Inocência Mata, especialista em literatura da lusofonia



inocencia-mata-foto-1Dentro da nossa série de artigos de “As Aulas no Cinema” estamos a dedicar vários depoimentos àquelas mulheres que no mundo lusófono destacaram em alguns campos da cultura, da ciência e do ensino. É certo que são os campos da educação, a música, a canção e a literatura, aqueles onde dentro do mundo lusófono, têm destacado mais mulheres. Como é o caso da importante especialista em literatura dos países da Lusofonia, nomeadamente dos africanos, a que dedicamos o nosso presente artigo. Por isso, dentro da série que estou a dedicar às mais importantes personalidades do mundo lusófono, onde a nossa língua internacional tem uma presença destacada, e, por sorte, está presente em mais de doze países, sendo oficial em oito, dedico este depoimento, que faz o número 148 da série geral que iniciei com Sócrates, a uma escritora, investigadora literária e professora santomense conhecida como Inocência Mata, nascida no ano 1957 na ilha africana do Príncipe. Com este depoimento, a ela dedicado, completo o número trinta e seis da série lusófona. Em setembro de 2018 tomou posse como correspondente da Academia Galega de Língua Portuguesa (AGLP). Eu tive a sorte de a conhecer já no ano 1988, quando por convite da ASPGP e das Irmandades da Fala de Galiza e Portugal (IFGP), participou no Iº Encontro Internacional da Lusofonia, que se celebrou de 26 a 29 de setembro deste ano na Casa do Brasil de Madrid, com o apoio económico do Ministério de Educação e Ciência espanhol e a colaboração do Instituto de Cultura e Língua Portuguesa (ICALP).

PEQUENA BIOGRAFIA

A santomense Inocência Mata nasceu na ilha do Príncipe (hoje país africano lusófono conhecido como São Tomé e Príncipe) no ano 1957. Neste país realizou os seus estudos primários e secundários e também em Angola. Desde 1980 mora em Portugal. É Doutora em Letras pela Universidade de Lisboa e pós-doutora em Estudos Pós-coloniais pela Universidade de Califórnia, Berkeley. Exerce como professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, na área de Literaturas, Artes e Culturas, sendo ademais investigadora do Centro de Estudos Comparatistas (CEC). De 2014 a 2018, foi professora na Universidade de Macau (China), onde exerceu com uma licença especial do Reitor da universidade lisboeta, tendo sido vice-diretora do Departamento de Português da Universidade de Macau, coordenadora do Programa de doutoramento, doutora em estudos Literários e Interculturais Portugueses, e diretora do Centro de Investigação de Estudos Luso-Asiáticos (CIELA).

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Inocência na toma de posse da AGLP

É membro de associações científicas da sua especialidade, de que se destacam a Associação Portuguesa de Literatura Comparada, a Association por L’Étude des Littératures Africaines (da França), a Associação Internacional de Estudos Africanos (AFROLIC, Brasil) e a Associação Internacional de Ciências Sociais e Humanas em Língua Portuguesa (AILP-CSH). Membro fundador da União Nacional de Escritores e Artistas de São Tomé e Príncipe (UNEAS) e sócia Honorária da Associação de Escritores Angolanos (UEA) é também membro correspondente da Academia das Ciências de Lisboa (Classe de Letras), membro da Academia Angolana de Letras e Académica Correspondente da Academia Galega da Língua Portuguesa. Professora visitante de muitas universidades estrangeiras, é igualmente membro do Conselho Editorial e Científico de muitas revistas de especialidade, nacionais e estrangeiras. Tem publicado numerosos trabalhos e estudos na área de literaturas e culturas africanas, literaturas em português e estudos pós-coloniais e culturais. Também é membro de vários júris de prémios literários, entre os que destacam o Prémio Mário António da Fundação Calouste Gulbenkian, o Prémio Camões, Prémio Telecom, Prémio UCCLA (União das Cidades Capitais da Língua Portuguesa) “Novos Talentos”, Prémio Francisco José Tenreiro e Prémio União de Escritores Angolanos. Ela mesma já foi distinguida com vários prémios sendo o último o Prémio Femina 2015. Em setembro de 2019 foi distinguida com a nomeação de Doutora Honoris Causa pelo polo local da cidade de Lilongwe (Malawi) do Instituto Internacional Universitário “Cypress”, original do estado norte-americano do Texas. A maior parte dos seus livros foram publicados pela editora Edições Colibri de Lisboa. Foi professora convidada de muitas universidades nacionais e estrangeiras da Europa, África, América e Ásia, sendo membro de conselhos editoriais de revistas da sua especialidade tanto portuguesas e lusófonas como estrangeiras. É autora de inúmeros artigos, prefácios, capítulos de livros e de livros e monografias na área das literaturas em português e estudos pós-coloniais, que mais adiante resenhamos.

É Doutora em Letras pela Universidade de Lisboa e pós-doutora em Estudos Pós-coloniais pela Universidade de Califórnia, Berkeley. Exerce como professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, na área de Literaturas, Artes e Culturas, sendo ademais investigadora do Centro de Estudos Comparatistas (CEC).

inocencia-mata-foto-4Estudiosa incansável das literaturas africanas de língua portuguesa, na sua postura crítica, amostra a diversidade que permeia a sua própria origem e trajetória pessoal. Desde seu nascimento santomense, traz consigo o estigma da travessia que se consolidou com suas origens ancestrais angolanas, brasileiras, ciganas e são-tomenses. Desta pluralidade de raízes resultou uma atitude crítica sempre inquieta que se preocupa e destaca pela importância da diversidade e das identidades no campo dos estudos literários. Inocência Mata nasceu, como já comentei, na ilha do Príncipe. De onde saiu sendo muito pequenina, ainda bebé, pelo que mais tarde sendo já adulta foi conhecer a sua terra natal. Morou em São Tomé e Príncipe, em Angola e agora em Portugal, onde se formou e realizou os seus estudos superiores. A sua trajetória vital é também de certa forma a trajetória da sua família. Os seus quatro avós paternos e maternos eram de diferentes origens. O seu avô era angolano de origem cigana, a sua avó são-tomense, outra avó do Príncipe, um avô também do Príncipe, com raízes do Nordeste brasileiro e outra avó de São Tomé. De maneira que ela foi de certa forma o resultado de tudo isto. E o seu percurso talvez corresponda a essa essência migratória da sua família.

Estudiosa incansável das literaturas africanas de língua portuguesa, na sua postura crítica, amostra a diversidade que permeia a sua própria origem e trajetória pessoal.

Dentro da sua família o seu pai teve um papel fundamental na formação de inocência Mata. Dentro do lar as relações eram muito diversificadas e, em certa maneira, programadas. Por sorte para ela com muitas leituras, que lhe fomentara o amor pelos livros. Seu pai era um profundo nacionalista, o que a ajudou desde criança a olhar o mundo de forma um pouco menos ingénua do que outras crianças da sua idade. Intelectualmente, porém, começou a formar-se em Angola e esse percurso intelectual tomou um rumo definitivo (em termos de opções ideológicas profundas) em Portugal, onde teve, por sorte, professores muito bons (na Faculdade de Letras da universidade da capital portuguesa), e relações académicas e culturais muito importantes. Inocência fala sempre muito bem do seu professor Manuel Ferreira, ao qual considera um verdadeiro mestre e do que aprendeu o importante que é ter humildade no saber. Porque segundo ela, o pior é ser arrogante e pensar que se sabe tudo e que o último que se conhece é a verdade. Manuel Ferreira foi um professor seu modelo do contrário, com grande humildade e saber real. Também fala muito bem de outros professores como Mário Pinto de Andrade, Fernando Cristovão e Benjamim Pinto-Bull.
Depois do 25 de abril, quando estudava no Liceu, lembra o grande entusiasmo que havia nas aulas entre os estudantes e os docentes. E também o facto da existência do estudo sistemático e sistematizado realizado em Portugal, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, sob a direção do Prof. Ferreira, com a cadeira denominada Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa, que foi uma grande revolução e ajudou muito à difusão da literatura dos PALOPs.

FICHAS DOS DOCUMENTÁRIOS

1. Tomada de posse como académica da AGLP de Inocência Mata.
Duração: 66 minutos. Ano 2018.


2. Inocência Mata: Programa São-Tomenses pelo Mundo.
Duração: 24 minutos. Ano 2016.

3. Inocência Mata e Inês Machungo na RdM.
Duração: 8 minutos. Ano 2011.

4. À conversa com Inocência Mata.
Duração: 19 minutos. Ano 2011. Entrevista: Raquel Marinho. Disponível para ver na web da sicnoticias.pt

5. A comunidade de origem africana em Portugal.
Duração: 44 minutos. Ano 2019. Entrevistas a Inocência Mata e Marta Lança. Disponível para ver na web da sicnoticias.pt

6. Ato poético na tomada de posse de Inocência Mata como membro da AGLP.
Duração: 28 minutos. Ano 2018.

7. Saudação de Inocência Mata ao eMundial de 2011.
Duração: 1 minuto. Ano 2011.

OBRA ESCRITA DE INOCÊNCIA MATA

 

A. Livros
-Pelos trilhos da Literatura Africana em Língua Portuguesa. IFGP: Cadernos do Povo (Ponte Vedra –
Braga, 1992).
-Emergência e existência de uma literatura: o caso santomense. ALAC–África (1993).
-Diálogo com as ilhas: sobre Cultura e Literatura de São Tomé e Príncipe. Edições Colibri, 1998.
-Bendenxa. Ed. Caminho, 2000.
-Literatura Angolana: Silêncios e Falas de uma Voz Inquieta. Lisboa e Luanda, 2001.
-A Suave Pátria: Reflexões Político-culturais sobre a Sociedade São-tomense. Lisboa, 2004.
-Laços de Memória e Outros Ensaios sobre Literatura Angolana. Luanda, 2006.
-A Poesia e a vida: Homenagem a Alda Espírito Santo. Ed. Colibri, 2006.
-Polifonias Insulares: Cultura e Literatura de São Tomé e Príncipe. Ed. Colibri, 2010.
-Ficção e História na Literatura Angolana. Luanda, 2011 e Ed. Colibri 2012.
-Francisco José Tenreiro: as Múltiplas Faces de um Intelectual. Lisboa, 2011.
-A Rainha Nzinga Mbandi: História, Memórias e Mito. Ed. Colibri, 2012.
-A Literatura Africana e a Crítica Pós-colonial. Luanda, 2007 e Manaus, 2013.
-Olhares Cruzados sobre a Economia de São Tomé e Príncipe. Ed. Colibri, 2013.
-A Casa dos Estudantes do Império e o Lugar da literatura na consciencialização política. UCCLA,
Lisboa, 2015.
-O Papel do Cidadão em Tempos de (Des) Encantos. Ed. Colibri, 2018.
-Discursos Memorialistas Africanos e a Construção da História. Ed. Colibri, 2018.
-A Mulher em África: Vozes de uma Margem sempre Presente. Ed. Colibri, 2018.inocencia-mata-capa-livro-0
B. Livros em coautoria
-Mário Pinto de Andrade: Um Intelectual na Política. Com Laura Padilha. UFF, Lisboa, 2001.
-Boaventura Cardoso: a Escrita em Processo. Com Rita Chaves e Tânia Macedo. USP, São Paulo,
2005.
-Pelas Oito Partidas da Língua Portuguesa: Uma Homenagem a João Malaca Casteleiro. UL, Macau-
Lisboa, 2007. Com Maria José Grosso.
-Pós–colonial e Pós–colonialismo: Propriedades e Apropriação de Sentidos. Rio de Janeiro, 2016. Com
Flávio Garcia.
-Literatura–Mundo Comparada: Perspectivas em Português. Parte I: Mundos em Português. Lisboa,
2017. Com Helena Carvalhão Buescu.
-Trajectórias Culturais e Literárias das Ilhas do Equador: Estudos sobre São Tomé e Príncipe. São
Paulo, 2018. Com Agnaldo Rodrigues da Silva.
C. Artigos e Depoimentos
Uma ampla listagem dos artigos e depoimentos que chegou a publicar em diferentes revistas, jornais e publicações académicas e periódicas pode ser consultada entrando aqui.

ENTREVISTA A INOCÊNCIA MATA

inocencia-mata-foto-0A Agência CentralSul de Notícias do Brasil, com data de 17 de abril de 2012, fez-lhe uma interessante entrevista, da que tiramos vários fragmentos das suas respostas às perguntas feitas pelo jornalista da agência.
A Professora Doutora Inocência Mata participou no Iº Ciclo de Palestras 2012 do Curso de Letras da Unifra. Em entrevista para a Agência CentralSul, a autora falou sobre a sua trajetória profissional e os estudos das Literaturas Africanas de Língua Portuguesa em Portugal e no Brasil.
Nascida em São Tomé e Príncipe, a estudiosa das Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, Inocência Mata, traz de sua genealogia o apreço pelos livros. O incentivo de um pai que valorizava a leitura e as histórias contadas pela avó na infância a tornaram uma leitora assídua. Foi na adolescência que decidiu seguir o rumo das Letras, graças aos bons professores de Literatura e Português, embora seu pai esperasse que Inocência optasse por uma carreira na advocacia devido à sua teimosia e personalidade indagativa.
Até o Ensino Médio, Inocência só teve contato com autores portugueses, e o interesse pelas Literaturas Africanas Lusófonas surgiu na Faculdade de Letras através de seu professor e mentor, Manuel Ferreira, criador da disciplina de Literaturas Africanas nesta Faculdade de Lisboa e nome incontestável na área. A atração pelas literaturas africanas somada ao desejo por compreender as motivações de seus autores tornaram Inocência uma autoridade no campo das literaturas africanas, a professora comentou-nos que as pesquisas científicas das universidades portuguesas no campo da literatura africana passaram a ter espaço pelas questões sociais e pelas relações econômicas entre Portugal e alguns países Africanos.

Até o Ensino Médio, Inocência só teve contato com autores portugueses, e o interesse pelas Literaturas Africanas Lusófonas surgiu na Faculdade de Letras através de seu professor e mentor, Manuel Ferreira, criador da disciplina de Literaturas Africanas nesta Faculdade de Lisboa e nome incontestável na área.

É o caso do crescente número de pessoas nascidas nos países africanos de colonização portuguesa que migravam para Portugal, em muitos casos ao buscar refúgio das guerras civis que mesmo após a independência ainda assolavam países como Angola, por exemplo. Além da academia, as editoras portuguesas foram determinantes para que houvesse maior visibilidade das obras africanas lusófonas.
Em Portugal, nos cursos da variante do Português, a disciplina de Literatura Africana de Língua Portuguesa é obrigatória e possui várias subdivisões, três cadeiras de Literatura Angolana, duas de Literatura Moçambicana, uma de Literatura Cabo-verdiana e São-Tomense, embora o espaço cedido à cadeira seja menor do que aquele ocupado pela de Literatura Brasileira.
Porém, Inocência considera o estudo das literaturas africanas tão importante quanto o das outras vertentes literárias, pois nos países africanos de língua portuguesa há uma grande relação entre Literatura e História, o que ela define como fator de identificação do povo com os autores, os quais tratam em suas obras de questões atuais, como corrupção, terrorismo, racismo e muitas outras “fraturas socioculturais” presentes no dia-a-dia e na lembrança das pessoas.

Nos países africanos de língua portuguesa há uma grande relação entre Literatura e História, o que ela define como fator de identificação do povo com os autores, os quais tratam em suas obras de questões atuais, como corrupção, terrorismo, racismo e muitas outras “fraturas socioculturais” presentes no dia-a-dia e na lembrança das pessoas.

inocencia-mata-foto-5Perguntada pela cultura afro-brasileira, sinalou que para ela o primordial veículo para a autoestima de um segmento é a dignificação de sua raiz cultural. Em relação ao Brasil, a autora se diz perplexa com a ausência da cultura afrodescendente na superestrutura do país. Para ela, há uma folclorização dessa cultura através de religiões como Umbanda e Candomblé, o que compromete seu papel na constituição de uma maior identidade cultural nacional. Inocência vê na vigente Lei brasileira promulgada no ano 2003, que obriga as escolas brasileiras a ensinarem história e cultura Afro-Brasileira, uma boa alternativa para que haja um resgate cultural no país, porém, considera lamentável que tenha sido necessária uma lei para instigar tal resgate.
Embora em constituição há 9 anos, muitas escolas ainda não a seguem. Inocência credencia isto à falta de preparo dos professores, que em sua geração também não contaram com o estudo das culturas Afro-Brasileiras, mas ela crê que os professores dessa nova safra serão aptos a ensiná-las.
No ensino superior, Inocência, otimista, diz que o estudo da Literatura Africana de Língua Portuguesa ruma a passos largos em direção à obrigatoriedade. Universidades como UFRJ e USP já adotam a obrigatoriedade da disciplina, que há cinco anos ainda era lecionada como optativa.

Uma ampla e muito interessante entrevista, realizada por Débora Leite David a Inocência Mata, publicada na Revista Crioula, no n.º 5 de maio do ano 2009, de que existe texto em PDF, merece a pena ser lida entrando aqui.

TEMAS PARA REFLETIR E REALIZAR

Vemos os documentários citados antes, e depois desenvolvemos um cinema-fórum, para analisar o fundo (mensagem) dos mesmos, assim como os seus conteúdos.
Organizamos nos nossos estabelecimentos de ensino uma amostra-exposição monográfica dedicada a Inocência Mata, uma excelente especialista das literaturas dos países africanos lusófonos, e professora da Universidade de Lisboa. Na mesma, ademais de trabalhos variados dos escolares, incluiremos desenhos, fotos, murais, frases, textos, lendas, livros e monografias.
Seria interessante realizar no nosso estabelecimento de ensino um Livro-fórum, fazendo antes uma escolha de algum dos vários títulos que Inocência Mata chegou a publicar. Pode ser interessante a leitura de um dos três seguintes: Pelos trilhos da Literatura Africana em Língua Portuguesa, que em 1992 lhe publicara as Irmandades da Fala de Galiza e Portugal, presidida por José Luís Fontenla, Diálogo com as ilhas: sobre Cultura e Literatura de São Tomé e Príncipe, livro publicado pelas Edições Colibri de Lisboa em 1998, ou A Mulher em África: Vozes de uma Margem sempre Presente, obra publicada pela mesma editora lisboeta em 2018.

José Paz Rodrigues

É Professor de EGB em excedência, licenciado em Pedagogia e graduado pela Universidade Complutense de Madrid. Conseguiu o Doutoramento na UNED com a Tese Tagore, pioneiro da nova educação. Foi professor na Faculdade de Educação de Ourense (Universidade de Vigo); professor-tutor de Pedagogia e Didática no Centro Associado da UNED de Ponte Vedra desde o curso 1973-74 até à atualidade; subdiretor e mais tarde diretor da Escola Normal de Ourense. Levou adiante um amplíssimo leque de atividades educativas e de renovação pedagógica. Tem publicado inúmeros artigos sobre temas educativos e Tagore nas revistas O Ensino, Nós, Cadernos do Povo, Vida Escolar, Comunidad Educativa, Padres y Maestros, BILE, Agália, Temas de O ensino, The Visva Bharati Quarterly, Jignasa (em bengali)... Artigos sobre tema cultural, nomeadamente sobre a Índia, no Portal Galego da Língua, A Nosa Terra, La Región, El Correo Gallego, A Peneira, Semanário Minho, Faro de Vigo, Teima, Tempos Novos, Bisbarra, Ourense... Unidades didáticas sobre Os magustos, Os Direitos Humanos, A Paz, O Entroido, As árvores, Os Maios, A Mulher, O Meio ambiente; Rodrigues Lapa, Celso Emílio Ferreiro, Carvalho Calero, São Bernardo e o Cister em Ourense, em condição de coordenador do Seminário Permanente de Desenho Curricular dos MRPs ASPGP e APJEGP.


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  • https://pglingua.org/index.php abanhos

    Bem boa gente na AGLP