ATRAVÉS DAS LETRAS lança os volumes 42 e 43

Novidades Através: “Ética do abandono” de Mário Herrero e “Gris Cinza | barbárie, crisantemos e um urbano lugrís” de Antom Fortes



A coleçom ATRAVÉS DAS LETRAS lança os poemários de Mário Herrero Ética do abandono e mais o Gris Cinza | barbárie, crisantemos e um urbano lugris de Antom Fortes.

Ambos livros forom as últimas propostas do 2021 da editora, e estarám disponíveis nas livrarias nas próximas semanas. Assim como na web da Através.
Ética do abandono de Mário Herrero Valeiro

DixieIsto não é um poema, é a sintaxe a espreitar a voragem. Sem épica, sem esperança. Ética do abandono constrói uma estela gravada com a herança não desejada, o marasmo que ninguém vê, que expulsa, consome e constringe. É um percurso héctico da linguagem em torno de uma pira própria e alheia em que o desamparo atravessa o corredor do corpo, da casa, até às vidas. Um despejo necessário da agonia de um constante final, de um princípio constante.

Carme Pais Filgueira

 

Mário J. Herrero Valeiro (Crunha, 1968). Poesia: No limiar do silêncio. Poemas da estrangeirice (VII Prémio de Poesia Espiral Maior, Espiral Maior 1999), Cartografia da Atrocidade (Edições Tema, 2001), A Vida Extrema (ArcosOnline, edição eletrónica, 2005. Palavra Comum, edição eletrónica, 2016), Outra Vida. 22 poemas, uma confissão e um esclarecimento (Através Editora, 2013), Da vida conclusa (II Prémio de Poesia O Figurante e Prémio de Poesia Glória de Sant’Anna 2015, O Figurante Edicións, 2014), A Razão do Perverso (Ajuste de Contas) (X Prémio de Poesia Erótica Illas Sisargas, Caldeirón, 2016). A fé do converso. Ensaio sobre a genealogia dos corvos (Através, 2019). Glotopolítica: Guerra de grafias, conflito de elites na Galiza contemporânea (Através Editora, 2011, 2ªed. 2021) e A normalização linguística, uma ilusão necessária. A substituição do galego e a normalização do espanhol na Galiza contemporânea (Através Editora, 2015).


Título: Ética do Abandono

Autor: Mário Herrero

Coordenação editorial: Valentim Fagim

Data de impressão: dezembro 2021, 1ª edição

Edita: Através Editora.

Género: Poesia

Descrição: 84 páginas, 14 x 21 cm

Encadernação: brochado

Coleção: Através das letras, 42

Diagramação: Teresa Pilhado

Capa: Miguel Durán

ISBN: 978-84-16545-63-6

Depósito legal: C 2229-2021

Preço Clube: 8,8 €

Preço Livrarias: 11 €


DixieGris Cinza | barbárie, crisantemos e um urbano lugrís de Antom Fortes
Estes dois livros, no rasto de Fume (2008), distanciados no tempo e longe dos anteriores de temática homoerótica, de Antom Fortes, grande amador da literatura alemã de pós-guerra, mostram uma poesia amarga, por vezes cínica, em que se retrata o divagar dum cético, sem esperança, pela violenta roda da vida e da história, em versos quebradiços, triturados, sem concessões, que conformam um universo próprio e fechado.

Antom Fortes Torres (Sárria,1957), catedrático de Língua e Literatura, publicou Figuras Masculinas de Meio-Corpo, Sexto Fetiche, Ofelia sen dó.

Em Gris Cinza, os genocídios do século XX, o pessimismo e a depressão social envolvem tudo de niilismo; em barbárie, crisântemos e um Urbano Lugrís, após o fracasso da História, a inoperância da luta e a fuga do legado, resta o extravio e o exílio como únicas saídas.


Título: GRIS CINZA / barbárie,crisântemos e um urbano lugrís

Autor: Antom Fortes

Coordenação editorial: Valentim Fagim

Data de impressão: dezembro 2021, 1ª edição

Edita: Através Editora.

Género: Poesia

Descrição: 100 páginas, 13 x 19 cm

Encadernação: brochado

Coleção: Através das letras, 43

Diagramação: Miguel Durán

Capa: Miguel Durán

ISBN: 978-84-16545-64-3

Depósito legal: C 2230-2021

Preço Clube: 8,8 €

Preço Livrarias: 11 €

 


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  • Arturo Novo

    Não sei exatamente quando o ex companheiro Mário Herrero Valeiro abandonou a Agal. Mas sim sei que foi desde antes de 2019. Bem, pois desde 2019 até hoje, este é o terceiro livro que a Agal lhe publica. Concretamente dous livros e uma reedição. Ou seja, publicaram-lhe praticamente todo o que se pode publicar e mais, se mais tivera, publicar-lhe-iam. Arredemo! Nem que o premiram por marchar!
    Não vou pôr em causa a qualidade poética de Mário Herrero, um escritor conhecido e reconhecido. Nem tampouco as suas razões para abandonar a Agal, pois eu também partilho os seus argumentos críticos. Embora, no seu dia, a mim gostar-me-ia devater em assembleia as suas razões para marchar. Claro que, polo que se vê, para alguns, isso de marchar silandeiramente, sem incomodar muito aos que te põem beneficiar, proporciona os seus réditos. Como eu não sou escritor, com certeza nunca o saberemos, mas duvido muito que a mim o companheiro Valentim Fagim me chegasse a publicar nunca um livro no caso de dar-se a circunstância. A penitência dos críticos é não sermos amados nunca. A soidade é a nossa companheira.
    O que sim vou pôr em causa, mais uma vez, é a política da nossa Editorial Através. Sei bem que estou sozinho nesta tarefa. Como também sei que nada vou conseguir, nada prático. Não vou conseguir nada, não porque me faltem argumentos, simplesmente porque não há alternativa visível ao atual Conselho Reitor. E quando não há alternativa, todo vai ficar num brinde ao sol. Mas eu não por isto me vou botar para atrás. Porque com o meu silêncio seria cúmplice de algo com o que discordo clara e abertamente. Assim que não penso ser cúmplice de práticas antidemocráticas, por não chamar-lhe claramente caciquís. Eu não entrei na Agal para isto. Eu entrei na Agal para defender a língua desde uma ótica reintegracionista na crença de que entrava numa associação do mais democrático. E as minhas expetativas, nem de longe, se estão a cumprir. Quando há democracia, nem sequer há lugar a suspeitas. E quando há suspeitas, como mínimo, não se estão a fazer as cousas bem. Mas o que peta nos olhos, peta nos olhos. O que se observa, mais que suspeitas são claras evidências. O nosso companheiro Valentim Fagim, máximo responsável da Editorial Através, faz da nossa capa um saio! Aqui não existe mais lei nem critério que o seu único capricho. Não, não vou calar. Seria indigno e uma pessoa covarde no caso de fazê-lo. Talvez tenha que marchar, mas por sentido da responsabilidade e leal compromisso com a organização intentarei resistir até onde possa. Mas se tenho que marchar não será por não defender a Agal.
    Do que eu sei, que, bem seguro, não o sei todo, isto não é algo excecional. Primeiro foi o caso da professora guitarrista do Consevatório de Compostela, a protegida da nossa companheira Teresa Moure. O de protegida é porque sempre que há ocasião, sempre se acorda dela, não por outra razão. Já tenho comentado aqui, no PGL, que esta professora do Consevatório apesar de ser uma reintegracionista de longa data, nunca nada quis saber da Agal, unicamente para fazê-la de menos. A docente do Monte dos Postes é uma reintegracionista de longa data que de sempre repudiou a Agal, a principal, a pioneira e mais antiga associação reintegracionista do País. Já me direis! Apesar de tudo, entre outras razãoes, graças a sua amizade com a companheira Teresa, proporcional e curiosamente, se observamos com atenção, deve ser a reintegracionista que mais rendimento lhe tirou aos nossos recursos editoriais. Algo inaudito! E depois, como no seu último artigo na revista mundomusical, presume de pessoa honesta. Pois eu, honestidade, o que se diz honestidade, sinceramente, observo pouca. Bom, para ser sincero, ela falava concretamente de “honestidade intelectual”. A saber o que será isso. A impostura entrará aí?
    Volvo com o ex compaheiro Mário. Como na magia não acredito, como faria este homem para que lhe publiquem os seus últimos livros? Tenho verdadeira curiosidade por saber quem se dirigiu a quem. Se o Mário ao Valentim: Ninguém me dirá que não resulta raro e estranho, outros diram que até atrevido, solicitar da editorial pertencente à associação que acabas de abandonar que te publique um livro. Ou não? Ou seria ao invês, e foi o Valentim quem se dirigiu ao Mário? Neste caso, como seria a cousa? Vou imaginar: “Olá, Mário! Sou o amigo Valentim! Bem sei que abandonas-te a associação. Mas não te preocupes. Tens algum livro para publicar? Não tenhas remorsos de consciência, pois informo-te de que a Através é uma editorial independente que nada tem a ver com a Agal. Ademais eu sou o chefe e tu és um bom amigo e colega de toda vida. Necessitas saber mais?”. E polo que se vê, o Mário, abduzido e seduzido polo Valentim, não necessitou saber mais. Como ainda é muito novo e tem muita vida por diante, não tenho a menor dúvida de que o Mário volverá a publicar na Através. Sem dúvida, para algumas pessoas, a Através é um choio.
    Para algumas, sim. Porém para outras é uma autentica penitência. É uma penitência porque, como todos sabemos, a nossa editorial está submetida a um feixe de restrições. Eis o grande problema. E por estas restrições, logicamente publicar na Através está caro. Como disse, está caro para alguns, para outros, polo que se vê, não. Como se explica? Como todo nesta vida: TRATO DE FAVOR!
    E eu, como sócio, pergunto-me e pergunto-vos a todos os companheiros: Devemos tolerar isto dentro da Agal? É esta a Associação que queremos? Sou eu o único que lhe ferve o sangue? Sou eu o único que sente vergonha?
    Para os reintegracionistas de longa data, que nunca apoiasteis ou já deixasteis de apoiá-la, só tenho uma mensagem, como no seu dia lhe comentei em pessoa à honestíssima professora do Conservatório de Compostela: Se não há SÓCIOS, não há Agal. E se não há Agal, tampouco haverá Editorial Através, nem PGL, nem outros muitos recursos dos que dispõe a Agal. Recursos todos eles fundamentais para a pervivência do reintegracionismo. Por isso, e não por outra razão, apesar do meu descontente com o Conselho Reitor, continuo a ser sócio da Agal. E digo mais: ser reintegracionista e fazer uso regular dos nossos recursos e não colaborar com a Agal, tem um nome: INSOLARIEDADE! Percebeis?
    E para rematar, chegados a este ponto, não tenho mais remédio que desafiar (sim, desafiar) publicamente ao companheiro Valentim Fagim para que saia à palestra e nos explique a todos os sócios e demais leitores do PGL qual é a linha ou política editorial da Através. Só assim, em consequência, poderemos valorar em justiça os seus méritos. Atreverâ-se? Acho que não se atreverá. As palavras ditas em público e por escrito comprometem demasiado como para arriscar-se.

    • ernestovazquezsouza

      É a tua opinião… porém, acho que desconheces que a Através nasceu para publicar reintegratas, não para servir a AGAL. E o dia que só tenha de publicar a AGAL ou a sócios da AGAL, talvez não tenha de continuar existindo.

      Hoje algo mudaram as cousas, mas a Através (como o PGL) são espaços que apareceram por causa da Censura e da Exclusão brutal que em 2003, por causa da Reforminha (a reforma patada pelas Elites em 2003 da Norma ILG_RAG) e a claudicação da gente de mínimos, ficou sem qualquer espaço onde publicar, com as portas completamente fechadas… em toda a parte até (da noite para a manhã e com originais comprometidos) da ANT e de Laivento, espaços que até daquela, mais ou menos estavam entre-abertos.

      Isto obrigou a criar um projeto editorial para o pessoal, a Através… Mas nunca foi algo profissional. Mas há gente que leva metido nele muitas horas e esforço, e muita gente – não toda da AGAL – que tem colaborado de forma voluntária (corrigindo, traduzindo, anotando, avaliando manuscritos, sugerindo coleções, traduções, livros, autores com que contatar, gente que cedeu os direitos e benefícios de obras com bastante sucesso…).

      A Através tem funcionado bastante bem estes anos a partir destas humildes origens… que haveria que pensar em profissionalizar ou em converter num projeto exclusivo da AGAL?… sendo sérios, sim… mas não sei… não sei se funcionaria ou teria se ser outro projeto…

      • Arturo Novo

        Caro Ernesto, podes-lhe dar todas as voltas reviravoltas que tu consideres. Aqui há liberdade de expresão e todos temos direito a exercitá-la. Mas a objetividade é a objetividade, e os teus argumentos, sinto ter que dizê-lo, coxeam por todas partes.
        Eu, bem seguro, nem sou tão inteligente, nem muito menos tão culto com tu. Os meus razoamentos são simples, mas também evidentes. Portanto, que foi antes? O ovo ou a galinha? Noutras circunstâncias possivelmente seja difícil sabê-lo, mas nestas todos sabemos qual é a verdade. E a verdade é a que é, não a que a nos possamos inventar, dito seja com todos os respeitos do mundo. Como dizia, que foi antes? A Agal ou a Através? Sem a existência da Agal, é possível a existência da Editorial Através? Não necessitar dos recursos económicos da Agal, significa já ser um editorial independente? Quem rende contas a quem? A Através a Agal ou a Agal a Através? Porque, se como dizes tu e o companheiro Valentim, a Através é uma editorial independente da Agal, porque todos os anos lhe rende contas nas suas assembleias? Se a Através é uma editorial independente da Agal, de quem depende logo? Unicamente do companheiro Valentim Fagim? Se o companheiro Valentim é o único responsável, qual foi o processo para ele ocupar esse cargo? Se a Editorial Através é uma editorial independente, que pinta o companheiro Valentim ocupando um cargo dentro do Conselho Reitor da Agal? Em definitva, onde consta a independência da Editorial Através?

        • ernestovazquezsouza

          Eu vejo diferente… já o sabes…

          Mas para além de meter na mesma saca tudo assim em protesto… o que propões??

          Eu de ser ti, reunia alguns sócios/as, para apresentar um escrito ao Conselho para que se leve como ponto, à vindoura Assembleia as críticas e uma outra proposta a debate para a gestão da Através.

          E de sair, pois nada, a ver quem e como faz o trabalho… o trabalho… que as críticas não te preocupes que seguro que hão de chover.

          • Arturo Novo

            Assembleia, dizes? Por favor, às assembleias imos quatro gatos. Os críticos marcharam todos, e outros, polo que se vê, não querem nem entrar. Isso sim, alguns destes críticos ou críticas depois não têm o mais mínimo reparo em vir para publicar. Para publicar sempre há gente. Polo que eu tenho observado, os que assistem às assembleias não vão a questionar nada do que faça o Conselho, tanto dá que façam uma cousa como a contrária. Em parte é polo que tu comentas, a gente vive acomodada e não quer compromissos. Em parte é por isso, e a outra parte é porque desde o Conselho tampouco se lhe consulta o seu parecer sobre segundo que cousas. Ou tu achas que se lhe perguntou à gente como deve ser a política editorial da Através? Ou o seu parecer sobre o facto desse constante confraternizar com aqueles que nos têm marginalizado? Eu já lhe transmitim aos responsáveis, por escrito e por teléfono, o meu parecer sobre todas estas questões. E o resultado é cero pataqueiro. Como sei o que há, não vou queimar as minhas naves numa assembleia contra os quatro amigos deles. Se eles querem abrir o debate, então sim. Entanto enquanto não seja assim, como dizia o inefável José Maria Aznar, ladrarei polas esquinas. Embora tampouco descarto nenhuma possibilidade.