

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos…
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

Natal é harmonia (Por Marcos Brasileiro)

O Natal tem o seu sentido universal
De compartilhar a vida.
Momento de paz e harmonia,
O Natal é um dia especial.
Uma mensagem de Deus
Ao mundo, que não reconheceu.

Nesse espaço que vem fortalecer
A vida em seu viver.
Que acrescenta o amor divino,
No caminho de nosso destino.
Onde a verdade explicitada,
Relata a vida em sua jornada.

Onde a verdade luz,
A cada dia nos conduz
Numa mensagem que nos faz pensar
O quanto Deus nos ama
E conosco quer sempre estar.
Aonde a vida vem nos indagar,
Aonde está o seu coração, está o seu olhar

A Paz do Natal(Por Everaldo L. Moreira)

A paz do Natal é para com o sonho,
Para o futuro desse mundo
Tão cheio de desamor.
Uma paz sem muros, sem ódio e rancor

A paz do Natal, isenta
De sangue e violência;
A paz entre os povos,
A paz nas consciências.

A paz do Natal, sem mãos assassinas,
Sem culpas, remorso e opressão:
Paz de um mundo novo,
Um mundo de irmãos.

Que lindo seria: uma paz de alegria,
Repousante como a do Santo de Assis;
Paz duradoura e aconchegante,
Paz que os anjos cantaram
Na Noite Feliz.

Uma paz verdadeira,
Que não nasce onde predomina
A discórdia e o furor.
Paz luminosa, paz que tem
Como fonte primeira o Amor.

José Paz Rodrigues

É Professor de EGB em excedência, licenciado em Pedagogia e graduado pela Universidade Complutense de Madrid. Conseguiu o Doutoramento na UNED com a Tese Tagore, pioneiro da nova educação. Foi professor na Faculdade de Educação de Ourense (Universidade de Vigo); professor-tutor de Pedagogia e Didática no Centro Associado da UNED de Ponte Vedra desde o curso 1973-74 até à atualidade; subdiretor e mais tarde diretor da Escola Normal de Ourense. Levou adiante um amplíssimo leque de atividades educativas e de renovação pedagógica. Tem publicado inúmeros artigos sobre temas educativos e Tagore nas revistas O Ensino, Nós, Cadernos do Povo, Vida Escolar, Comunidad Educativa, Padres y Maestros, BILE, Agália, Temas de O ensino, The Visva Bharati Quarterly, Jignasa (em bengali)... Artigos sobre tema cultural, nomeadamente sobre a Índia, no Portal Galego da Língua, A Nosa Terra, La Región, El Correo Gallego, A Peneira, Semanário Minho, Faro de Vigo, Teima, Tempos Novos, Bisbarra, Ourense... Unidades didáticas sobre Os magustos, Os Direitos Humanos, A Paz, O Entroido, As árvores, Os Maios, A Mulher, O Meio ambiente; Rodrigues Lapa, Celso Emílio Ferreiro, Carvalho Calero, São Bernardo e o Cister em Ourense, em condição de coordenador do Seminário Permanente de Desenho Curricular dos MRPs ASPGP e APJEGP.

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