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O Museu da Língua Portuguesa em Bragança?

PGL Portugal – A cidade transmontana de Bragança, no norte do Portugal, quer acolher o primeiro – e até agora único – Museu da Língua Portuguesa em Portugal, segundo foi anunciado no encerramento do Colóquio Anual da Lusofonia, numa proposta do presidente da Câmara local, Jorge Nunes, que mereceu imediatamente apoios individuais e institucionais presentes no evento.

O autarca de Bragança quer aproveitar o património reunido ao longo dos sete colóquios anuais da Lusofonia já realizados – que reuniram na cidade variadíssimos representantes de vários países lusófonos, incluindo da Galiza – para desenvolver este primeiro museu da língua portuguesa no país, num projecto em tudo idêntico ao espaço que já existe em São Paulo, Brasil, que se tem revelado um enorme sucesso.

Jorge Nunes está apostado em congregar as vontades necessárias, para que no próximo Colóquio da Lusofonia os participantes pudessem já discutir o projecto do Museu e fazer a sua validação em termos científicos.

“Em Portugal não há um espaço museológico relacionado com a língua portuguesa e Bragança pode abraçar esse projeto, desde que conte com a colaboração de professores e instituições representativas nesta área”, disse Jorge Nunes aquando do lançamento da ideia.

Apoios

O vice-presidente da Academia de Ciências de Lisboa, Artur Anselmo, também presente nos Colóquios da Lusofonia, manifestou a disponibilidade deste organismo em ajudar a instalar em Bragança o Museu da Língua Portuguesa, embora ressalvando a necessidade de contactos entre as partes para formalizar esta parceria. Artur Anselmo lembrou que a academia portuguesa tem “um espólio muito importante relacionado com a defesa da língua portuguesa, desde os fins do século 18 até hoje” que poderia disponibilizar para o novo museu.

«Bragança é o lugar ideal para a instalação deste espaço porque está na confluência de dois mundos fundamentais da língua portuguesa, Portugal e a Galiza», disse na altura.

Anselmo declarou ainda que o novo espaço terá que ser “um museu vivo e o aspecto didático terá a maior importância para que interesse jovens, instituições de ensino etc”.

A ideia mereceu também elogios do lingüista brasileiro Evanildo Bechara, também presente no Colóquio da Lusofonia, que prometeu propor à Academia de Letras Brasileira, da qual é membro, o apoio ao museu português em Bragança.

 

Imagem de Bragança

 

+ Fontes:

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