A bolsa tem uma dotação de 6.000 euros, destinada a promover projetos jornalísticos de novos e novas tituladas em Jornalismo ou Comunicação Audiovisual. A receção de propostas está aberta até 15 de junho de 2023.
O ato foi aberto por Alba Silva Rodríguez, vice-decana da Faculdade de Ciências da Comunicação da USC, que agradeceu ao Colégio de Jornalistas e a Abanca o apoio à iniciativa e revisou os anteriores ganhadores da Bolsa Nacho Mirás, destacando que “a maior parte dos projetos são de ex-alunos desta faculdade”. Silva animou também o alunado presente a se candidatarem à bolsa para poderem desenvolver as ideias que tiverem, e “contarem histórias e serem rabudos como Nacho Mirás”.
Silva animou também o alunado presente a se candidatarem à bolsa para poderem desenvolver as ideias que tiverem, e “contarem histórias e serem rabudos como Nacho Mirás”.
O diretor de Zona de Abanca em Santiago, Ramón Mariño Pérez, manifestou a satisfação de Abanca por continuar a colaborar com este projeto e salientou que o apoio à bolsa Nacho Mirás se enquadra na aposta de Abanca pela mocidade, no interesse por apoiar “uma profissão que consideramos imprescindível para a boa saúde da nossa sociedade” e “na vontade de contribuir de alguma maneira para manter vivo o legado humano e profissional que deixou Nacho Mirás”.
Xaime Leiro, da Junta de Governo do Colégio Profissional de Jornalistas da Galiza, lembrou-se também de Nacho Mirás, sobre quem manifestou que “me fez sentir, me fez também chorar”, pelo que é “um orgulho”, assegurou, ter uma bolsa para jornalistas novéis que leve o seu nome. Leiro felicitou as ganhadoras do ano 2022 e resumiu as bases desta nova edição, para além de animar o alunado assistente a se tornarem membros, lembrando-lhes que se tiverem superados mais da metade dos créditos da licenciatura, poderão fazê-lo de maneira gratuita.
Notas à margem
Ao acabarem as intervenções apresentou-se também a iniciativa que foi ganhadora na sétima edição da Bolsa ‘Nacho Mirás’, Notas à margem, com a participação das suas responsáveis: Belén Rodríguez Teiga e Carmen Novo Castiñeiras. As duas comunicadoras asseguraram que o projeto surgiu a partir de uma amizade que as une desde há já cinco anos e que queriam partilhar “as reflexões que fazíamos do sofá de casa”. A base dos conteúdos de Notas à margem é a leitura das suas autoras, a partir do qual vão surgindo as diversas temáticas.
Notas à margem parte de um produto literário, que tanto pode ser um livro, a letra de uma música ou o texto de uma peça de teatro. A partir daí, procura relações com outras disciplinas que abranjam a mesma ideia para criarem uma visão conjunta e completa. O objetivo final é procurar reflexões, partilhar ideias e, sobretudo, desenvolver o pensamento crítico. Quanto ao formato, o projeto articula-se em torno de uma web que servirá para verter todos os conteúdos. Estes, por sua vez, serão feitos por meio de dois formatos: um podcast mensal e uma newsletter quinzenal. E, claro, tem presença também em redes sociais como Instagram ou Twitter.
A bolsa Nacho Mirás para jornalistas novéis
Poderão concorrer a esta convocatória titulados nos últimos cinco anos (2023, 2022, 2021, 2020 ou 2019) em Jornalismo ou Comunicação Audiovisual, com projetos inéditos e sem nenhum outro tipo de financiamento nem privado nem público. As propostas podem ser de trabalhos jornalísticos de qualquer gênero, iniciativas para um novo meio ou projetos que tenham como finalidade a informação e a comunicação. A bolsa tem uma dotação de 6.000 euros, que poderá ser dividida se o júri assim o considerar.
As pessoas interessadas devem enviar por correio eletrónico a xornalistas@xornalistas.gal o formulário de inscrição, a fotocópia do diploma (ou cópia do expediente para as estudantes de último curso), uma descrição do projeto e cronologia de trabalho, o orçamento estimado, a declaração de não ter concedida nem solicitada nenhuma outra ajuda e uma nota sobre o autor ou autores, que poderá acompanhar-se de um breve currículo de cada um deles.
Valorizar-se-á que o projeto esteja materializado em galego, que os autores sejam membros do Colégio Profissional de Jornalistas da Galiza, que o projeto possa supor uma solução profissional para os solicitantes, a viabilidade futura do projeto, a originalidade, a amplitude geográfica do projeto, o trabalho em grupo e a documentação da memória.
O júri que avaliará os trabalhos apresentados estará formado por Ainhoa Apestegui, Isaac González, Darío Janeiro, Xosé López, Xosé Manuel Pereiro, Francisco G. Sarria, Xoán Soler e Fernando Varela. O veredito do júri dar-se-á a conhecer no mês de junho.
O júri que avaliará os trabalhos apresentados estará formado por Ainhoa Apestegui, Isaac González, Darío Janeiro, Xosé López, Xosé Manuel Pereiro, Francisco G. Sarria, Xoán Soler e Fernando Varela. O veredito do júri dar-se-á a conhecer no mês de junho.
A bolsa leva o nome do jornalista, colegiado do CPXG e professor na Faculdade de Ciências da Comunicação da USC, Nacho Mirás, que sempre defendeu a valia dos novos jornalistas, o espírito de se fazer valer, de se formar o máximo possível e defender assim a posição de informador, de jornalista. Esta bolsa pretende ser um pequeno pulo para eles, para encontrarem o seu caminho profissional. Nas edições anteriores, foram galardoados com a bolsa os projetos MediaMapa.Gal e Punto e volta (2016), Feira (2017), Pícaros.gal (2018), Entrelinguas (2019), éDeporte (2020), A Cousa e Zoom na Bagatela (2021) e Notas à margem (2022).
Nas edições anteriores, foram galardoados com a bolsa os projetos MediaMapa.Gal e Punto e volta (2016), Feira (2017), Pícaros.gal (2018), Entrelinguas (2019), éDeporte (2020), A Cousa e Zoom na Bagatela (2021) e Notas à margem (2022).
A oitava bolsa ‘Nacho Mirás’ para jornalistas novéis, organizada e desenvolvida pelo Colégio Profissional de Jornalistas da Galiza e patrocinada por Abanca, foi apresentada na passada semana na Faculdade de Ciências da Comunicação da Universidade de Santiago de Compostela, que colabora com a iniciativa.
O Colégio Profissional de Jornalistas da Galiza é uma entidade de direito público, criada pela lei 2/1999 de 24 de fevereiro pelo Parlamento da Galiza, que tem a representação legal de todos os jornalistas galegos. Nos dias de hoje dispõe de mais de 1.100 membros repartidos nas suas sete demarcações (A Corunha, Ferrol, Lugo, Ourense, Ponte Vedra, Santiago de Compostela e Vigo).
