Jorge Longueira, do Projeto Estreleira: “A motivaçom deste ato é dar a conhecer a causa galega no país vizinho”



O Projeto Estreleira nasce há apenas um ano, mas neste tempo já se colárom milhares de estreleiras polas ruas, editou-se um mapa histórico e vários eventos fôrom desenvolvidos, com destaque da cadeia humana de Lugo e o passa-ruas com os escudos comarcãos na cidade de Ourense.
O próximo dia 3 de dezembro está convocado um novo evento, desta vez fora do país, na cidade do Porto. Falamos com Jorge Longueira sobre o projeto.

Como avalias o percurso até hoje?
Antes de nada queria agradecer a oportunidade e o interesse pola entrevista. Sim, apenas levamos um ano de andamento e avaliamos mui positivamente a nossa atividade. Um espaço que nasceu num começo simplesmente para “colar estreleiras” e divulgar a nossa história a partir de publicaçons nas redes das bandeiras da pátria converteu-se num agente mobilizador da causa galega. Em Lugo, na muralha de estreleiras, certificamos que o nacionalismo e independentismo galego pediam um espaço que convocara atos reivindicativos da nossa causa nacional e os nossos símbolos e nisso andamos atualmente, a pesar do nosso humilde espaço, criamos atos nos que precisávamos um grande investimento financeiro e logístico e com os seus erros e os seus acertos fôrom bem-sucedidos.

A convocatória que lançastes para o ato de irmanaçom no Porto é a vossa primeira atividade internacional. Por que no Porto?
Escolhemos Porto por ser a “capital do Norte” de Portugal. Este é o primeiro ato internacional, se entendemos como nacionais as fronteiras do Estado espanhol, mas Estreleira já participou em atos na Catalunha ou Euskal Herria. Desde o projeto entendíamos que era hora de fazer o primeiro evento do nacionalismo galego numha naçom vizinha como é a portuguesa e com a que compartilhamos partes da nossa história e umha língua comum.

A convocatória do 3 de dezembro no Porto é um ato de irmanaçom cujo objetivo é contribuir para reforçar os laços de todo tipo que unem a Galiza e Portugal.
De Estreleira achamos que é preciso esborralhar a fronteira física e mental na que Espanha tanto investiu para separar os nossos povos. Porém, este ato tem também uns objetivos políticos claros:

1) Pôr a questão galega no mapa; é dizer, colocar a causa galega no debate público, procurando a atenção ao respeito dos diferentes agentes e atores políticos, mediáticos, institucionais e sociais de Portugal.
2) Levantar uma corrente de simpatia a respeito da nossa causa e ajudar para reforçá-la e organizá-la.
3) Abrir uma linha ou possibilidade de ação e intervenção nacionalista e independentista em Portugal. De Estreleira, modestamente, abrimos o caminho com este ato.

A convocatória do 3 de dezembro no Porto é um ato de irmanaçom cujo objetivo é contribuir para reforçar os laços de todo tipo que unem a Galiza e Portugal.

Como estám a decorrer os preparativos? Qual é a expectativa?
As expectativas do ato som muito boas, a piques estamos de completar os autocarros que oferecemos de graça, além de multitude de grupos de pessoas que a pesar de existir o autocarro iram por sua conta a Porto. O vindouro 3 de dezembro será mais outro dia memorável a lembrar polo nacionalismo e independentismo galego. O 1ª ato do nacionalismo galego em Portugal. Agora estamos a tentar mobilizar à populaçom portuguesa, já que a motivaçom deste ato é dar a conhecer a causa galega no país vizinho, nom invadir Portugal de galegas (risos)

A legenda do evento “Portugal e Galiza nações irmãs” acompanha-se com a frase “traz um amigo também”, em alusom à música do Zeca Afonso. Queredes também reivindicar a figura do cantor português? Como avaliades a sua amizade com a Galiza?
A ideia é no ato de encerramento realizar atuaçons musicais na que nom faltará o Grândola Vila Morena e o Hino dos Pinos. A relaçom de Zeca Afonso com Galiza simboliza o que queremos chegar a construir entre Galiza e Portugal, umha relaçom de cooperaçom e admiraçom entre duas naçons vizinhas.

A ideia é no ato de encerramento realizar atuaçons musicais na que nom faltará o Grândola Vila Morena e o Hino dos Pinos. A relaçom de Zeca Afonso com Galiza simboliza o que queremos chegar a construir entre Galiza e Portugal, umha relaçom de cooperaçom e admiraçom entre duas naçons vizinhas.

Em relaçom com esta cidade, está a ser motivo de polémica as dificuldades que o governo do Estado em Madrid pom para a conexom ferroviária de Vigo a Tui, para poder continuar o caminho de ferro com o país vizinho. Iredes ter algumha posiçom reivindicativa a este respeito?
As problemáticas em relaçom com a conexom ferroviária é a história viva da humilhaçom de Espanha a Galiza como regiom subalterna do Estado. Desde Estreleira levaremos algo preparado, só vos podo dizer que venhades ao ato de Porto e o comprovedes.

Há mais algumha cousa que gostarias de acrescentar?
Gostaria de aproveitar o espaço que nos facilita o PGL para visibilizar que somos um espaço com poucos recursos financeiros e que precisamos de todas vos para poder autofinanciar o ato de Portugal, já que estamos a disponibilizar autocarros de graça para todas.
Para isso podedes colaborar de diferentes maneiras como mercar o nosso material, fazer doaçons ou colaboraçons que nos permitam seguir a realizar as atividades deste último ano.

 

 


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