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FALO GALEGO, FALA-ME PORTUGUÊS!

A AGAL, Associaçom Galega da Língua, lança a campanha Falo galego, fala-me português para sensibilizar as pessoas lusófonas sobre a realidade linguística galega. A campanha promove que as pessoas galegofalantes e lusófonas se comuniquem entre elas sem mudarem a língua.

Existe uma queixa contínua cada vez que uma pessoa galega visita Portugal: “É que eu lhes falo em galego, e sempre me respondem em portunhol”. O motivo de que isto aconteça nom é desleixo nem maldade, é simplesmente desconhecimento. A maioria das pessoas que falam português nom conhecem a realidade linguística galega e nom sabem da continuidade linguística que existe entre as duas beiras do Minho.

O vice-presidente Manuel Novoa e a vogal Marinha Area no posto da AGAL no Festigal

É por isso que a AGAL decidiu lançar a campanha Falo galego, fala-me português. Com este slogan tam simples, a campanha quer dar a conhecer o galego às pessoas de todos os países de língua oficial portuguesa. Por um lado, a campanha procura que quando uma pessoa galega visite um país de língua portuguesa, as pessoas estejam sensibilizadas com a sua realidade. Que saibam que é uma pessoa galega a falar em galego, e nom uma pessoa castelhanofalante a esforçar-se por falar em português. E que saibam que essa pessoa galega agradece que lhe falem em português, e nom quer que a outra pessoa se esforce em falar castelhano ou portunhol. Polo outro lado, a campanha também quer mostrar a Galiza como uma terra acolhedora para todas as pessoas que falam português. Que saibam que podem vir falando na sua língua e que vam ser entendidas, que nom é preciso que mudem de língua para falarem com as pessoas galegas.

O presidente Jon Amil no posto da AGAL no Festigal

A CAMPANHA

A campanha começou oficialmente no dia 25 de julho, coincidindo com o Dia Nacional da Galiza. A primeira açom fôrom as camisolas com o logo da campanha, pensadas para que as pessoas galegas vistam quando visitem Portugal. As camisolas estivérom disponíveis no posto que tivo a AGAL no Festigal e esgotárom-se no mesmo dia. “Estamos totalmente abraiados”, dixo Jon Amil, presidente da associaçom, “nom esperávamos que a campanha tivesse um recebimento tam grande”.

A campanha continuará a desenvolver-se nos próximos meses, com mais camisolas, crachás e outros objetos promocionais. Também se apostará polas redes sociais como vetor para visibilizar a campanha no mundo, com vídeos de pessoas relevantes da cultura e da internet. “Isto está apenas a começar”, declarou Jon Amil.

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