ANG – Não à discriminação de reintegracionistas nas organizações políticas galegas

Iniciativa pública da Assembleia Nacional Galega feita pública estes dias a respeito da desigualdade de reintegracionistas em entidades políticas do país



A associação galeguista Assembleia Nacional Galega (ANG) dirige-se a todas as organizações políticas galegas e galeguistas (BNG, CxG, En Marea e Anova) para que contribuam de jeito decidido e imediato a acabar com a discriminação que sofre nelas e nas suas atividades o Reintegracionismo e também os filiados e filiadas que escrevem em Galego internacional.

Isso é especialmente chamativo e contraditório quando as principais figuras intelectuais do movimento galeguista, desde que começou no século XIX, defenderam que Galego e Português são a mesma língua e foram partidários da aproximação entre a Galiza e Portugal.

A ANG apela aos partidos políticos galegos para que:

  1. Galego escrito em norma reintegrada ou internacional tenha o tratamento de Galego e se comece a fazer uso do mesmo com normalidade na sua vida interna e nas suas atividades.

2. As pessoas filiadas que fazem uso habitual do Galego reintegrado não tenham que abandonar esta normativa para ocupar e desempenhar postos de direção ou com relevância social. Os filiados e filiadas reintegracionistas devem ser sempre respeitados e nunca ser marginalizados.

3. Neste 25 de julho, Dia Nacional da Galiza ou Dia da Pátria Galega, como exemplo de normalidade e de que estas boas práticas são assumidas, a ANG pede aos partidos políticos galegos que usem a ortografia internacional do Galego nos seus cartazes e nos seus comunicados oficiais.


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  • http://www.isabelrei.com Isabel Rei Samartim

    [email protected]
    Contudo, acho que deveriam exigir isso a todas as organizações políticas e não somente às galeguistas. Cousa diferente é o que essas organizações opinem sobre a exigência, mas ela deve ser dirigida a todas as que operem na Galiza sem distinção nem preferências.
    Além disso, acho que o texto deveria pôr no foco o problema real (a criminalização da opção gráfica) e não as pessoas (@s reintegracionistas). Porque qualquer militante, sem ser reintegracionista, pode empregar legitima e livremente o português nas suas comunicações, e ipso facto, acontecerá o mesmo que acontece quando o fazem @s reintegracionistas.

    • Manuel Miragaia Doldán

      Acho que o comunicado está dirigido especificamente aos partidos políticos galegos e galeguistas porque são os que usam sempre a língua galega como única língua na sua vida interna e atividades, e é muito contraditório que continuam a ver o Reintegracionismo como fora do Galeguismo, quando sempre estiveram intimamente unidos ao longo da nossa história. O Galego internacional fica sem ser uma opção possível nas comunicações oficiais e na propaganda dessas organizações políticas e se calhar um entrave no percurso político das pessoas a nível individual.

  • Ernesto V. Souza

    Sinceramente… é um manifesto, retórica, mensagem, destinatários, oportunidade… como doutra época… Estamos em modo 2020… não em modo 1990…

    • Manuel Miragaia Doldán

      E tão doutra época, como que a situação nos partidos chamados galeguistas e nacionalistas continua igual. Ainda não foram capazes de ver que o Reintegracionismo é consubstancial ao Galeguismo. Nenhum avanço houve neste assunto.

      • Ernesto V. Souza

        Já… pela minha parte nem gasto tempo em tratar de dialogar mais com eles… saúde…

        • Manuel Miragaia Doldán

          Tens infelizmente razão!

  • Manuel Miragaia Doldán

    Muito “espertos” e renovadores
    são os do BNG! Fazem muito caso das demandas sociais! Eis o cartaz do
    BNG para o 25 de Julho, como resposta, em galego-castelhano, que comentaria Ricardo
    Carvalho Calero se vivesse: https://www.facebook.com/…/a.14181…/2187328044650146/…