Partilhar

Florentino Cuevilhas, o nosso grande arqueólogo

cuevilhas-foto-na-wikipediaCom o depoimento anterior reiniciei a série dedicada a grandes vultos da lusofonia, deixando de publicar artigos sobre pessoas coletivas do mundo lusófono. O presente está dedicado ao grande arqueólogo galego, natural da cidade de Ourense, e membro da denominada geração Nós, de quem estamos a celebrar o seu centenário, Florentino L. Cuevilhas (1886-1958). Infelizmente bastante esquecido e pouco estudado na nossa terra, são muito poucos os galegos e galegas que sabem que nas universidades germânicas, relacionadas com a Arqueologia, a Pré-História, a cultura celta e castreja e a História antiga, Cuevilhas é de estudo obrigatório entre o estudantado de aqueles cursos superiores na Alemanha. Pois ainda nesta altura, por exemplo, os seus estudos sobre a Idade do Ferro estão sem superar. O presente depoimento faz o número 62 da série que estou a dedicar aos grandes vultos da lusofonia, e o 174 da série de grandes vultos da humanidade iniciada no seu dia com Sócrates, o grande educador grego da antiguidade.

UMA PEQUENA BIOGRAFIA

Florentino L. Cuevilhas nasce em Ourense a dia 14 de novembro de 1886. Filho único e póstumo do seu pai Florentino López Barbán, teve que ser cuidado pela sua mãe viúva. Estudou o bacharelato no Instituto de Ourense e ao mesmo tempo aprendeu a tocar violino. Passou depois a estudar Farmácia em Compostela, terminando os estudos em 1906. Quase nunca exerceu o ofício de farmacêutico. De volta em Ourense frequentou reuniões da Comissão Provincial de Monumentos coordenada por Marcelo Macias e começou a interessar-se pela história contemporânea. Em 1911 foi para Madrid a estudar História e Literatura Castelhana, onde conviveu, entre outros, com Otero Pedraio e foi às tertúlias do Ateneo, ao teatro e às óperas. Contudo, regressou logo para a sua cidade natal. Entrou como funcionário do Fisco em Ourense, onde, a exceção de uma pequena estância em Salamanca, em que casou com Milagros Rodríguez, trabalhou até que se reformou. Esteve vinculado ao grupo teosófico Roso de Luna, junto com Risco. Com o qual, em 1917, criou a revista La Centuria. Neste momento recebe uma grande influência do seu tio Júlio Alonso-Cuevilhas. No mesmo ano de 1917, por Lousada Diéguez, foi animado a se envolver no galeguismo, com Risco e Otero. Em 1920 abandonou a história contemporânea para dedicar-se até ao final à arqueologia e à pesquisa sobre a genuína e diferenciada cultura da Galiza.

Estudou o bacharelato no Instituto de Ourense e ao mesmo tempo aprendeu a tocar violino. Passou depois a estudar Farmácia em Compostela, terminando os estudos em 1906. Quase nunca exerceu o ofício de farmacêutico. De volta em Ourense frequentou reuniões da Comissão Provincial de Monumentos coordenada por Marcelo Macias e começou a interessar-se pela história contemporânea. Em 1911 foi para Madrid a estudar História e Literatura Castelhana, onde conviveu, entre outros, com Otero Pedraio e foi às tertúlias do Ateneo, ao teatro e às óperas. Contudo, regressou logo para a sua cidade natal.

O denominado cenáculo ourensano soube repartir muito bem os seus papéis de investigadores da cultura autóctone galega. Otero dedicou-se a estudar a terra e a geografia, Risco os seres humanos e Cuevilhas as origens mais remotas da nossa terra. Por isso, então no Seminário de Estudos Galegos (SEG) Cuevilhas dirigiu a rubrica de Pré-história, Otero a de Geografia e Risco a de Folclore. Igual que aconteceu com outros galeguistas, depois da “guerra incivil“, Cuevilhas teve que retirar-se um tempo e purgar um expediente de responsabilidades políticas. A partir de 1939 continuou as investigações e escavações castrejas. Em 1941 ingressou na Academia e em 1944 no Instituto Padre Sarmiento. Já em 1927, com Bouça-Brei, estudara os jazigos arqueológicos de Sobroso e Briteiros.
Escreveu muitos artigos científicos e literários em diversos lugares, revistas e jornais. De espírito gentil e metódico, católico afervorado, morreu na casa da rua ourensana de Santo Domingo ao lado da Praça do Ferro o dia 30 de julho de 1958.
O seu amigo e poeta Fermim Bouça escreveu o seguinte epitáfio sobre Cuevilhas:
“Que os anjos que te aguardam / na citánia divina, / com as mais puras diademas te coroem,/ com os mais engebres torques te recibam,/ e a mão do Eterno mesmo / loura espada te cinga,/ ouh príncipe entre os “bons e generosos”, / Florentino Cuevilhas, / régulo dos combates / mais rexos e mais nobres por Galiza!”.

CUEVILHAS NA LEMBRANÇA

cuevilhas-foto-com-ferro-e-oteroEm 2008 faziam-se os cinquenta anos da morte de Florentino López Cuevilhas. Ele tinha nascido na casa número 77 da rua ourensana do Progresso o dia 14 de novembro de 1886. Faleceu na casa familiar ourensana da Praça do Ferro a 30 de julho de 1958, e está enterrado no cemitério ourensano de S. Francisco. Dom Floro, que era como lhe chamavam os seus amigos ourensanos (entre eles, Otero e Risco), é uma grande figura da nossa cultura, tão esquecida como importante. Os seus estudos sobre a cultura castreja e celta, a idade do ferro na Galiza e a pré-história no noroeste peninsular, estão, como já comentamos, ainda hoje sem superar. Esquecido na sua terra, é de estudo obrigado na Alemanha, nas Faculdades de História, Arqueologia e Etnografia. Considerado como o progenitor da arqueologia galega, foi membro das Irmandades da Fala, da geração Nós, do Seminário de Estudos Galegos e do Partido Galeguista republicano. Fundou em 1917 com Risco a revista neosófica La Centuria e colaborou na revista de cultura Nós, na que em 1920 publicou o seu primeiro artigo de tipo arqueológico, sob o título de “A mansão Aquis Querquernis”.
cuevilhas-foto-com-filgueira-e-outrosCuevilhas escreveu grande quantidade de artigos no diário ourensano de La Región. Muitos sobre temas ourensanos, escritos com uma prosa singela, embora profunda, bela e amena. Os referidos a Ourense foram publicados em 1969 pelo Concelho ourensano numa edição de homenagem com o título de Cousas de Ourense. A edição, prologada por Otero Pedraio, recolhe nada mais e nada menos que 265 artigos a cada qual mais lindo, entre os que não faltam os referidos aos encantos e recantos da nossa cidade ourensana, que ele também tanto amava. Merecem destacar-se os que se referem à Praça do Ferro, o Poussio, as 3 pontes, Montealegre, a Alameda, Oira, Velhe, a Catedral, a Praça Maior, Castelo Ramiro, as estações do ano e as festas populares dos magustos, o entrudo, os maios e o S. João. Este livro fora editado por decisão unânime do pleno do concelho presidido por David Ferrer em 5 de março de 1968. Faziam parte da corporação, entre outras, pessoas tão sensíveis e ourensanas de pro, como os nossos amigos Amando Prada, Luis G. Andelo, Manolo Rego, Manuel Blanco Guerra e Eustáquio Puga. No mesmo pleno acordara-se ampliar esta homenagem a Dom Floro, dedicando-lhe uma rua, dando o seu nome à escola de ensino primário de Velhe e levantando um monumento de estilo celta (uma perafita de granito) diante do centro com um cipreste ao lado. Gostaríamos de reproduzir a ata destes acordos porque é de uma redação maravilhosa, reveladora da sensibilidade daquela corporação para a figura tão insigne de Cuevilhas. Em todo o caso aconselhamos aos nossos leitores que a leiam para comprovar como aqueles vereadores sabiam reconhecer os profundos valores de Dom Floro e a sua projeção fora das nossas fronteiras. Quem nos dera contar agora mesmo com representantes municipais rodeados da mesma sensibilidade que a daqueles.
Noutro formoso livro intitulado Prosas Galegas, publicado em 1962 por Galáxia e reeditado em 1971, entre outros artigos escreve alguns tão interessantes como: O outono na Galiza, Muinheira, Emigrantes, Sementeira, Curros Enríquez, O centenário de Lamas Carvaxal, As raízes fundas da Galiza, Ligures contra celtas, Relações pré-históricas entre Galiza e as Ilhas britânicas, Noite na citânia e Como nasceu a cidade de Ourense, um artigo formoso que todos os ourensanos deveriam ler e conhecer. Para saber das nossas raízes e como foi evoluindo a nossa linda cidade, apesar do pouco jeito dos planejadores que calharam. É também muito interessante e revelador da sua grande valia como investigador, o terceiro volume da sua autoria dedicado à Pré-história da magna obra editada em Buenos Aires pela editora Galicia, coordenada por Otero e intitulada História de Galiza.Cuevilhas tinha muito clara a unidade cultural entre a Galiza e o Norte de Portugal e a influência dos povos procedentes do esteiro do Tejo no nosso país irmão e a dos outros finisterras atlânticos. Interpretou também muito bem a influência celta na nossa cultura, com harmonia e equilíbrio e sem exagerações. Porque Cuevillas era um investigador digno, utilizando sempre o método mais científico nas suas investigações e nas muitas escavações que levou a cabo em diferentes castros. Nalguns com colaboração de Bouça-Brei, Joaquim e Jurjo Lourenço e Taboda Chivite. Como já comentamos, as suas rigorosas publicações foram conhecidas e muito valorizadas fora da Galiza, motivo pelo qual foi acolhido em muitas academias e sociedades arqueológicas de toda a Europa. Nomeadamente nas lusas Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia e Associação dos Arqueólogos Portugueses. Na francesa Institut International d´Anthropologie e na germana Archäologisches Institut des Deutschen Reiches. Presidiu também na sua cidade a Comissão de Monumentos de Ourense e foi Delegado do Património Artístico Nacional. Ourensanos e ourensanas, e também todos os galegos e lusófonos, podemos sentir- orgulho de contar na nossa cultura com uma pessoa tão digna e tão valiosa. Que não merece o esquecimento a que a temos submetida. Mas isto é típico desta nossa cidade e não nos pode surpreender. Ainda bem que, muito recentemente, o Museu Arqueológico de Ourense, com o apoio da Secretaria Geral de Cultura da Junta da Galiza, vem de editar um livro que recolhe o epistolário de Cuevilhas, com a sua correspondência epistolar entre 1925 e 1958. Nele aparecem mais de mil cartas por ele escritas a representantes da cultura, a ciência e até a política, e entre elas as dirigidas a Castelão, Bosch Gimpera, Adolf Schulten e Henri Breuil.

As suas rigorosas publicações foram conhecidas e muito valorizadas fora da Galiza, motivo pelo qual foi acolhido em muitas academias e sociedades arqueológicas de toda a Europa. Nomeadamente nas lusas Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia e Associação dos Arqueólogos Portugueses. Na francesa Institut International d´Anthropologie e na germana Archäologisches Institut des Deutschen Reiches.

Nota: Sobre a vida e a obra de Cuevilhas podemos encontrar mais informações se entramos nas
ligações da wikipedia, em culturagalega.gal, dbe.rah.es e no google scholar.

FICHAS DOS DOCUMENTÁRIOS

0.-Cuevilhas, por Felipe Seném López Gómez.
Duração: 3 minutos. Ano 2008.

1.-Muinheira de Cuevilhas, por Esperanza Marinho.
Duração: 5 minutos. Ano 2010.

2.-Texto de Prosas Galegas de Cuevilhas, por Manuel Caamanho Suárez.
Duração: 3 minutos. Ano 2010.

3.-Castro de S. Cibrao de Lás.
Duração: 5 minutos. Ano 2020.

4.-Campamento Romano Aquis Querquennis.
Duração: 11 minutos. Ano 2015.

5.-Cuevilhas, livro dos Bolechas.
Duração: 3 minutos. Ano 2020.

6.-Biografia de Florentino L. Cuevilhas.
Duração: 2 minutos. Ano 1968.
Ver aqui, do programa pasou o que pasou da crtvg.
7.-Florentino L. Cuevillas: Letras Galegas 1968.
Duração: 2 minutos. Ano 2012. Produtora: TVG.
Ver aqui, do programa especial feito pola crtvg sobre o autor.

OBRA BÁSICA DE CUEVILHAS

a) LIVROScuevilhas-capa-livro-sobre-a-civilizacao-celta-0
Prosas Galegas.-Vigo : Galáxia, 1962, 1ª ed.
Prehistoria (Vol. 3 da Historia de Galiza, coordª por Otero).-Buenos Aires: Edic. Galícia, 1973,1ª ed.
La civilización céltica en Galicia-Compostela : Edic. Porto, 1953, 1ª ed.
Cousas de Ourense-Ourense : Concelho, 1969, 1ª ed.
Parróquia de Velhe (com Vicente Fernández e Joaquim Lourenço)-Compostela : SEG, 1936 (existe
uma edição do ano 2005 da Deputação de Ourense e o Museu do Povo Galego).
A Idade do Ferro na Galiza-Corunha : Academia Galega, 1968 (publicado na revista Nós, núms 19
ao 24 dos anos 1925-26).
Os Oestrimnios, os Saefes e a Ofiolatria na Galiza (com Bouça-Brei).-Compostela : Arquivos do
SEG,1929 (existe uma edição do ano 1992 do Museu do Povo Galego).
Vila de Calvos de Randim (com Joaquim Lourenço).-Compostela : SEG, 1930 (existe uma edição
fac-símile do ano 2005 do Museu do Povo Galego e do Centro Cultural Popular do Limia).
Prehistoria de Melide (em Terra de Melide)-Compostela : SEG, 1933 (existe edição fac-símile por
Edições d'O Castro-Sada).
Epistolario. Cuevillas e os seus contemporáneos (1925-1958). (Coordº por Júlio e Avelino Rguz.
Glez). Ourense: Museu Arqueológico, 2020.

b) ARTIGOS (Cuevilhas escreveu centos de artigos, pelo que fazemos uma seleção pequena dos
mais significativos):
“Dos nosos tempos”.-Revª Nós nº 1, 1920. “O castro A Cibdade de San Ciprián de Lás”.-Nós nº 10,11
e 13,1921. “Catálogo de castros galegos”.-Vários números de Nós de 1927 a 1935. “Cómo nasceu a
cidade de Ourense”.-Nós nº 126 e 127, 1934. “La cultura megalítica del noroeste peninsular”.-Ourense :

Boletím do Museu Provincial, tomo IV, 1948.”Muinheira”.-B. Aires : Galicia Emigrante, 1955. “Sobre las relaciones con Bretaña y con Inglaterra”.-Compostela : Cuadernos de Estudios Gallegos, XIII, 1958. “Vicisitudes y final de la Edad del Bronce en el Noroeste de la Península”.-Bol. Com.Monum. Ourense, T. XIX, 1958.

c) SOBRE CUEVILHAS
-OTERO PEDRAYO, R..-Florentino L. Cuevillas. Vigo : Galáxia, 1980, 1º ed.
-AA.VV..-Homaxe a Florentino L. A. Cuevillas.-Vigo : Galáxia, 1957 ( no LXX aniversário do seu
nascimento).
-ESTRAVIZ, Isaac A.: Santos Júnior e os Intelectuais Galegos. Ourense: Fundação Meendinho, 2012.
(no volume recolhe-se, entre outras cartas, a correspondência que Santos Júnior manteve com
Cuevilhas).

ESCOLMA DE TEXTOS DE FLORENTINO CUEVILHAS

cuevilhas-foto-antiga-0
1.-“Sabemos, pois, de um modo certo, que as Burgas eram conhecidas e estimadas pelas suas virtudes curativas na época imperial, e tendo em conta a induvidável filiação indígena que o culto das nascentes de água ostenta na nossa terra, é de crer que foram já estimadas e conhecidas antes de que a Gallaécia sucumbira no Medúlio” ( De “Como nasceu a cidade de Ourense”, Revª Nós, 1934).
2.-”E teríamos adquirido por cabo, o convencimento de que entre o noroeste hispánico, entre o que os romanos designaram com o nome de Gallécia, e as Ilhas Britânicas, tinha existido, em tempos anteriores à história, à nossa história pelo menos, uma relação estreita e seguida” (De “Relações históricas entre Galiza e as Ilhas Británicas”, 1948).
3.-”E que ganhou Galiza com isto? Deixou de ser pobre, cultural e economicamente? Cumpre pensar no que seria este país, tão bem dotado por natureza, se os seus filhos tivessem sido menos galegos e mais galeguistas. Cumpre imaginar-se aos nossos vinhos brancos da Ulha, do Minho e do Ávia (os melhores do mundo, segundo ditame de prestigiosos enólogos), inçados como o Bordéus ou o Borgonha. Cumpre imaginar-se aos nossos bois saíndo para Inglaterra, cujo mercado se abandonou por preguiça e terminou de arruinar o arancel. Cumpre imaginar-se aos nossos presuntos e queijos competindo com os da França e Holanda” (De “Emigrantes”, 1927).
4.-”La avenida del Generalísimo, antes de llegar a su actual estado, pasó por una larga serie de
metamorfosis. Fue primero vía romana, después camino real, más tarde carretera, y en seguida calle, bautizada con el nombre, muy del novecientos, de calle del Progreso” (De “Una Calle”, La Región).

TEMAS PARA REFLETIR E REALIZAR

cuevilhas-foto-com-vicente-riscoVisionamos os documentários referidos antes, e depois desenvolvemos um cinemafórum, para analisar o fundo (mensagem) deles, assim como os seus conteúdos.
Organizamos nos nossos estabelecimentos de ensino uma amostra-exposição monográfica dedicada a Florentino L. Cuevilhas, o nosso grande arqueólogo. Nela, além de trabalhos variados dos escolares, incluiremos desenhos, fotos, murais, frases, textos, lendas, livros e monografias.
Podemos realizar no nosso estabelecimento de ensino um Livrofórum, em que participem alunado e docentes. Da lista de obras de Cuevilhas podemos escolher para ler uma entre as seguintes: Prosas Galegas (1962), Cousas de Ourense (1969), Parróquia de Velhe (1936, e nova edição de 2005) ou Vila de Calvos de Randim (1930, e nova edição de 2005).

A Semente de Lugo festeja o seu décimo aniversário com um programa de atividades para desfrutar em família

Lançamento do livro, Tourists, go home? em Compostela

Lançamento do livro, Tourists, go home? em Vigo

Tratado de interculturalismo woke para integrar migrantes e salvar línguas

MAITE CARAMÉS

Lucas de Fontela: “Não consideramos um ‘problema’ a perda da língua própria”

A Semente de Lugo festeja o seu décimo aniversário com um programa de atividades para desfrutar em família

Lançamento do livro, Tourists, go home? em Compostela

Lançamento do livro, Tourists, go home? em Vigo

Tratado de interculturalismo woke para integrar migrantes e salvar línguas