Partilhar

João Moniz: “Estarei ao dispor para ajudar a difundir a música e a cultura galega nos Açores”

joao-moniz-768x512João Moniz é açoriano, começou a aprender guitarra com 6 anos e daí foi experimentando em vários projetos musicais. Em 2019 foi vencedor dum concurso português que lhe permitiu tocar num dos maiores festivais de Portugal: MEO Sudoeste. Em 2020, em plena pandemia, lançou o seu primeiro CD, cantado totalmente em português com o nome “Saudade”. E agora é um dos 10 finalistas do Musicando Carvalho Calero, enriquecendo a diversidade de estilos e sotaques do concurso organizado entre a CRTVG e a AGAL, para homenagear o autor, ao levar à música algúm dos seus poemas.

Como ves o panorama musical galego?

Muito rico, pelo que vi dos mais de 70 participantes do concurso “Musicando Carvalho Calero”. Fiquei impressionado com muitas vozes e interpretações dos poemas de Carvalho Calero, como pela diversidade cultural/musical. Sinto-me um felizardo por fazer parte de um grupo de finalistas tão talentoso!

Por que te animastes a participar no concurso “musicando Carvalho Calero”?

É uma história engraçada, depois de ter atuado no MEO Sudoeste na Zambujeira do Mar, um programa de rádio na Galiza quis entrevistar-me e conhecer mais sobre o meu trabalho. A partir daí comecei a interessar-me cada vez mais pelo que se faz na Galiza, tal como se interessaram pela minha música.

Que opinas de que se lhe dedique o dia das letras a Carvalho Calero?

Acho que esta homenagem peca por tardia, pois foi uma figura muito importante no século XX para a cultura da Galiza e para a aproximação com Portugal. Penso que com o passar dos anos as pessoas foram-se apercebendo que a luta que Carvalho Calero defendia era credível e que fazia sentido esta aproximação entre dois povos que se identificam um com outro.

Sabes que Carvalho defendia umha grafia convergente com o português e nom a espanhola… A AGAL hoje defende umha soluçom binormativista para que se posam usar-se ambas normas ortográficas. O que achas desta possibilidade?

Acho que essa decisão deve ser única e exclusivamente dos galegos e galegas. No entanto é notória a ligação muito forte entre Portugal e a Galiza, e na minha opinião esta ligação devia ser cada vez mais alimentada com a partilha de cultura, dar a conhecer em Portugal na Galiza e vice-versa. E quando falo em Portugal não falo só de Portugal Continental mas também nos Arquipélagos da Madeira e dos Açores, de onde sou natural e onde vivo. Aliás foi devido a essa ligação forte com Portugal que decidi cantar o tema, em homenagem a Carvalho Calero, em português de portugal.

Acho que todos teríamos a ganhar com uma “circulação” de culturas entre Galiza e Portugal.

É notória a ligação muito forte entre Portugal e a Galiza, e na minha opinião esta ligação devia ser cada vez mais alimentada com a partilha de cultura, dar a conhecer em Portugal na Galiza e vice-versa. E quando falo em Portugal não falo só de Portugal Continental mas também nos Arquipélagos da Madeira e dos Açores, de onde sou natural e onde vivo.

Que potencial pensas que poderia haver de abrir a produçom musical galega cara os países lusófonos?

Penso que há abertura para receber e difundir trabalhos de artistas galegos e galegas, no entanto é necessário que alguém faça esse trabalho, que vá ao encontro dos mecanismos de difusão: rádio, televisão, etc. Penso que esse processo seria muito mais fácil para um artista galego do que para um artista espanhol. E no que poder ajudar, estarei ao dispor para ajudar a difundir a música e a cultura galega nos Açores.

Henrique Marques Samyn visita Compostela para falar sobre literatura negra brasileira

Vivien Merciel Suarez, autora do Mapas Instáveis: “Os nossos corpos são políticos”

A Semente de Lugo festeja o seu décimo aniversário com um programa de atividades para desfrutar em família

Lançamento do livro, Tourists, go home? em Compostela

Lançamento do livro, Tourists, go home? em Vigo

Tratado de interculturalismo woke para integrar migrantes e salvar línguas

Henrique Marques Samyn visita Compostela para falar sobre literatura negra brasileira

Vivien Merciel Suarez, autora do Mapas Instáveis: “Os nossos corpos são políticos”

A Semente de Lugo festeja o seu décimo aniversário com um programa de atividades para desfrutar em família

Lançamento do livro, Tourists, go home? em Compostela