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Charo Lopes: “O que eu publiquei foi graças a prémios”

charo-lopesA poeta boirense Charo Lopes criticou no jornal O Salto a relaçom de verticalidade que se estabelece entre o espanhol e o galego concebido como “uma língua espanhola” e denunciou para esta publicaçom mensal a barreira ortográfica que as principais editoras da Galiza ainda põem a quem escreve numha norma diferente à da RAG: “No meu caso, o que eu publiquei foi graças a prémios”.

A escritora, que também dirige este portal desde o mês de janeiro, reivindicou a potencialidade do galego internacional, que usa “desde o instituto”, sem deixar de sublinhar o paradoxo de o português, língua colonial noutros lados do mundo, ser na Galiza umha “ferramenta decolonial” que permite “abrir a fronteira do marco espanhol”. Além de que “temos muitos recursos aos quais poder aceder”, estám a surgir muitas iniciativas a partir dessa norma: “Já há umha editora que publica em galego internacional e poderia haver outras que trabalhassem com editoras noutros países e que pudéssemos trazer esses materiais para aqui.”

Sublinhou o paradoxo do português, língua colonial noutros lados do mundo, ser na Galiza umha “ferramenta decolonial” que permite “abrir a fronteira do marco espanhol”.

Charo Lopes reconheceu que o reintegrado continua acompanhado do estigma da radicalidade, mas reivindicou apropriar-se dele e torná-lo positivo. Finalmente, a poeta reconheceu os projetos que se vam abrindo a esta perspetiva da língua, como o próprio O Salto, que permite publicar em ambas as formas de galego.

A entrevista a Charo Lopes fai parte de umha série mais ampla subordinada ao mote SOTAQUES, em que diferentes ativistas, nomeadamente procedentes de fora da Galiza, explicam as razões polas quais usam o seu galego.

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