A Assembleia Geral da Rede Europeia pela Igualdade das Línguas exige a derrogação do Decreto do Plurilinguismo



O secretário geral de ELEN, Davyth Hicks, denunciava em conferência de imprensa no sábado da passada semana em Santiago de Compostela o “fracasso geral da União Europeia para atuar em defensa das nossas línguas”.

beufm7xqA Assembleia Geral da Rede Europeia pela Igualdade das Línguas (ELEN) que decorreu na passada semana em Compostela, exigiu que os governos da Galiza e do Estado atendam as exigências do Conselho de Europa e se derrogue o Decreto do Plurilinguismo, se garanta que o galego seja língua veicular de todas as matérias em todas as etapas educativas e que exista um tratamento igualitário para as línguas cooficiais na nova Lei do Audiovisual numa conferência de impressa oferecida por Davyth Hicks, secretario geral da entidade europeia, e Marcos Maceira, presidente da Mesa pola Normalización Lingüística e reeleito recentemente vice-presidente da ELEN.

Que se garanta que o galego seja língua veicular de todas as matérias em todas as etapas educativas e que exista um tratamento igualitário para as línguas cooficiais na nova Lei do Audiovisual.

 

As 35 delegadas e delegados que participaram na Assembleia Geral da ELEN, em representação de 47 línguas de 24 Estados europeus, também se mostraram preocupados pela crise originada em França pela sentença do tribunal constitucional sobre a Lei Molac, que compromete a imersão linguística na educação e acordaram manter ativa o recurso apresentado a respeito pola ELEN perante a ONU. Outro dos grandes temas que centrou a atenção das pessoas participantes na reunião foi a Lei da Língua Irlandesa nos 6 condados e a preocupação por quando chegará ao Parlamento britânico.  O secretário geral da ELEN, Davyth Hicks, denunciou o “fracasso geral da União Europeia para atuar em defensa das nossas línguas”. Com relação à Galiza, Maceira e Hicks insistiram que o governo galego “deve fazer cumprir imediatamente as reclamações do Conselho da Europa, garantindo o galego como língua veicular em todas as etapas e matérias do ensino”.

O secretário geral da ELEN, Davyth Hicks, denunciou o “fracasso geral da União Europeia para atuar em defensa das nossas línguas”. Com relação à Galiza, Maceira e Hicks insistiram que o governo galego “deve fazer cumprir imediatamente as reclamações do Conselho da Europa, garantindo o galego como língua veicular em todas as etapas e matérias do ensino”.

“Face ao questionamento da democracia e dos direitos fundamentais”, afirmou Maceira, “a defensa das línguas joga um papel de primeira ordem em Galiza e em toda a Europa”. “Defender as línguas, procurar a sua completa igualdade e o reconhecimento de direitos”, agregou o presidente da Mesa, “é parte essencial da luta democrática”. “Todas as discriminações devem ser eliminadas, também a linguística”, disse, “a que amossa mais abertamente a diversidade e a pluralidade”.

Davyth Hicks durante a assembleia em Compostela.

Davyth Hicks durante a assembleia em Compostela.

A assembleia também aprovou a designação da galega Elin Haf Gruffydd-Jones —que também abriu e fechou a sua intervenção falando galego— como nova presidenta da entidade e reconheceu o labor desenvolvido por Paul Bilbao-Sarria, secretario geral de Kontseiua, nomeado socio de honra da Mesa pola Normalización Lingüística.
A Rede Europeia para a Igualdade das Línguas visa promover e proteger as línguas europeias menos utilizadas, trabalhar no sentido de igualdade e para ser uma voz para os falantes de línguas a nível local, regional, nacional, europeu e internacional. Representa 47 comunidades linguísticas com 168 entidades de 23 Estados europeus e tem carácter de organismo consultivo do Parlamento Europeu, do Conselho de Europa, das Nações Unidas e da UNESCO. Faz parte também da Plataforma de ONG da Comissão Europeia para Multilinguismo, a Plataforma de ONG para Cultura, a Plataforma de ONG para a Agência de Direitos Fundamentais da UE e do Conselho Económico e Social da ONU.


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  • https://pglingua.org/index.php abanhos

    Os decretos de plurilinguismo foram uma proposta da fundação Faes do Aznar.
    Nom é para promocionar uma língua estrangeira, nem tem esse objetivo de nenhum jeito, se não diminuir o espaço das línguas do estado não castelhanas.
    O governo galego promovendo isso certifica a quem serve, não ao nosso povo.