Polémica no Parlamento de Astúrias pelo uso do galego

Esta quarta-feira duas pessoas deputadas de Vox interromperam duas intervenções em galego durante um debate na câmara legislativa asturiana



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Esta quarta-feira, dentro do pleno da Junta Geral de Astúrias, o deputado do Partido Popular Álvaro Queipo apresentava na sua intervenção uma proposta não de lei sobre a denominação da Ria do Eo. O político natural de Castropol estava a falar em galego quando foi interrompido por Ignacio Blanco, deputado de Vox que solicitou ao presidente da câmara a sua intervenção. “Señor presidente, disculpe, no entiendo gallego o no entiendo lo que está hablando usted, o llingua o no sé lo qué es”, dizia Blanco entre os risos do resto da sala. O presidente, Marcelino Marcos, referiu então o regulamento que impede aos deputados a utilização das línguas próprias de Astúrias e Queipo deveu continuar a sua intervenção em espanhol.

A polémica não finalizou nesse momento. À tarde, na continuação da sessão, a deputada de Podemos Nuria Rodríguez –também originária de Astúrias Ocidental– empregou o galego no seu turno de palavra. Ainda que Blanco já não estava presente, Rodríguez foi cortada por outra deputada de Vox, Sara Álvarez Rouco, pelos mesmos motivos e com a mesma solicitude para o presidente da mesa. Mesmo que o próprio Marcos e Rodríguez não achavam que houvesse nenhum problema de compreensão por parte de Álvarez, a deputada de Podemos foi interpelada para continuar a sua dissertação em castelhano.

Rodríguez optou por continuar em galego, com o compromisso de traduzir as suas palavras ao castelhano ao finalizar. Contudo, a política aproveitou o facto de que a sua intervenção fora improvisada para evitar fazê-lo, com a escusa de não lembrar todo o que dissera. “Vai-me desculpar o senhor presidente porque como falei aginha, sem ler o que estava escrito, não lembro o que tenho que dizer para traduzir as minhas palavras, assim que teremos que procurar outra alternativa para poder fazer que a gente que diz que está a defender as pessoas do Ocidente de Asturias não sei como o vai fazer se não é capaz de entender a língua da gente que está lá”, concluiu antes de abandonar o púlpito.


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