PABLO NERUDA, POETA TAGOREANO QUE CANTOU O AMOR



No dia 14 de fevereiro comemora-se em muito lugares do mundo a jornada dedicada ao amor, que muitas lojas aproveitam para vender os presentes entre os namorados. Embora este dia tenha um certo sentido comercial, como o tema do amor é importante, tampouco esta nada mal que exista uma jornada no ano dedicada a ele. E lembramos como na década de sessenta fez-se célebre aquele aforismo de profundo sentido: “Faça amor, não faça guerra”. Com o número 87 da série que estou a dedicar a grandes vultos da humanidade, que os escolares dos diferentes níveis devem conhecer, e que iniciei com Sócrates, desta vez escolhi para a minissérie de admiradores de Tagore, a figura de um grande poeta nascido no Chile, de nome literário Pablo Neruda (1904-1973). Foi ele um grande escritor, que eu considero como um dos que melhor soube cantar o amor. O seu livro Vinte poemas de amor e uma canção desesperada está considerado como aquele de que mais traduções se realizaram aos diferentes idiomas do planeta. Neste livro, com o número 16, inclui-se um lindo poema que é uma paráfrase perfeita de outro poema de amor que no seu dia escreveu Tagore e publicou no seu livro Mali (O Jardineiro), que também é uma linda canção em bengali (Bangla) intitulada “Tumi sondaro meghomala” (Tu és a minha grinalda das nuvens da tarde).

PEQUENA BIOGRAFIA:

Pablo Neruda, de jovem

Pablo Neruda, de jovem

A brasileira Dilva Frazão escreveu no seu dia uma interessante biografia de Pablo Neruda (1904-1973), que tenho a bem reproduzir, porque, escrita de forma sintética, contempla os aspetos básicos da sua vida. “Neruda foi um escritor chileno, considerado um dos mais importantes literatos em língua castelhana. Recebeu o Premio Nobel de Literatura em 1971, já sob o nome de Pablo Neruda, pseudônimo de Ricardo Eliécer Neftali Reyes, que nasceu na cidade de Parral, no Chile, no dia 12 de julho de 1904. Filho de um ferroviário e de uma professora, ficou órfão de mãe logo ao nascer. Passou a infância em Temuco, no sul do país. Com sete anos ingressa no Liceu, e ainda na época escolar publica seus primeiros poemas no periódico A Manhã. Em 1919, Neruda obteve o 3° lugar nos Jogos Florais de Maule, com o poema “Noturno Ideal”. Ainda na adolescência, adotou o nome de Pablo Neruda, inspirado no escritor tcheco Jan Neruda. Em 1920, começa a escrever para a revista literária “Selva Austral”, já usando o pseudônimo de Pablo Neruda.

Pronto dá início às suas primeiras publicações. Em 1921, Neruda muda-se para Santiago, onde ingressa no curso de francês no Instituto Pedagógico da Universidade do Chile. Nesse mesmo ano, ganha o prêmio da Festa da Primavera com o poema “A Canção da Festa”. Em 1923, reúne seus poemas em Crepusculario. Em 1924 publica Vinte Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada, a obra, repleta de lirismo, que faz de Neruda um dos mais famosos poetas chilenos.

Por diversas circunstâncias entra também pronto na carreira diplomática. Em 1927, após ser nomeado cônsul-geral do Chile em Rangum (hoje Yangon), passa a ser diplomata na Birmânia (hoje Myanmar). Durante os cinco anos seguintes representou seu país no Siri Lanka, Java e Singapura. Em 1933, Pablo Neruda escreve uma de suas principais obras, Residencia en la Tierra, na que emprega imagens e recursos próprios do surrealismo. O tom do livro é de profundo pessimismo em torno de temas como ruína, desintegração e morte, exprimindo a visão de um mundo caótico. Depois de breve estada em Buenos Aires, onde conhece o poeta Federico Garcia Lorca, Neruda serviu como cônsul na Espanha, primeiro em Barcelona e depois em Madrid. A Guerra Civil Espanhola, lhe inspirou a obra España em el Corazón (1937), e determinou uma mudança na atitude do poeta, que aderiu ao marxismo e decidiu consagrar sua vida e obra em defesa dos ideais políticos e sociais inspirados no comunismo.

Pablo Neruda em Moscova

Pablo Neruda em Moscova

Exílio e regresso ao Chile:

Em 1938, Neruda retorna ao Chile. Depois de breve período como embaixador no México, em 1945, foi eleito senador pelo Partido Comunista. Em 1948, o governo decreta a ilegalidade do partido. Neruda critica o tratamento dado aos trabalhadores das minas, na presidência do Gonzáles Videla, é perseguido e se exila na Europa, inclusive na União Soviética. Nessa época, escreveu outra de suas grandes obras, Canto General (1950). Em 1952, quando o governo chileno restabeleceu as liberdades políticas, Neruda regressa ao país e fixa residência em Isla Negra, no Pacífico. Nessa época, sua obra adquiriu grande diversidade com a publicação de Odas Elementales (1954), onde canta a vida cotidiana, com Cien Sonetos de Amor (1959) e Memorial de Isla Negra (1964) onde evoca o amor e a nostalgia do passado. Em A Espada Incendiada (1970) o autor reafirmava seu compromisso com a ideologia político-social. Em 1971, Pablo Neruda foi nomeado embaixador do Chile em Paris. Em 1972, já doente, retorna para Santiago. Em 1973, um golpe militar derruba o presidente Salvador Allende e se instala uma ditadura militar no Chile. Passados 12 dias do golpe, Pablo Neruda morre. Pablo Neruda faleceu em Santiago de Chile no dia 23 de setembro de 1973.

Pablo Neruda recebeu vários prêmios e honrarias, e entre eles: o Prêmio Lenin da Paz (1953), o Doutor Honoris Causa da Universidade de Oxford (1965) e o Prêmio Nobel de Literatura (1971).

FICHAS TÉCNICAS DOS FILMES E DOCUMENTÁRIOS:

A. Longa-metragens:

  1. O Carteiro e o poeta. (Il Postino). 

Duração: 110 minutos. Filme de Michael Radford (1994).

Nota: Pode ler-se o depoimento da série publicado no seu dia no PGL entrando aqui.

      2. Neruda.

Realizador: Pablo Larraín (Chile, Argentina, França, Espanha, EUA, 2016, 107 min., cor).

Roteiro: Guillermo Calderón.

Argumento: Chile, 1948. No Congresso, o senador Ricardo Eliécer Neftalí Reyes Basoalto (Luis Gnecco) – também conhecido por Pablo Neruda, o seu pseudónimo literário – critica ferozmente o Governo e a sua repressão anticomunista. Por esse motivo, o presidente Gabriel González Videla (Alfredo Castro) exige a sua destituição imediata e inicia uma perseguição. Neruda e a mulher, a pintora Delia del Carril (Mercedes Morán), refugiam-se sob nomes falsos no sul do país. No seu encalço, para onde quer que se movam, têm o temível inspector Óscar Peluchonneau (Gael García Bernal). Esta perseguição acaba por se transformar num jogo quase divertido, em que Neruda deixa pistas ao seu inimigo, à medida que se reinventa como personagem literária e também como símbolo de liberdade…

B. Documentários:

  1. Curta-Documentário sobre Pablo Neruda. Duração: 11 minutos. Mandala Filmes (2012).

      2. Pablo Neruda: A sua poesia na sua própria voz.

Duração: 32 minutos. Poemas de Crepusculário e de Vinte poemas de amor.

      3. Poemas da natureza de Pablo Neruda.

Duração: 60 minutos.

      4. Poema 20 por Pablo Neruda.

Duração: 8 minutos.

      5. O carteiro de Pablo Neruda. Uma cena do filme.

Duração: 3 minutos.

      6. O poeta ensina ao carteiro o que é uma metáfora.

Duração: 3 minutos.

      7. A Dança. Poema de Pablo Neruda.

Duração: 4 minutos.

      8. Neruda: Trailer legendado do filme realizado por Pablo Larraín.

Duração: 3 minutos.

PABLO NERUDA E TAGORE:

É de sobra conhecido o facto de Neruda admirar a poesia de Robindronath Tagore. Igual que os membros da denominada geração de 1927, de muitos dos quais Neruda era um grande amigo, o livro que mais influenciou todos eles foi O Jardineiro (El jardinero), em tradução para o castelhano por Zenóbia Camprubí, e para o português por Guilherme de Almeida. Em 1924, Neruda publica com vinte anos de idade o seu mais famoso livro Vinte poemas de amor e uma canção desesperada. Um ano antes tinha publicado Crepusculário, livro de poemas com que entrou no panorama literário chileno. Segundo um dos melhores pesquisadores sobre a figura de Neruda, Teitelboim, em 1985 comentou o seguinte: “Vinte poemas de amor foi na América Latina o livro mais utilizado e abusado pelos namorados. Converteu-se numa espécie de ajudante dos que sentiam necessidade de declarar-se e recorriam, muitas vezes sem nomear o autor, a estes versos de Neruda como uma arma de sedução”.

Capa do livro 20 poemas de amor e uma canção desesperada, de Pablo Neruda. Ed dom quixote

Muitos poemas deste livro fazem parte do imaginário popular, e por nomear destacamos três: “Tudo enches tu, tudo enches” (Todo lo llenas tú, todo lo llenas), “Gosto de ti quando calas porque estás como ausente” (Me gustas cuando callas porque estás como ausente) e “Posso escrever os versos mais tristes esta noite” (Puedo escribir los versos más tristes esta noche), dos poemas 5, 15 e 20 do livro, respetivamente. Este livro não esteve isento de polémica, e uma destas deu-se pela maravilhosa paráfrase que Neruda fez do poema de O Jardineiro de Tagore, em tradução de Zenóbia para o castelhano. É provável que tenha favorecido a polémica suscitada, por outra parte não merecida nas suas críticas que eu não partilho, porque o poeta chileno não resenhou na primeira edição do livro que o poema 16 era uma paráfrase de um de Tagore do seu livro Mali (palavra bengali que significa jardineiro). Por isto foi acusado injustamente de plágio, especialmente pelos seus inimigos literários, Huidobro e De Rokha. O mesmo Neruda, a partir das edições de 1933 vai esclarecer o tema ao início do poema com a expressão: “Este poema é uma paráfrase do poema 30 de O Jardineiro de Rabindranath Tagore”, e na quinta edição de 1937, acrescenta uma nota final: “o poema 16, na sua parte principal, é uma paráfrase de um de R. Tagore de O Jardineiro. Isso foi sempre publicamente conhecido. Aos ressentidos que tentaram aproveitar, na minha ausência, esta circunstância, caiu-lhes em cima o esquecimento que lhes corresponde e a dura vitalidade deste livro adolescente”, tema este que também lembra Teitelboim em 1985.

O poema 30 de Tagore era o preferido por Terusa, uma das inspiradoras da obra do chileno e ele quis comprazê-la fazendo uma paráfrase para ela. É evidente o uso literal que Neruda faz do poema tagoreano, embora, em minha opinião, seja uma lindíssima recriação poética do mesmo, porque Neruda era um poeta genial. O mesmo ano em que o poeta chileno publica Vinte poemas de amor…, curiosamente é aquele em que no mês de novembro Tagore viaja à América Latina, e termina por ficar na casa de Victória Ocampo de S. Isidro em Miralrio (Argentina) por quase que dous meses. O poemário de Neruda, provavelmente, é o livro de poesias de amor de que mais traduções se tenham feito para idiomas estrangeiros.

Para poder estabelecer uma comparação entre as versões do poema tagoreano, o qual, aliás, também é uma linda canção em bengali musicada pelo próprio Tagore, que escuitam com agrado na Bengala indiana, grandes e pequenos, e que canta muito bem Sumon Kobir, coloco a seguir este poema em castelhano na versão de Zenóbia, em português na de Guilherme de Almeida, em bengali (Bangla) com transcrição às nossas letras e o poema que compôs Neruda como uma paráfrase:

-Versão de Zenóbia: “Tú eres la nube crepuscular del cielo de mis fantasías. Tu color y tu forma son los del anhelo de mi amor. Eres mía, eres mía, y vives en mis sueños infinitos. Tienes los pies sonrojados del resplandor ansioso de mi corazón, ¡segadora de mis cantos vespertinos! Tus labios agridulces saben a mi vino de dolor. Eres mía, eres mía, y vives en mis sueños solitarios. Mi pasión sombría ha oscurecido tus ojos, ¡cazadora del fondo de mi mirada! En la red de mi música te tengo presa, amor mío. Eres mía, eres mía, y vives en mis sueños inmortales”.

-Versão de Guilherme de Almeida: “És como a nuvem da tarde flutuando no céu do meu sonho. Posso criar-te e modelar-te segundo os caprichos do meu amor. E és minha, ó habitante dos meus sonhos infinitos. Os teus pés estão orvalhados pela glória do meu desejo, ó respingadora dos meus cânticos da tarde. Os teus lábios tornaram-se amargos e doces pelo vinho da minha dor. E és minha, ó habitante dos meus sonhos solitários. É a sombra das minhas paixões que torna sombrios os teus olhos. És a alucinação do meu olhar. Eis que te prendi e envolvi nas malhas dos meus cânticos, ó meu amor. E és minha, ó habitante dos meus sonhos imortais”.

-Versão original do poema de Tagore, com transcrição do Bangla: “Tumi sondaro meghomala, tumi amari sadhero sadhona, momo shunnogogonobihari. Ami apono monero madhuri mishae tomare korechi rochona – tumi amari, tumi amari, momo osimogogonobihari. Momo rhidoiroktorague tobo chorono diechi ramnhia, aji sondaswoponobihari. Tobo odhoro ekechi sudhabixe mishe momo sukhadukho vamhia – tumi amari, tumi amari, momo bilhonolhibonobihari. Momo moher swopono-omlhono tobo noine diechi porae, olhi mugodonoinobihari. Momo songuit tobo ongue ongue diechi lhorae lhorae – tumi amari, tumi amari, momo lhibono moronobihari”.

-A Paráfrase de Neruda: “En mi cielo al crepúsculo eres como una nube y tu color y forma son como yo los quiero. Eres mía, eres mía, mujer de labios dulces, y viven en tu vida mis infinitos sueños. La lámpara de mi alma te sonrosa los pies, el agrio vino mío es más dulce en tus labios: oh segadora de mi canción de atardecer, cómo te sienten mía mis sueños solitarios! Eres mía, eres mía, voy gritando en la brisa de la tarde, y el viento arrastra mi voz viuda. Cazadora del fondo de mis ojos, tu robo estanca como el agua tu mirada nocturna. En la red de mi música estás presa, amor mío, y mis redes de música son anchas como el cielo. Mi alma nace a la orilla de tus ojos de luto. En tus ojos de luto comienza el país del sueño”.

Pablo Neruda

A SUA PRODUÇÃO LITERÁRIA:

As principais obras literárias de Neruda são as seguintes: Crepusculário (1923), Vinte Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada (1924), Tentativa del Hombre Infinito (1925), Residência na Terra (1933), Espanha no Coração (1937), Canto General (1950), Odas Elementales (1954), As Uvas e o Vento (1954), Cem Sonetos de Amor (1959), Poemas (1961), Memorial de la Isla Negra (1964), A Espada Incendiada (1970), O Mar e os Sinos (1973) e Confesso que Vivi (1974), um livro das suas memórias. Felizmente, com edição no Brasil e em Portugal, podemos dispor de muitas obras de Neruda para poder ler.

A Difel de São Paulo publicou os seguintes títulos nerudianos, dos quais se realizaram várias edições em sucessivos anos: Canto geral (1981), Confesso que vivi (1978), Para nascer nasci (1979) e O rio invisível (1982). Pela sua parte a Bertrand do Brasil publicou os seguintes: Canto geral (2010), Confesso que vivi (1992), Para nascer nasci (1996), Fulgor e morte de Joaquín Murieta (1988), O rio invisível (1987), Prólogos (2002), Pelas praias do mundo (2003), Cadernos de Temuco (1998) e Os versos do capitão (1992). A importante editora do Rio de Janeiro José Olympio publicou: Arte de pássaros, Neruda para jovens (2010), Ainda (1974), Antologia poética (1963), 20 poemas de amor e uma canção desesperada (1978, com muitas edições, a última em 2011), Teus pés toco na sombra e outros poemas inéditos (2015) e Neruda: Antologia poética (1963).

A editora Lpm brasileira editou uma larga listagem de livros: Cem sonetos de amor (1979, com múltiplas edições posteriores), A Barcarola (1982), Residência na Terra (Vol. I em 1973 e vol. 2 em 1980), Memorial de Ilha Negra (2007), As uvas e o vento (2004), O coração amarelo (1981, e outras muitas edições), A rosa separada (1981), Últimos poemas (O mar e os sinos) (1973), Elegia (1981), Terceira residência (2007), Crepusculário (2004), Defeitos escolhidos (1974), Cantos cerimoniais (2005), Jardim de inverno (2005) e Livro das perguntas (1983). Com tão só um título publicado figuram as editoras Dtp e VR brasileiras (Presente de um poeta, 2001), Salamandra (Memorial da Ilha Negra, 1977), Francisco Alves (Incitação ao Nixonicídio e Louvor da Revolução Chilena, 1980), Dom Quixote de Lisboa (20 Poemas de amor, 1975), Folha de São Paulo (Navegações e regressos, 2012) e a Pehuem (Antologia Fundamental, 1988). De todos os títulos citados chegaram a realizar-se bastantes edições depois da primeira edição, o qual demonstra o grande interesse pela obra literária de Neruda em Portugal, e muito em especial no Brasil.

SAUDADE, UM POEMA DE NERUDA NA NOSSA LÍNGUA:

Saudade é solidão acompanhada,

é quando o amor ainda não foi embora,

mas o amado já…

Saudade é amar um passado que ainda não passou,

é recusar um presente que nos machuca,

é não ver o futuro que nos convida…

Saudade é sentir que existe o que não existe mais…

Saudade é o inferno dos que perderam,

é a dor dos que ficaram para trás,

é o gosto de morte na boca dos que continuam…

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:

aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos:

não ter por quem sentir saudades,

passar pela vida e não viver.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.

TEMAS PARA REFLETIR E REALIZAR:

Vemos os filmes documentários citados antes, e depois desenvolvemos um Cinema-fórum, para analisar a forma (linguagem fílmica) e o fundo (conteúdos e mensagem) dos mesmos, assim como os seus conteúdos.

Organizamos nos nossos estabelecimentos de ensino uma amostra-exposição monográfica dedicada a Pablo Neruda, a sua obra, as suas memórias, os seus poemas e as suas ideias sociais. Na mesma, ademais de trabalhos variados dos escolares, incluiremos desenhos, fotos, murais, frases, textos, lendas, livros e monografias.

Podemos organizar no nosso estabelecimento de ensino um Livro-fórum, lendo antes todos, estudantes e docentes, um dos livros escrito por Pablo Neruda. Dentre eles podemos escolher o intitulado Vinte poemas de amor e uma canção desesperada, de que existem as edições de José Olympio de Rio de Janeiro (de 1978 a primeira e de 2011 a última) e a de Dom Quixote de Lisboa (1975). Poderiam valer também os seus livros de memórias: Confesso que vivi, editado pela Europa-América em Portugal e pela Difel e Bertrand no Brasil, e Para nascer nasci (Difel e Bertrand do Brasil, 1979 e 1996). Na nossa língua, por sorte, existem publicados mais de 40 livros de Neruda. Em 2010 a José Olympio publicou um formoso livro intitulado Neruda para jovens, ideal também para realizar um livro-fórum sobre ele.

José Paz Rodrigues

É Professor de EGB em excedência, licenciado em Pedagogia e graduado pela Universidade Complutense de Madrid. Conseguiu o Doutoramento na UNED com a Tese Tagore, pioneiro da nova educação. Foi professor na Faculdade de Educação de Ourense (Universidade de Vigo); professor-tutor de Pedagogia e Didática no Centro Associado da UNED de Ponte Vedra desde o curso 1973-74 até à atualidade; subdiretor e mais tarde diretor da Escola Normal de Ourense. Levou adiante um amplíssimo leque de atividades educativas e de renovação pedagógica. Tem publicado inúmeros artigos sobre temas educativos e Tagore nas revistas O Ensino, Nós, Cadernos do Povo, Vida Escolar, Comunidad Educativa, Padres y Maestros, BILE, Agália, Temas de O ensino, The Visva Bharati Quarterly, Jignasa (em bengali)... Artigos sobre tema cultural, nomeadamente sobre a Índia, no Portal Galego da Língua, A Nosa Terra, La Región, El Correo Gallego, A Peneira, Semanário Minho, Faro de Vigo, Teima, Tempos Novos, Bisbarra, Ourense... Unidades didáticas sobre Os magustos, Os Direitos Humanos, A Paz, O Entroido, As árvores, Os Maios, A Mulher, O Meio ambiente; Rodrigues Lapa, Celso Emílio Ferreiro, Carvalho Calero, São Bernardo e o Cister em Ourense, em condição de coordenador do Seminário Permanente de Desenho Curricular dos MRPs ASPGP e APJEGP.


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