MUSICANDO CARVALHOCALERO2020

Julián González: “É umha mágoa que a gente use coloquialismos de latino-americana e nom os que temos aqui.”



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Jorge Rial

Esta semana ouvia-se na rádio galega o tema “A minha maçã”, no Musicando Carvalho Calero, (minuto 14:30) umha peça de base eletrónica do músico Julián González, que participa ponhendo ritmos eletrónicos ao poema do autor homenageado este ano com as Letras Galegas. Conhecido como “O portughês”, de 28 anos e natural de Caldas mas vizinho de Vigo, trabalha como eletricista industrial e fai música desde 2015. Julián reivindica o peso da “crítica social” nas suas letras e forma parte do coletivo musical Los Buenos.

Como vês o panorama musical galego?

Vejo-o bem, na vanguarda, ainda que faltam mais artistas femininas.

Por que te animas-te a participar no Musicando Carvalho Calero?

Apetecia-me dar-lhe umha cara nova, imaginei que haveria mais propostas de tipo bandas, e eu som mais de eletrónica, de trabalhar com o computador; apeteceu-me aportar esse ingrediente que faltava.

E que opinas de que lhe dedicassem o dia das Letras Galegas a este autor?

Parece-me bem, era umha pessoa que faltava. Ricardo Carvalho merece-o.

Sabes que Carvalho defendia umha grafia convergente com o português e nom a espanhola… Sabes que a AGAL defende umha soluçom binormativista para que se podam usar-se ambas grafias?

Sei, a mim parece-me bem, eu pessoalmente uso o galego que me deixarom os meus avós, e de fato aquí em Vigo som um estranho, mas essa alternativa também deveria ser respeitada. Parece-me importante que quem utilize o reintegracionismo também utilice um enfoque inovador.

De feito, na música que fago eu, os latino-americanos utilizam muito o dialeto, tenhem a sua rama. E nós aqui também temos a nossa, é umha mágoa que a gente use coloquialismos de latino-americana e nom os que temos aqui.

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Adri Lorenzo

Que potencial pensas que poderia haver de abrir a produçom musical galega cara os países lusófonos?

Muito, eu penso-o muito na minha música, Portugal em muitos aspetos representa-me. Penso que é umha oportunidade, mais o caso é que o tema soe pegadiço e se poda difundir.

Por que esse nome artístico?

Pois som de Vigo, é o que me chamam os meus amigos, ademais aqui também há muita emigraçom portuguesa e o meu pai tivo muita relaçom e amizades em Portugal, vai muito ali com o camiom e quedou-me o do Portughés por isso.


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