Morre a mestra Elvira Varela

Aos 94 anos na cidade da Corunha



Elvira Varela Bao, retratada em 2017 na sua casa da Corunha | Héctor Barandela

Elvira Varela Bao, retratada em 2017 na sua casa da Corunha | Héctor Barandela

Elvira Varela Bao nasceu o 29 de março de 1926 na Corunha, filha de Elvira Bao e Bernardino Varela, membros das Irmandades da Fala. Foi testemunha da história das Irmandades e activista pola recuperaçom da mémoria histórica. A sua mae, Elvira Bao Maceiras, foi mestra do Sanatório de Oça, Presidenta da Agrupación Republicana Femenina e Secretária da Junta Directiva das Irmandades da Fala em 1918. O pai era Bernardino Varela do Campo, fundador das Irmandades da Fala e secretário de A Nosa Terra. Após a morte do pai, a sua mae decidiu abrir umha escola; foi Elvira quem realizou todo o trabalho, com os conselhos da mae, durante 10 anos. Nesta reportagem do Novas da Galiza, Ana Viqueira, falava com ela há três anos.

Elvira Varela foi entrevistada pola Comissom de Defesa da Língua da Gentalha do Pichel em 2014 para as III Jornadas de Análise para o Ensino Popular.


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  • Ernesto Vazquez Souza

    Quanto lamento… tantas horas de conversa passadas nesse salão e na casa de São Roque, tantos livros, tantas fotos, notas manuscritas, recordações e anedotas reveladoras, compartilhadas…o galeguismo, a república, as irmandades, o teatro, a música, as personagens dos livros que eram para ela história viva, amigos, parentes…

    Lembro quando publiquei um dos primeiros textos de Cânones e Canões e lho enviara impresso e os imensos parabéns que recebi por carta dela, entusiasmada com que agora escrevesse o galego em português… cousa que dizia teria gostado o seu pai…

    Quantos dos meus artigos e livros… quantos textos neste PGL não lhe devem imenso às suas palavras, cartas, ilustrações, comentários, ao seu sorriso e energia… aos seus ânimos e exemplo.

    Seja leve, amiga e mestra, a nossa terra que ainda não é nossa.