A columbofilia é a arte de criar e treinar pombos-correio com fins desportivos. O sentido de orientação que estas aves têm em voltar ao local onde nasceram e foram treinadas propicia muitas possibilidades de competição. As corridas de pombos consistem basicamente em soltar os pombos em regiões distantes dos seus pombais com o objetivo de que regressem o mais rápido possível.
Como já foi referido por eminentes vultos galegos e portugueses ao longo da história, o povo galego e o povo português fazem parte da mesma comunidade histórica, linguística e cultural. É por isso que as relações entre a Galiza e Portugal são totalmente normais e muito frequentes.
Um exemplo destas relações é a que achamos na prática da columbofilia. Este é um desporto com muita tradição e bem implementado na sociedade portuguesa. No ano 2021 a Federação Portuguesa de Columbofilia contava com 8.887 sócios. Por outro lado, a Federação Columbófila Galega atualmente tem 237 columbófilos associados. Na Galiza esta arte não está tão desenvolvida, e a maior parte dos adeptos a este desporto encontram-se nas províncias de Pontevedra e a Corunha.
Na União Columbófila Valenciana, de Valença do Minho, observamos um caso concreto de partilha columbófila entre indivíduos galegos e portugueses. No município de Valença nasceu em 1954 a Sociedade Columbófila de Valença. Face a divergências entre os associados, vários columbófilos, após 25 de abril, decidiram demarcar-se desta sociedade e formar uma nova coletividade. Foi assim que a União Columbófila Valenciana se fundou no ano 1976.
Um dos primeiros sócios da UCV foi o galego Júlio Pérez Martínez, nessa altura a viver em Valença. A 17 de outubro de 1998 tornou-se sócio outro galego, o Assis Machado da Silva, do Porrinho.
Desde janeiro de 2000 até o ano 2023 inscreveram-se como sócios nesta coletividade quarenta e três galegos. Neste momento a União Columbófila Valenciana tem cinquenta e um sócios, vinte e um deles são galegos. Na campanha desportiva de 2023 vão concorrer catorze columbófilos na UCV, dez portugueses e quatro galegos.
Desde janeiro de 2000 até o ano 2023 inscreveram-se como sócios nesta coletividade quarenta e três galegos. Neste momento a União Columbófila Valenciana tem cinquenta e um sócios, vinte e um deles são galegos. Na campanha desportiva de 2023 vão concorrer catorze columbófilos na UCV, dez portugueses e quatro galegos.
A União Columbófila Valenciana faz parte da Associação Columbófila do Distrito de Viana de Castelo. A ACDVC prevê a realização de um Campeonato luso-galaico nas três provas de grande fundo, provas acima de 700 quilómetros, da época desportiva de 2023. Esta competição só não aconteceu no ano passado por causa das restrições que a atividade columbófila galega sofreu devido à gripe aviária. Este projeto apresenta-se como uma mais-valia para reconhecer as relações columbófilas entre a Galiza e Portugal.
Em conclusão, a columbofilia é mais uma área em que as relações entre o povo galego e o português estão muito vivas. Além da sua atual vitalidade, há já algumas iniciativas que pretendem aprofundar nesses relacionamentos. Sem dúvida, estas partilhas são ótimas para o próprio decorrer do desporto columbófilo e também para prestigiar a língua e a cultura que nos une.
Em conclusão, a columbofilia é mais uma área em que as relações entre o povo galego e o português estão muito vivas. Além da sua atual vitalidade, há já algumas iniciativas que pretendem aprofundar nesses relacionamentos.
(Gostava de agradecer ao Xurxo Fernández Carballido, pois foi ele quem me deu a ideia para eu fazer este texto, e ao José Teixeira, tesoureiro da União Columbófila Valenciana, às direções da Associação Columbófila do Distrito de Viana do Castelo, da Federação Portuguesa de Columbofilia e da Federação Columbófila Galega pelos dados fornecidos)
