A peneirar ideias, a debulhar grafias

Hoje decido que não quero que a minha língua seja um tição cinzento que esmorece numa noite de inverno, senão uma chama que medra



Chegou o dia de apanhar a fouce e começar a roçar o caminho de silveiras por onde hoje decido avançar, depois de três anos a morar na ostrácia intelectual. Hoje penduro às costas a toalha alaranjada após muito cavilar, após noites sem dormir, após muito debater. Hoje decido que não quero que a minha língua seja um tição cinzento que esmorece numa noite de inverno, senão uma chama que medra, que quanto mais a intentam sufocar mais aviva a sua força. Hoje quero luitar por este sonho que aos poucos se torna real, um berro de esperança frente a anos de desesperação, uma luz que pode virar o rumo dos dados apresentados no 2013 polo IGE, que pode ser a alternativa a um panorama linguístico desolador.

quadro uso galego

E perguntareis-vos que necessidade tinha eu de mover-me do meu lugar de acomodo, sabendo que vou perder mais que ganhar (embora nunca se sabe…), que já há pessoas que me deitaram fora de projetos literários polo simples facto de ter dúvidas, e quem nesta vida não as tem? Foram apenas os meus olhos que da caverna quiseram sair, exercendo o seu direito de liberdade; eu não sou ninguém para negar-lhes tal decisão! As pessoas experimentamos mudanças ao longo da vida, bem seja porque adquirimos novos conhecimentos ou polas experiências do dia-a-dia; o certo é que o nosso pensamento, a nossa forma de sentirmos, de entendermos se vai atualizando.

Foi assim como eu tomei consciência da minha língua, o galego, aquela que mamara dos primeiros dias da minha existência, e decidi defendê-la publicamente e empregá-la sempre e em todos os contextos com não poucas burlas por parte de [email protected], [email protected]… Isso fez-me mais forte como vai acontecer coas críticas que receba por este meu manifesto. Porque é agora quando começo a defesa duma alternativa padrão que foi negada polas instituições, que sofre discriminação ao igual que uma criança galegofalante na escola: a norma do Acordo Ortográfico de 1990.

Para mim foi chave entrar em contacto com as variedades de galego-português empregues fora da Galiza há coisa de três anos, na Escola Oficial de Idiomas. Como era possível que só acudindo a aulas um trimestre pudesse obter o nível avançado? Além disto, eu fui percebendo, como falante do dialeto oriental que sou, que este se semelhava muito mais à norma padrão que à norma RAG-ILG. Aginha entendi a mania de não mencionar na Faculdade de filologia galega este dialeto e por que numas conferências do ILG um reputado professor diz «nessa banda só ficam quatro velhos».

Desta maneira, cheguei à conclusão de que o galego e o português não eram duas línguas diferentes, pois a sua cosmovisão, quer dizer, a forma de verem o mundo, é a mesma. Mais tarde, também compreendi que para manter as estruturas e expressões herdadas durante séculos dos meus pais, das minhas avós, dos meus bisavôs, e já quase desaparecidas na transmissão intergeracional, devíamos mirar além Minho. Foi aqui onde o galego-português se pôde desenvolver com total normalidade, chegando a converter-se na língua da informação, isto é, adequando-se aos novos usos modernos, frente ao padrão ILG-RAG, incapaz de regenerar os velhos usos sem olhar para o castelhano.

Por último, apresenta-se frente a mim, frente a [email protected] nós, uma norma a nível escrito que nos une com 280 milhões de pessoas, que nos conecta com novas músicas, novas literaturas, novas pinturas, novas investigações, sem termos que mudar de língua porque já é a nossa!

Este é o meu manifesto, um manifesto ortográfico que pretende peneirar ideias, debulhar grafias, que quer fazer-vos reflexionar, incomodar-vos, virar as coisas de pernas para o ar. Nesta vida ri-se, chora-se, namora-se, esquece-se, cai-se, ergue-se, sai-se, entra-se, berra-se, defende-se, luita-se! Não deixes de falares, esbardalhares, bisbilhotares, insultares, debateres, berrares, escreveres na nossa língua!

 

“AS MARGENS SÃO OS MELHORES LUGARES
PARA COMPREENDERMOS O MUNDO
DAS INJUSTIÇAS E TENTARMOS MUDÁ-LAS”

 

Eva Xanim

Eva Xanim

Eva Xanim (Návia de Suarna, Ancares) é quase graduada em Língua e Literatura Galegas e Língua e Literatura Espanholas pola USC. Ainda, é escritora de algum que outro texto poético e narrativo e tem colaborado em numerosos projetos literários, revistas e apresentações de livros.A investigação, a arte,a natureza e a língua são apenas algumas das suas paixões.
Eva Xanim

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  • Ernesto V. Souza

    bem-vinda ao PGL, grande entrada!

    • Eva Xaním

      Obrigada pelas palavras! 🙂

  • O galego que aprendín de meus

    E ti crees que falando Portugués é unha maneira de defender o galego?
    Para min o galego é a lingua que escoitei a meus avós, a meus pais, a que me gusta falar, a que lín a Rosalía non a Pessoa.
    E a lingua coa que me sinto identificada, non un portugués que nin sinto meu, nin é meu.
    Eu creo, sinceramente, que esto se está indo das mans. Pareceme moi ben unha regulación do galego, pero unha regulacion coa que nos sintamos identificados. Ti crees que si lle lees esto a teus avós se sentirían identificados? O meu fijo que sí, estivo a vivir en Brasil durante máis de 40 anos.

    Fun contigo a clase durante uns cantos anos e nunca te vin falar este galego. De feito tiñas acostume de decir “ayer” en vez de “onte”. Non sei igual é porque túa nai, queiras que non, é Asturiana.

    Non sei porque esta maldita manía de diferenciarse do castelán utilizando o portugués. O unico que sei é que o galego é demasiado bonito como para ter que mesturalo, tanto co castelán como co portugués.

    Sinto non poñer todo en perfecto galego, pero eu coma ti, son de Navia e alí decimos “pantalois”.

    Un saudiño.

    • http://www.madeiradeuz.org madeiradeuz

      Eu nom som de Návia. Eu som dacavalo entre Castro de Rei e Meira, donde a Terra Chã e as terras de Meira se beijam. Nessas terras nom dizemos nem “crees”, nem “mans”, nem “lees”, nem “decir”.

      Naquelas terras o que dizemos, sim, é “muito”, “irmau”, “bom”, “fieito” ou “macieira”, palavras que nos unem mais ao universo lusófono que “moito”, “irmán”, “bo”, “fento” ou “maceira”. Um paralelismo, porém, que tivem que aprender pola minha conta, que nom mo ensinárom na escola.

    • Eva Xaním

      Penso que confundes o plano oral com o da escrita, é uma questão de Normas e não da fala, e eu sinto-me mais identificada com a Norma do Acordo que com a da RAG-ILG, entre outras coisas porque se achega mais ao que eu falo (vejo que /pantalois/ se pode representar como “pantalões” ou “pantalóns ou /kwando/ como “quando” ou “cando”, eu escolho a primeira das formas por ser mais semelhante), as expressões das e dos minhas avós, da minha mãe e do meu pai e as suas estruturas. Com certeza dizem e digo castelhanismos no vocabulário dos novos tempo (já que as instituções foram incapaces de recuperar os velhos usos para os novos) mas também dizem e digo “sou”, “vir de avião”, “se vieras ver-me mais […]”. O léxico duma língua não faz cosmovisão a sua sintaxe sim.
      Num comentário não é de bom gosto mencionar aspeitos pessoais mas já que tu o fazes, quero dizer que foste á primaria comigo e daquela eu apenas era consciente do que fala e escrevia, agora tenho a capacidade e a consciência linguística necessária para decidir a norma ortográfica em que criar textos.

      Obrigada por me leres.

      Por certo, a língua em que escreve Rosalía não tem nada a ver com o padrão RAG-ILG atual, a não ser que leias uma edição recente.

      • Ogalegoqueaprendíndemeusavós

        Eu de tecnicismos non entendo. Igual que tampouco entendo porque hai unha necesidá de comparalo co portugués ou co español. Certo é que ten máis semellanzas co portugués, pero tamén é mui certo que ten muitas diferencias.
        Eu levo unhos cuantos anos estudiando portugués, adoro Portugal, adoro Brasil pero adoro Galicia e o galego.

        Non terá nada que ver a fala coa expresión escrita, douche a razón. Non son quen para quitarcha. Pero tampouco ten nada que ver co que vos empeñades uns cuantos en demostrar. Si ti dis “pantalois”, “vrao”, “irmao”… E che gusta pois escribeo así. Non vexo a necesidad de plasmar unhos “pantalões”, “verão”, “irmão”…
        Porque está mui claro que na escrita se parece, pero e na pronuncia? Eu creo que non. Eu acho que não.

        Suelo leer todo o que escribes. Pero sinceramente esperaba outra cousa de ti. Gustariame ver a Eva que coñecín nalgún tempo reflejada no que escribes. Pero claro como ti dis, fomos xuntas a escuela e de eso xa choveu.

        Ese é o galego que me gusta, o que escribín eiquí. Pero tamén hai un galego onde se dice “pantalós” e “pantalóns” non vos olvidedes del.

        Nunca nos poñeremos de acordo nesto. Tú eres unha profesional da literarura eu simplemente unha aficionada. Ti fai o teu traballo eu simplemente decido si me gusta ou non.
        Creo que teis boas ideas, pero para o meu gusto fallan as formas. Pero esto e como todo, para gustos colores.

        Ahora dime, sinteste máis identificada con esto ou co portuguesiño? Encantanme as “ñ”, intentade non quitarmas do vocabulario.

        Graciñas.

        Muita suerte, eu sei que che irá ben.

        Por certo, Rosalia non cumple co padron da RAG-ILG, pero tamén é certo que non vai cumplir co que vos propoñedes. Pensaba que sabía que falaba máis de sentimento que de escrita.

      • Ogalegoqueaprendíndemeusavós

        Eu de tecnicismos non entendo. Igual que tampouco entendo porque hai unha necesidá de comparalo co portugués ou co español. Certo é que ten máis semellanzas co portugués, pero tamén é mui certo que ten muitas diferencias.
        Eu levo unhos cuantos anos estudiando portugués, adoro Portugal, adoro Brasil pero adoro Galicia e o galego.

        Non terá nada que ver a fala coa expresión escrita, douche a razón. Non son quen para quitarcha. Pero tampouco ten nada que ver co que vos empeñades uns cuantos en demostrar. Si ti dis “pantalois”, “vrao”, “irmao”… E che gusta pois escribeo así. Non vexo a necesidad de plasmar unhos “pantalões”, “verão”, “irmão”…
        Porque está mui claro que na escrita se parece, pero e na pronuncia? Eu creo que non. Eu acho que não.

        Suelo leer todo o que escribes. Pero sinceramente esperaba outra cousa de ti. Gustariame ver a Eva que coñecín nalgún tempo reflejada no que escribes. Pero claro como ti dis, fomos xuntas a escuela e de eso xa choveu.

        Ese é o galego que me gusta, o que escribín eiquí. Pero tamén hai un galego onde se dice “pantalós” e “pantalóns” non vos olvidedes del.

        Nunca nos poñeremos de acordo nesto. Tú eres unha profesional da literarura eu simplemente unha aficionada. Ti fai o teu traballo eu simplemente decido si me gusta ou non.
        Creo que teis boas ideas, pero para o meu gusto fallan as formas. Pero esto e como todo, para gustos colores.

        Ahora dime, sinteste máis identificada con esto ou co portuguesiño? Encantanme as “ñ”, intentade non quitarmas do vocabulario.

        Graciñas.

        Muita suerte, eu sei que che irá ben.

        Por certo, Rosalia non cumple co proposto pola RAG-ILG, pero tamén é certo que non vai cumplir co que vos propoñedes. Pensaba que sabías que falaba máis de sentimento que de escrita.

        • Eva Xaním

          Para mim o galego-português é uma língua com diferentes variedades dialectais pelo que não estou a compara-lo com nada.
          Simplesmente há duas normas para o galego (desde que começou o processo de normativização) e eu após três anos a pensar decidi escolher uma delas. Se gostas de me leres, vais gostar igual dos meus textos porque o contido terá linhas muito parecidas.
          Eu ao igual que Rosalia também falo de sentimentos mas esses sentimentos devo e quero escreve-los na minha língua a través de uma grafia, uma norma que para mim é a do Acordo Ortográfico e não a da RAG-ILG.

          Se quiseres mais argumentos para compreender esta minha mudança não dudes em contactar comigo eu estou disposta a explicar e debater.

          • Ogalegoqueaprendíndemeusavós

            Gustame como escribes, eso desde logo. Eu non quero que cambies as tuas formas sea portugues ou non. Escribes no que che da a gana, solo que no me vexo reflexada nesa lingua.
            Pero ler fijo que te vou leer. Ainda que sea en inglés.

            Saudos.

          • ranhadoiro

            Não perdas o tempo co trolls…o dele há-de ser o castelhano, mas pintam-lhe muitas caras

        • Celso Alvarez Cáccamo

          “Suelo”, “escuela”, “reflejada”, “cumple”, “suerte”… Essas são palavras espanholas. Companheira, com respeito digo-che: seguro que em espanhol não escreves “Yo costumo hacer”, “cuando fui a la escola”, “no se ve reflexada”, “isto no cumpre”, “que tengas mucha sorte”. Em espanhol sabes que “sorte” é galego, não espanhol, que “escola” é galego, não espanhol, que “costumo” é galego, não espanhol. Por que não tens a mesma atitude em galego?

          A companheira Eva (parabéns polo texto, Eva) procura essa coerência. Será “portuguesinho”, será 😉 (o nosso sufixo sempre é carinhoso), mas é língua. E é a mesma que falas tu, companheira, não o duvides.

          • Ogalegoqueaprendíndemeusavós

            Pero sabes o que pasa? Que na miña casa sempre se falou así, na miña casa o primeiro que escoitaba era un buenos días de miña abuela, porque sí, na miña casa dicese ABUELA E ABUELO.
            Eu son dunha zona que limita coa España que tanto dano vos fai e sintome orgullosa. Gustame como sona o galego medio asturiano que eu falo. A ti gustache o que falas ti e eu felicitote ainda que sexa artificial.

            E sinceramente, vou seguir falandoo porque me da a gana, porque me sale de dentro e porque me gusta. Queres que cho traduzca ao voso invento de lingua ou buscas ti a traduccion?

            Eva, esto non vai contigo. Agora xa entendín porque escribes así e comprendoo pero o que esta claro e que eu non vou escribir asi e moito menos falar.

          • Celso Alvarez Cáccamo

            Desculpa, mas eu nunca sugerim que falasses doutra maneira. Referia-me à escrita: escreves “traduzca” em lugar do normativo “traduza”, “esta” por “está”, “sona” por “soa”, “traduccion” por “tradución” (na tua norma), “porque” por “por que”, etc. Seguro que em espanhol não escreves “mi amijo esta cansao de ir pal monte tódolos días”, ainda que assim se fala. Em qualquer língua, a fala é uma cousa e a escrita outra. Por isso Eva escreve “coração” mas estou seguro que o pronuncia como tu.

          • Ogalegoqueaprendíndemeusavós

            Si, eu non son unha esperta. E sinceramente, na miña casa dise sona e escribo sona e co resto das palabras o mesmo. As tildes non as puxen, pois simplemente por pereza.

            O que está claro e que non entendiches de que iba esto. Simplemente me sorprendeu que unha persoa que pensei que coñecia cambiara tanto. Non a recoñecia na sua maneira de expresarse.

            E por suposto, non estou dacordo coa normativa actual que hay do galego pero tampouco coa vosa. E sinceramente, non vexo a diferencia de unha coa outra.

            Por sorte ou por desgracia, a maioria da xente pensa coma min. Eu vou seguir falando e escribindo como o fixen sempre.

          • Gerardo U.

            Isso de que falas um galego meio asturiano… Com todo o respeito, não deves saber o que é o asturiano. A língua asturiana, quero dizer, não o que escuites nos Ozcos, na Veiga, Taramúndi, Castro Pol… Porque isso é galego. Falo de Lluarca, Llanes, Xixón, etc.

      • https://www.youtube.com/watch?v=E5Og0lcWdI4 los invencibles

        Tú, e Isabel “la portuguesa” solo largáis macana. Confundís popularidad con prestigio.

        Saludos
        Un gaditano de padre gallego, y que vivió parte de su infancia en A Coruña.

  • Paulo Gamalho

    Lindo e corajoso texto!

  • Ângelo Cristóvão

    Nada é tão fácil como repetir o que nos dizem, e justificar-se em que “sempre”, “toda a gente”, “por todos lados” se faz algo de uma determinada maneira, e só uma. Dizia minha avó a respeito de tal ou qual acontecimento local, que “já o sabe todo o mundo”. Referia-se, naturalmente, aos vizinhos, e não precisava ir mais longe. Tudo bem. Nunca precisou de aprender uma forma de falar diferente da que se usava em casa. Por certo que era de Rianjo e tinha uma pronúncia e um léxico muito melhor do que todos os políticos do Parlamento galego juntos. Porque foi o que lhe transmitiram, sem qualquer reflexão linguística. O galego que se ouve agora na rua está cheio de castelhanismos, nomeadamente léxicos. Por que?

    A língua que nos transmitem os pais ou a família pode servir para alguns casos, e talvez noutros precisamos usar outra norma ou outro registo, sempre da mesma língua. É sabido que os andaluzes usam formas diferentes do castelhano, por exemplo. E isto acontece, com efeito, em todas as línguas, agás no caso das inventadas, como o esperanto.

    Portanto, a sua amiga Eva, como todos nós, podemos conhecer e usar diferentes formas do galego, e usá-lo conforme os casos. Nada de especial. Em casa falo de uma forma, no trabalho de outra, e dando uma palestra uso maior correção. Faz parte da tradição cultural europeia, e não só. Agora, o que seria preciso explicar é por que esta ideia tão básica, tão trivial, de senso comum em qualquer língua europeia, precisamente aqui, na Galiza, é percebida como algo revolucionário, mesmo como imposição ou violação da “fala viva”, como uma corrupção da “essência natural do galego”. Por que o galego tem de ser assimilado a um assunto de “conservação da natureza” e não pode ser utilizado como um instrumento de comunicação?

    Parece como se o sentido de utilidade, e um certo critério de correção linguística, fosse impossível. Ora bem, já nos fins do século XIX, em todas as sociedades ocidentais se tornou condição básica, para a dignidade das pessoas, saber falar e escrever corretamente a sua língua. Assunto ligado, naturalmente, ao acesso ao ensino. Onde estamos nós, galegos, em relação a isto no século XXI?

    Dissimulemos.

    • Ogalegoqueaprendíndemeusavós

      Vale estou totalmente de acordo co que dís. Sobre todo no de túa avoa. Pero eu, aínda que quixera aprendín a escribir así, a leer así… E non vou cambiar agora. Na miña casa si hay moitos castelanismos, certo, pero é normal. Eu falo con eses castelanismos é gustanme. Por eso pensei que Eva o vería igual e o escribiría igual.
      Ahora xa entendín isto. Alguen dixo nun dos comentarios que podia falala coma min e escribila da forma que é, ou credes, correcta.
      Eu vou seguir escribindo así, como o fixen ata agora. Porque a maneira na que escribo é coa que me sinto identificada.

      Sinto todo esto que se creou a raiz dun comentario pouco apropiado que igual era mellor discutilo cara a cara con Eva.

      • https://www.youtube.com/watch?v=E5Og0lcWdI4 los invencibles

        Te asiste la razón. Esta Eva, e Isabel “la portuguesa” son dos lusófonas que solo largan dislates, disparates. Están haciendo un daño tremendo al idioma gallego al intentar sustituirlo por el portugués. Espero que termine imponiéndose la cordura en la tierra de ‘meu pai’, que lamentablemente sufre una sangría de población.

        Saludos
        Un gaditano que vivió parte de su infancia en A Coruña.

      • Ernesto V. Souza

        Cara, se és contemporânea da Eva és novíssima… 😉

        Para aprender sempre há tempo 😉 o mais importante são outras cousas… a curiosidade, a energia, a vontade.

        Nesta vida tudo se aprende e se aprende logo. O mais de aprender é hábito e frequência… eu aos teus anos pensava coma ti… e muita gente da que anda por cá nos seus tempos também…

        O que conta Eva é apenas a sua descoberta, doutras escritas das que lhe aprenderam na escola, doutras perspectivas.

        Escreve como aches, e fala como queiras, todos somos galegos e galegas e bem que nos entendemos, quando queremos.

        Em aprender há que ir aos poucos… Se gostas dos conteúdos que tem o PGL, ou da gente… é acompanhar de quando em quando. Simplesmente.

        Abraços e obrigado pela tua opinião e por abrir o debate.

      • Martín Mendes Passarim

        Pois eu som de Návia de Suarna como a Eva (parabéns polo texto!), som sócio da AGAL, e estou (ou “tou” 🙂 ) mui orgulhoso da minha fala e do galego oriental em geral.

        Concordo com ela em praticamente todo o que comenta no texto. Um dos motivos polos quais som reintegracionista é -entre outros- polo bem representados que estam muitos dos nossos falares na norma lusa ou na da CL-AGAL. Pantalões, mão, irmão… som só uns exemplos. Mas essa nom é a questom principal. Para mim há duas razões para defender o reintegracionismo:

        1. A sua coerência histórica com o galego medieval, o qual a norma de alem Minho converteu em língua de estado (com algumhas evoluções como a conversom dos sufixos -om/-am em -ão).

        2. A recuperaçom do léxico patrimonial galego que, na grande maioria dos casos (oh surpresa!) persistiu na norma lusa. Galleta – bolacha, pulpo – polvo, huelga – greve, miércoles – quarta-feira, Galicia – Galiza… e assim centenares de palavras. Nom se trata de “aportuguesar” o galego, senom de recuperar léxico que é nosso, nom tês mas que ir a o Norte de Portugal para comprova-lo com os teus próprios olhos. Todas essas palavras castelhanas som empregadas com regularidade no galego oriental oral, mas converte-as isso em galegas? Dizer isso e ter mui pouca ideia da historia do galego.

        E diante disso, que temos? Umha norma ILG-RAG pensada por um dialetólogo asturiano e impulsada por um ministro post-franquista, que nos afasta do mundo (eu amaria a minha língua igual se for pequena, mas nom o é!) que impõe léxico dialetal como supra-dialetal (Nadal e nom Natal, preto e nom perto) e legitima castelhanismos óbvios como a terminaçom “-ción”. Por riba disto, as instituições galegas mostraram-se totalmente inúteis para preservar o galego como língua nacional da Galiza, com escusas como que “nom podemos divulgar a norma reintegracionista porque o povo nom o entenderia, e os nenos ficariam traumatizados, seria um “lio” para eles…” Eu estudei catalam na Catalunha e ali nenguma criança está traumatizada por escrever com “ny” ou por ter um sistema de acentos diferente do castelhano. Mas bom, nom é preciso ser um gênio para saber por que às nossas “classes dominantes” lhes interessa continuarmos com o show ILG-RAG.

        Recomendo-che borrar preconceitos da tua mente, e visitar o site “Wiki-FAQ do reintegracionismo” ou ler algum livro da Através Editora sobre esta questom, como a “Critica as Normas Otrográficas e Morfolóxicas do Idioma Galego” ou “O galego é uma oportunidade”.

        Cumprimentos doutro naviego.

        • Ogalegoqueaprendíndemeusavós

          Martín, cando nos vexamos no verán gustaríame falar deste tema contigo cara a cara. Bueno si nos vemos. A verdade e que me gustaría saber máis sobre porque vedes as cousas así. Igual son eu a que non vexo as cousas claras.

          Deica o verán.

          • Martín Mendes Passarim

            Sem problema! Abraço forte desde a diáspora!

          • Gerardo U.

            A Wíki-FAQ que indica Martim é esta: http://faq.agal-gz.org. Muitas das tuas dúvidas estarám aí respondidas.

  • https://www.youtube.com/watch?v=E5Og0lcWdI4 los invencibles

    Deixa-te de histórias que te montas na cabeça tu sozinha. Não há nada disso que inventas.

  • https://www.youtube.com/watch?v=E5Og0lcWdI4 los invencibles

    Acho que odeia espanhóis de todo tipo, sem distinção. Hoje foi que me entrou a certeza disto.

  • ranhadoiro

    um novo descobrimento…e que maravilha de texto e de inteligência prática

  • Valmar

    O seu artigo é excelente Eva. Sou raiano, do Jurês. A quarenta anos a lingua era quase a mesma dos dois lados da fronteira. Agora as cousas cambiaram do lado galego. Creio que neste debate todos têm razon. O galego falado em Verin é um pouco diferente daquele que é falado no Minho, em Portugal passa-se igual. Mas ou o galego segue o caminho do suiço alemão que se conserva mas adotou a forma escrita germanica ou resiste e desaparece como o alsaciano.
    Pelo que pude observar em varios paises o suporte da lingua são as tradições, as festas e outras manifetacões populares. Por aquilo que vejo, na Galiza como em quase toda a penisula, as manifestaçéoes populares estão en vias de desaparecer. O desaparecimento do galego seria uma perda maior para os galegos, mas também para todos os paises lusofonos. Seria a morte da alma galega, mas também uma perda irreparavel para a cultura lusofona.