Partilhar

O festival “Aquí tamén se fala” consolida-se na sua terceira ediçom e dá o salto internacional com Carolina Deslandes

O projeto nascido no IES Rafael Dieste da Corunha converte um instituto público num referente europeu da dinamizaçom cultural e linguística a partir da mocidade

A Corunha converterá-se de novo na sexta-feira 12 de junho, e desde as 17h00, num dos grandes epicentros da música em galego e das culturas atlânticas com a celebraçom da terceira ediçom do Festival Aquí Tamén Se Fala, uma iniciativa impulsada polo IES Rafael Dieste que continua ampliando horizontes e fazendo história.

O evento, que nasceu nas aulas dum instituto público da cidade e que terá de novo lugar na Praça da Tolerância, consolida-se este ano como um festival de dimensom internacional graças à incorporaçom ao cartaz da artista portuguesa Carolina Deslandes, uma das vozes mais relevantes da música lusa contemporânea e auténtico fenómeno social com um milhom de seguidóries no Instagram num país de pouco mais de dez milhões de habitantes.

A presença de Deslandes supom um novo marco para um festival que, desde a sua criaçom, conseguiu situar a música e a lingua galegas num espaço de prestígio, convivência e celebraçom coletiva.

Junto à artista portuguesa atuarám as bandas galegas Apolo 18, Kid Mount e De Ninghures, três propostas que representam a diversidade, a renovaçom e o momento de efervescência criativa que vive atualmente a música galega.

O festival é uma das iniciativas mais visíveis de Aquí Tamén Se Fala (ATSF), o maior movimento de dinamizaçom linguística do país, nascido no IES Rafael Dieste e convertido já num fenómeno social e educativo sem precedentes. O que começou como uma campanha impulsada polo alunado para visibilizar a presença do galego nos bairros da Corunha acabou estendendo-se a centos de centros educativos de todo o país, mobilizando dezenas de milhares de estudantes e recebendo reconhecimentos como o Prémio da Cultura Galega, o Innovagal, o Rosalia de Castro da Deputaçom da Corunha ou o Mil Primaveras.

A singularidade do projeto reside em que som es própries estudantes quem lideram boa parte das ações, assumindo tarefas de comunicaçom, produçom audiovisual, organizaçom cultural e dinamizaçom social.

Ao longo dos últimos anos, ATSF conseguiu converter as redes sociais num escaparate para a cultura galega, contando com a participaçom de figuras de referência do âmbito musical, literário, audiovisual e desportivo, e construindo uma narrativa positiva ao redor da língua que conseguiu conectar com uma nova geraçom.

Neste contexto, o festival representa muito mais do que uma programaçom musical. É a culminaçom anual dum modelo educativo inovador que entende a cultura como ferramenta de transformaçom social e a língua como espaço de encontro. O facto de que um instituto público seja capaz de organizar um evento destas características continua a ser um caso praticamente sem precedentes na Europa, reforçando o papel da educaçom pública como motor de criaçom cultural e participaçom cidadã.

Após reunir por volta de 5000 pessoas em cada uma das suas anteriores edições, o Festival Aquí Tamén Se Fala encara este novo capítulo com a ambiçom de continuar a crescer sem renunciar à sua essência: demonstrar que a mocidade pode liderar projetos culturais de grande impacto e que a língua galega tem capacidade para ocupar com naturalidade os cenários, as ruas, os ecrãs e os espaços de referência do presente.

A terceira ediçom do festival confirma deste modo que o fenómeno Aquí Tamén Se Fala já transcendeu o âmbito educativo para se converter num dos movimentos culturais mais inovadores e influentes da Galiza atual.

O Concelho de Bueu e a editora Xerais discriminam o reintegracionismo nos prémios Johan Carballeira

Será que vou velho

Ainda há vagas para os cursos aPorto que decorrerám no mês de agosto

Henrique Egea apresenta As histórias que nos conta(ra)m… na Corunha

Henrique Marques Samyn publica seleta de novos escritos de mulheres negras brasileiras

Novidades Através: Para acordar os da casa grande, o último título da coleção Através do Brasil

O Concelho de Bueu e a editora Xerais discriminam o reintegracionismo nos prémios Johan Carballeira

Será que vou velho

Ainda há vagas para os cursos aPorto que decorrerám no mês de agosto

Henrique Egea apresenta As histórias que nos conta(ra)m… na Corunha