Novidade editorial: ‘A normalização linguística. Uma ilusão necessária’, de Mário Herrero Valeiro

Esta obra é continuação de 'Guerra de Grafias, Conflito de Elites'



Em 2011 Mário Herrero oferecia-nos Guerra de Grafias, Conflito de Elites, que repassava as políticas da língua que provocaram que a estratégia autonomista alcançasse o estatuto da oficialidade. Chega agora a outra parte da sua pesquisa, A Normalização Linguística. Uma Ilusão Necessária. Nesta obra, Herrero Valeiro fala-nos de uma ilusão necessária para nada mudar: a da normalização linguística. Assim o explica na contracapa do livro:

A normalização linguística, uma ilusão necessária (capa) - Mário HerreroA situação sociolinguística galega resulta do cruzamento de dous processos em aparência paradoxais: um antigo processo de substituição pelo castelhano das variedades galego-portuguesas faladas na Galiza, que se combina com um moderno processo de institucionalização de uma determinada norma do galego-português. Daí resulta um panorama em que a substituição das variedades faladas pode chegar a ficar simbolicamente oculta pela institucionalização de um código autorizado. Por outras palavras: na Galiza de hoje está em curso um terceiro processo, determinado ideologicamente, que estabelece a ocultação da substituição linguística através da propagação do discurso produzido pelas elites políticas que gerem o poder institucional e que se apoiam simbolicamente no saber gerado por setores das elites intelectuais e técnicas. Vivemos num mundo de ilusões. Tentemos desvendar alguma delas.

O autor

Mário Herrero Valeiro

Mário Herrero Valeiro

Mário J. Herrero Valeiro (Corunha, 1968). Licenciado em Filologia Hispánica pola Universidade de Santiago de Compostela e Doutor em Filologia Hispánica Universidade da Corunha, trabalha de tradutor. Para além de umha extensa obra sociolinguística em atas de congressos e seminários, é autor de vários livros de poemas, entre eles, Outra Vida. Ganhou em 2015 o Prémio literário Glória de Sant’Anna, ao melhor livro de Poesia em Língua Portuguesa. É membro da Academia Galega da Língua Portuguesa.

 

 


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  • Joám Lopes Facal

    O novo livro de Mário Herrero terá en mim um atento leitor dos mecanismos da gestom glotopolítica tam brilhantemente escrutados em “Guerrade grafias, conflito de elites”. Parabéns a Através Editora polo novo contributo à crítica cultural e a Mário Herrero pola perspicácia e a solidez da análise.

  • Ernesto V. Souza

    Ainda bem que nos ratos livres os autónomos podem produzir o que a Universidade abandonou…

  • Mário J. Herrero Valeiro

    Obrigado pola notícia. Queria apenas esclarecer que, na realidade, este livro não é continuação de Guerra de Grafias, mas Guerras de Grafias é continuação deste. As cousas como são.

    • Joám Lopes Facal

      Eu já o sabia mas os primórdios explicitam os resultados como a anatomia do macaco explica a do homem, se hemos de dar razom a Carlos Marx.

      • Mário J. Herrero Valeiro

        Essa foi boa, Joám!

      • madeiradeuz

        Excelente símile! 😀

        • Joám Lopes Facal

          Bom caros, a frase de Marx foi exactamente que a “anatomía do hombre é a chave para explicar a anatomía del mono”: as formaçons económicas precapitalistas se explicitam na sua forma mais desenvolvida, o capitalismo, etc.
          Afinal tanto tem, toda obra há de ser interpretada no seu contexto genético e o seu formato final pede o seu esboço preliminar, explicado por ele. Eu estou na fila

    • madeiradeuz

      Correto. Já no lançamento de Guerra de Grafias se indicava que o livro era, em verdade, segunda parte da tua tese. A redação mudou-se para colocar “a outra parte” em lugar de “segunda parte” 😉

  • Ângelo Cristóvão

    Parabéns, Mário. Vou ler com atenção.
    Lembro duas ideias relacionadas. Uma é de Josep Conill. Dizia ele que talvez deveria dizer-se “uma ilusão desnecessária”, em relação à normalización linguística. A segunda é de Lluís Aracil: Há livros que não existem mas podem ser lidos. É o que acontece à sociolinguística galega escrita com a ortografia internacionial. Não existe em termos institucionais. Contudo é o que permite entender o que se passa na Galiza com as línguas.

    • madeiradeuz

      Há qualquer cousa de religioso nisso da ilusão; afinal, resume-se na ‘crença’ e na ‘fé’ de determinados indivíduos… 😛

  • Ernesto V. Souza
  • http://www.isabelrei.com Isabel Rei Samartim

    Parabéns. Hei de ler. Bjs.

  • ranhadoiro

    outra leitura de muito proveito e prazerosa