Todos os artigos marcados como "Livros que Abrem Grades"

  • O debate ortográfico entre os poetas de 1936

    Em 1936 Xosé Filgueira Valverde estava a preparar, para o Seminário de Estudos Galegos, uma antologia que representasse a poesia galega que se estava a fazer naquela altura. O Golpe de estado franquista deixou o projeto sem publicar mas, a partir dos materiais que já foram compilados, o Museu de Pontevedra deu ao prelo em […]

  • A República Catalã, um poema do Antonio Baños

    Encaminho uma traduçom minha (nom sei se será mui boa…) dum poema do Antonio Baños, para os leitores do PGL. Gosto muito, porque resume mui bem o “pós-autonomismo” ao que chegarom lá na Catalunha, tam semelhante do que – para mim – é o reintegracionismo a respeito do nacionalismo galego dominante. O Reintegracionismo, é a […]

  • Na taberna de Facal

    Nos primeiros anos de andaina do Parlamento Galego uma estranha (e da qual desconheço os motivos) abstenção do BNG perante uma moção polo reconhecimento do direito da Galiza à autodeterminação, permitiu a Fraga fazer aquela piada fácil e paternalista de que, na nossa Terra, tal reivindicação “só a pedem Camilo Nogueira e o seu cunhado”. […]

  • ‘Code-switching’ carcerário

    Na última vez que me viu a dentista pudem cruzar toda a prisão: do módulo de isolamento (a “prisão de prisão” nesta matrioska penitenciária) à enfermaria. Como os presos isolados considerados especialmente perigosos, não podemos ir sem vigilância a lado nenhum, acompanhou-me um guarda. No caminho cruzamo-nos duas vezes, à ida e à volta, com […]

  • O galeguismo segundo Edward W. Said

    O “galeguismo” entendido como um orientalismo, e que provisionalmente se poderia definir como o conjunto de estratégias narrativas que umas elites letradas, foráneas ou galegas, mobilizam para representar “o povo galego” atendendo a diferentes intenções políticas, criando estereótipos que rematam (auto)identificando o país.

  • Ernestos Guerra da Cal

    Se o escritor e estudoso que foi Guerra Da Cal nom som como para a Galiza poder prescindir deles olimpicamente, o homem Guerra Da Cal, a personagem Guerra Da Cal, nenhuma cultura digna a teria deixado perder-se graciosamente. João Guisan Seixas   O neno que em Quiroga aprende de Maria “A Garabulha” as canções populares […]

  • Poesia para um imaginário pós-capitalista

    Há já uma pequena literatura futurista espanhola sobre o peak oil… Porém, nos poemas do Meixide há uma volta à certeza da Terra, o regresso triunfal do mundo –duro mas honesto- das avôs, a salvação do que John Berger considera “a maior catástrofe cultural do século XX”: a perda da cultura camponesa.

  • O 25 de Abril além dos capitães. Autonomia e autogestão

    José Hipólito Santos, veterano ativista do movimento cooperativista e já conhecido entre nós polo seu anterior livro sobre o LUAR, vem de pôr luz sobre a cara mais anónima do 25 de Abril, essa que nem reivindicam nem formalizam como História os partidos de esquerda. Sem mestres, nem chefes, o povo tomou a rua. Luta dos moradores no pós 25 de Abril…

  • Arqueologia do «puta Espanha!»

    Se investigássemos as pintadas do independentismo ‘espontâneo’ na Galiza, mui probavelmente concluiríamos que “Puta Espanha!” foi a legenda mais popular.

  • A República da Berxa

    Nos domingos da década de 90 poucas cousas havia melhores, para um rapaz da comarca de Ordes, que ir com a família cear umas truitas à Berxa; o trator do tio Jesus, os contos divertidíssimos de Maria ou a foto de Bebeto no mostrador do bar, faziam dela um lugar mágico.