‘Origem e Ruptura’, novo poemário de Ramiro Vidal

A apresentaçom do livro de M Editora será este sábado às 20 horas no CS A Comuna da Corunha



origem e ruptura ramiro vidal alvarinhoAs lutas de juventude, o amor como salva-vidas e a morte como um trauma constante. Estas são as constantes de Origem e Ruptura, o novo poemário do poeta de Ferrol Ramiro Vidal Alvarinho. Sessenta páginas divididas em três partes –A mai invadida, Bitácora de viagem e Duas palavras– através das quais o autor rompe e retorna às origens, como consolo e lembrança, em círculo contínuo. O livro será apresentado este sábado 30 às 20 horas no CS A Comuna da Corunha. O autor estará acompanhado pelo editor, Alberte Momán (M Editora), e pelos autores Laura Rey Pasandín e Luís Mazás.

A mai invadida vive num cenário urbano, onde épica e utopia emergem das imagens. Pela sua banda, Bitácora e viagem tira inspiração de fragmentos autobiográficos antes de se mergulhar em Duas palavras, uma última parte na que esperança e fatalismo lutam perante “a inevitabilidade da desaparição física e a perda portanto da consciência, a memória e a pessoa”, explica o próprio autor. Origem e Ruptura mostra um ponto de mudança vital e, por extensão, literária. Um texto onde a nostalgia da luta é reunida com o fatalismo, um olhar adulto onde, porém, “se perde o sentido da épica e nom se deixa de querer transmitir esperança pola vitória do povo perante as forças escuras”.

Vinculado desde a sua mocidade com o ativismo e a militância política nacionalista, Ramiro Vidal senta as suas raízes no Ferrol operário dos setenta e medra em diferentes movimentos sociais como a luta pela língua, o movimento squatter, o movimento ambientalista… Desde há anos, participa em recitais poéticas e edições coletivas como A Porta Verde do Sétimo Andar, ainda que na atualidade não pertence a coletivo nenhum.

 


PUBLICIDADE