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Manuel Maria, sócio da AGAL

Manuel Maria foi sócio da AGAL, com o n.º 469
Manuel Maria foi sócio da AGAL, com o n.º 469

Além de defensor da norma histórica do galego, Manuel Maria foi um convicto sócio da AGAL. Manuel Maria Fernández Teixeiro consta inscrito no livro de sócios e sócias da AGAL com o número 469. Tornou-se membro quando a associaçom dava os primeiros passos, em 1986, e nom abandonaria a militáncia nem sequer quando entrou a formar parte da Real Academia Galega. O ex-presidente da AGAL, Alexandre Banhos, resume-o assim: «foi um valioso sócio; comprometido e ao dia no pagamento das quotas até o seu falecimento», em 2004.

Em Manuel Maria, a defesa das teses reintegracionistas nom ficou apenas como declaraçom de intençons, pois, para além de ser sócio da AGAL, também publicou três obras na norma lingüística fomentada pola associaçom: Versos do lume e o vaga-lume (1983), A luz ressuscitada (1984) e Oráculos para cavalinhos-do- demo (1986).

Carta de Manuel Maria a M.ª Virgínia Guerra [prima na imagem para alargá-la]
Carta de Manuel Maria a M.ª Virgínia Guerra [prima na imagem para alargá-la]
Quando anos mais tarde a editora Espiral Maior publica a Obra Poética Completa de Manuel Maria (2001), inclui os textos de A luz ressuscitada, mas nom na grafia reintegracionista. José-Martinho Montero Santalha, amigo de Manuel Maria e coordenador da publicaçom original, explica que o autor «nom estava nada convencido» do resultado porque, ao seu ver, «esse nom era o caminho». Contudo, também se confessava «canso e com pouca vontade de luitar» nessa altura da sua vida, explica Santalha, pois o autor atravessara diversos problemas de saúde, os quais relata de maneira sucinta numha carta a Maria Virgínia Guerra, filha do poeta português Manuel de Oliveira Guerra.

Declaraçons defendendo o reintegracionismo

Manuel Maria manifestou-se em várias ocasions adepto do reintegracionismo, como regista Camilo Gómez Torres em Manuel María: os traballos e os días (Laiovento, 2001), ao considerar que «é o caminho, pois galego e português som a mesma língua com algumha variante».

No livro de Xosé Manuel del Caño Conversas con Manuel Maria (Xerais, 1990), o escritor de Outeiro de Rei comenta que o feito de nom ter mais obra publicada em ortografia internacional se deve a que «quando começou este movimento [o reintegracionismo] eu já era velho, som algo preguiçoso, e tenho uns hábitos de escritura de trinta anos, mas gostaria de que se utilizasse a grafia do português, conservando o nosso próprio idioma».

Perguntado também por Del Caño, Manuel Maria expom a sua vinculaçom à AGAL e defende os postulados de Ricardo Carvalho Calero:

–Entom, valorizas muito a postura de Carvalho Calero.
–Eu cuido que sim. A de Carvalho Calero e a de toda a AGAL. Eu sou sócio da AGAL e estou com eles.

O próprio Manuel Maria nom via o futuro da língua no isolacionismo pois considerava que «parte do futuro da nossa língua e a sua expansom natural está cara a Portugal. O resto da gente do Estado espanhol é mui diferente a nós, há muitos séculos de mentalidade centralista enriba, e eu cuido que os escritores de línguas periféricas, em Madrid, nom se leem nem traduzidos».

Em direçom similar se exprime numha entrevista ao jornal ourensano La Región: «Neste intre há duas tendências mui claras: a involucionista e a reintegracionista».

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