O grande altar de Pérgamo: o alçar do Fénix



O grande Altar dedicado pelo Rei Eumenes II à honra dos deuses olímpicos Zeus e Atena Niképhoros é uma verdadeira joia da arte helenística. Construído na segunda metade do século II a.C, está representado no friso exterior a Gigantomaquia, e no friso interior, a vida do Rei Télefo. Trata-se duma arquitetura de estilo jônico, que insere nela o estilo escultórico caraterístico de Pérgamo. A obra é um Altar erigido como uma arquitetura religiosa, enquanto a escultura se define como uma escultura arquitetónica. Mas se é desconhecida a autoria do Altar, tal como do friso interior, no entanto o friso exterior está assinado por Dionisiades, Melanipo, Theorretos, Menecrates e Orestes. Nomes que acompanham cada trabalho escultórico.

1º. Mapa da Acrópole da cidade de Pérgamo.

1º. Mapa da Acrópole da cidade de Pérgamo.

Esta obra foi construída durante o reinado de Eumenes II (197 a.C-159 a.C), monarca do Reino de Pérgamo. O friso da Gigantomaquia foi esculpido a partir de 180 a.C até 160 a.C, enquanto o do Rei Télefo data do 160 a.C. Cinzelados em mármore, o friso da Gigantomaquia trata dum alto-relevo de 2,30 metros de altura, tendo um comprimento de 113 metros que rodeiam o Altar. (O comprimento atual reconstruído do Altar é de 28,70 metros). Por contraposição, o friso do Rei Télefos é um alto-relevo duma altura de 1,58 metros, com um comprimento reconstruída do friso de 58 metros. Por todos os seus elementos o Altar constitui uma rendida homenagem à cultura grega desde o início dos seus tempos, à glória da dinastia Atálida e igualmente ao novo espírito da Hélade: o Helenismo.

O Altar dedicado ao Crónida e a sua filha é levantado na Acrópole da cidade de Pérgamo. A disposição é digna dum monarca que desce do nome de Alexandre o Grande (356 a.C-323 a.C). O fundador da dinastia Atálida é o governador Philetaeros (343 a.C-263 a.C, governo 301 a.C-263 a.C). Oficial do exército de Lisímaco de Trácia, um dos generais e sucessores do Grande Alexandre, é nomeado governador da cidade de Pérgamo em 301 a.C, após a morte do Rei Antígono I na Batalha de Ipso esse mesmo ano em Frígia. Na cidade de Pérgamo, o Rei Lisímaco tinha guardado um pecúlio de nove mil talentos, pelo qual o oficial protegeu tanto a cidade como a sua fortuna.

O oficial reconhece a soberania do Rei Lisímaco até que, em 282 a.C, retira o seu apoio ao Rei pela instabilidade do seu governo no Reino da Trácia e Ásia Menor. Devido ao confronto entre o Rei Lisímaco e Rei Seleuco I Nicátor, fundador da dinastia Selêucida e monarca do Imperio Selêucida, Philetaeros respalda o Rei Seleuco tanto com a força económica quanto a estratégica de Pérgamo. O Rei Lisímaco morre na Batalha de Corupédio em 281 a.C derrotado pelo Rei Seleuco, embora o Rei Seleuco morra pouco tempo depois no enfrentamento com Ptolemeu Cerauno, Rei de Macedônia.

2o-xigante

2º. Gigante da esfera dos Gêmeos

Após a morte do Rei Seleuco em 281 a.C e a desaparição dos controlos de diferentes monarcas sobre esse territorio, Pérgamo nem só assenta a sua independência mas é que aumenta o seu poder e riqueza. Devido à sua condição como eunuco, o governante Philetaeros não tem filhos. Por este motivo à sua morte em 263 a.C o governo é transferido ao seu sobrinho Eumenes I. Toda a família conta com uma alta estima, poder e prestígio, sustentado pelas boas políticas de Philetaeros. A data do começo do governo de Philetaeros é considerado o começo da dinastia Atálida no Reino de Pérgamo, que seria consolidada pelos seus descendentes e atingiria dous momentos de esplendor em toda a sua história: o reinado de Átalo I Sóter (269 a.C-197 a.C, reinado 241 a.C-197 a.C) e o reinado de Eumenes II (221 a.C-159 a.C, reinado 197 a.C-159 a.C), filho do Rei Átalo I Sóter e a Rainha Apolonis.

Ao fío deste contexto o Altar transfere um paralelismo entre as lendárias vitórias gregas nas Guerras Médicas (492-478 a.C) que dão fruto à construção do Templo da deusa Atena Partenos (447 a.C-432 a.C) na Acrópole de Atenas, e as vitórias dos Atálidas nas batalhas coetâneas, das que nasce o Altar de Pérgamo. Na representação da Gigantomaquia os deuses, garantes de uma ordem justa da qual o deus Zeus é soberano e autoridade, enfrentam-se aos Gigantes. No Altar, os deuses do Olimpo estão localizados no lado Leste, no Sul ficam os deuses da luz e o dia; no Norte as forças da guerra e o Destino e finalmente, no oeste o ciclo de Dioniso e as deidades marinhas. Todos eles estão de cara aos Gigantes, filhos da Terra, como símbolos das forças da Natureza engendradoras do Caos.

3o-centauro-e-lapita

3º. Luta entre Centauro e Lapita. Metopa nº 32.

A relevância do deus Zeus e a deusa Atena é salientada pela sua situação no friso. Trata-se das primeiras figuras que aparecem nos olhos do espectador ao entrar no recinto do Altar. A eleição do tema da Gigantomaquia deve-se a que este conflito surge com o ascenso de Zeus como a figura que estabelece a organização do Cosmos. É, junto com a Titanomaquia e Tifonomaquia, uma das mais conhecidas lutas do deus. Nela, os deuses conheciam a condição de que para que eles alcançarem a vitória era preciso lutarem contra um mortal. Por este motivo o deus Zeus tinha enviado a deusa Atena para se unir a eles o semideus e herói Héracles, como, com efeito, acontece. O Altar honra ao deus Zeus como máximo distribuidor de luz e ordem, mas também a deusa Atena como protetora e divindade de grande poder.

Na luta de ambos os deuses mexendo-se entre a terra e o céu, vê-se o deus Zeus a ponto de lançar os seus lôstregos aos gigantes. Ao seu lado a deusa Aten vem de vencer ao gigante Alcioneu. A composição desta visão está inspirada no conjunto das esculturas da deusa Atena e o deus Posidão, cinzeladas para o frontão ocidental do Templo de Atena Partenos. Ambas figuras na luta pelo domínio da Ática inscrevem um V, composição que se leva ao friso do deus Zeus e a deusa Atena no Altar. Trata-se duma das referências à obra escultórica do Templo da Partenos, assim como da escultura clássica grega do século V a.C. Referências que estão igualmente presentes em diversas figuras do friso pergaménico. O rosto dum gigante lutando contra um deus, amostra a influência da Métopa número 32 do Partenão. O gigante apresenta a mesma expressividade facial do que o Centauro que luta contra o Lapita. Uma imagem que a sua vez é uma reminiscência na figura do Centauro ao Posidão (460 a.C) do Artemision, do primeiro estilo clássico, e no Lapita ao Harmódios (Grupo dos Tiranicidas) (470 a.C) da réplica de Critios e Nesiotes dun original do escultor Antenor.

4o-moira

4º. Uma das três Moiras -as ctónicas Cloto, Láquesis e Átropos- lançando uma ânfora repleta de ofídios aos gigantes Ágrio e Toante.

Outra das grandes referências ao estilo escultórico deste templo é o alto-relevo duma das Moiras do Altar. Está situada no friso correspondente às forças do Destino. O seu esplêndido vestido alude ao conceito estilístico do escultor Fídias. Dele é a sua direção no tratamento do drapeado (ou dos Panos Molhados) do vestuário das deusas Ártemis e Afrodite, dispostas no frontão oriental do Partenão. Uma estética das vestes que se vê na forma de modelar a queda e o movimento da túnica da divindade no friso do Altar. Mas destaca de igual maneira o rosto da Moira, na que a charis fidíaca das suas feições revela a influência dos rostos dos Olímpicos nos frisos partenóicos.

A consolidação dos laços entre as cidades de Atenas e Pérgamo culmina com a colocação da réplica da escultura da deusa Atena Partenos em Pérgamo. Está posta, com exatidão, frente ao Templo desta deidade, situado na Acrópole. Trata-se duma versão da escultura criselefantina realizada pelo escultor Fídias entre 447 e 438 a.C, instalada no interior do Partenão. E esta amostra da continuação do estilo grego é uma declaração de afinidade à cultura helénica. Isto transforma Pérgamo, com a deusa Atena como protetora, no motor da cultura e inteletualidade herdeira de Atenas, celebrada como a cidade da deusa. É significativo que uma das maiores contribuições do Rei Eumenes II, junto com a construção do grande Altar, é a fundação da Biblioteca de Pérgamo. A Biblioteca é vista como a guarda da cultura e a personalidade grega; nela estão as ideias, as imagens e as obras de autores gregos. É onde vive o pensamento grego ao que os Atálidas se consagram, tanto para conservá-lo quanto para sustê-lo, para que seja estudado e divulgado.

5º. A deusa Ártemis e a deusa Afrodita, quem observa a imersão nas ondas dos oceanos do carro da deusa Sémele.

5º. A deusa Ártemis e a deusa Afrodita, quem observa a imersão nas ondas dos oceanos do carro da deusa Sémele.

É nesta cidade de intenso clima de estudo, só comparável ao de Alexandria no Reino de Egito, onde é possível que surja uma obra como esta. A presença das quatro gerações de deuses, assim como as ações do deus Zeus como garante da organização do Cosmos, descem dos versos da Teogonia (circa VIII-VII a.C) de Hesíodo. A autoridade e poderes da deusa Atena, a vez, estão apontados em vários autores; a sua brilhante posição como filha do Tonante e o seu exercício na guerra está iindicada nas Olímpicas (VII) de Píndaro (518 a.C-438 a.C). Como deidade da inteligência é inspiradora da ordem no exército e a estratégia no campo de batalha, sendo aliada e protetora com as cidades, outorgando as vitórias. Isto provém dos Hinos homéricos XI, a Atena 1-4 (século VII a.C). Mas a influência da deusa também se estende no seu cometido como civilizadora, pois é impulsionadora do trabalho. Responde às forças destrutivas com objetos, trabalhos e ações que dão uma resposta positiva e uma saída construtiva às mesmas. É por tanto defensora das artes, a dança, a literatura, a filosofia e a música, o qual é cantado nos versos das Píticas (XII) de Píndaro. O friso exterior do Altar desprende toda a sabedoria que abriga a Biblioteca, mas igualmente influi no conceito do friso interior dedicado ao Rei Télefo.

O grande Altar é uma construção de estilo jônico; uma das características da ordem jônica é que o friso se dispõe entre a primeira platibanda e a cornija. No entanto, de forma inovadora no Altar, o friso está situado, não no entablamento, mas entre a estereóbata da colunata e o chão. O friso da Gigantomaquia ocupa todo este espaço, que é aberto ao público. As figuras do alto-relevo são identificadas mediante uma placa disposta na cornija do friso. Assim, a obra tem um sentido nem só religioso mas também didático. De caráter distinto é o friso do Rei Télefo, situado no interior do Altar. Trata-se dum friso que respeita a disposição da ordem jônica e de forma diferente à do friso exterior, não conta com nomes que permitam reconhecer as figuras. O aceso ao interior do Altar é possível aos sacerdotes, aos monarcas Atálidas que tinham assistido às cerimónias e a monarcas que tinham vindo à cidade de Pérgamo, restringindo a presença de mais público.

6º. O semideus Héracles vê a sacerdotisa Auge, do friso do Rei Télefo.

6º. O semideus Héracles vê a sacerdotisa Auge, do friso do Rei Télefo.

Sobre a estrita singeleza arquitetónica está disposto o friso do Rei Télefo, honrando as raízes da dinastia Atálida. O Rei Télefo, filho da Princesa Auge e do semideus Héracles, tinha participado na Guerra de Tróia e como monarca do Reino de Mísia, fundou a cidade de Pérgamo. As cenas em meio-relevo têm construção escultórica sólida mas desprendem uma sutil plástica. Nela é visível uma rica paisagem a diferença da estética formosa e selvagem da Gigantomaquia, desenhada numa medida que a faz identificável, gráfica e reconhecível de longe. A escolha da história do Rei Télefo faz-se com cuidado, pois a sua inclusão identifica os monarcas Atálidas como os seus herdeiros. São os protetores da sua cidade e do seu Reino, e portanto, a sua elevação como governantes é consolidada e protegida pelos deuses que asseguram as suas vitórias, as suas vidas e a sua sobrevivência. Eumenes II não só evoca assim as vitórias do seu pai, o Rei Átalo I Sóter, mas também estima as origens da dinastia à que pertence aludindo os sucessos do seu avô Eumenes I e o espírito sagaz do seu bisavô e tio, o governante Philetaeros.

Este gesto de inter-relacionar e honra no que diz respeito dos primeiros Reis pode-se observar igualmente em outras monarquias helenísticas, como na dinastia Ptolemaica. Em Egito a Raínha Cleópatra VII (69 a.C-30 a.C), cresce tendo como modelos o governo dos Reis Ptolemeu I Sóter e Ptolemeu II Filadelfo. E revela a sua conciência da herdança das primeiras raínhas da sua linhagem incluindo a dupla cornucópia que identifica a Raínha Arsínoe II (316 a.C-270 a.C) como a “Dama da Abundância”. Também adota títulos que vão levar as damas ptolemaicas, pois numa grande moeda de prata de 34 a.C é chamada Thea Notera, emulando de forma deliberada à Raínha Cleópatra Thea (164 a.C-121 a.C), governante do Império Selêucida. Neste aspecto o friso que representa o Rei Télefo é uma linguagem visual que outros monarcas podem compreender. E que iguala a dinastia Atálida com outras casas governantes.

7º. Braço lateral direito do grande Altar de Pérgamo.

7º. Braço lateral direito do grande Altar de Pérgamo.

O grande Altar de Pérgamo é ao mesmo tempo continuação e inovação na arquitetura grega. Segue as normas próprias desta arquitetura ao ser toda a construção uma fachada, tendo o seu interior uma menor presença. Mas não é uma arquitetura religiosa convencional, pois é que se trata dum Altar -um elemento próprio do interior dos templos- elevado o nível duma tipologia arquitetónica. Outro elemento notável é o emprego da ordem jônica num templo dedicado ao deus Zeus e a deusa Atena. Devido ao caráter de ambas as divindades, a ordem habitual empregada para construções na sua honra é a dórica. Mas na colunata é disposta a ordem jônica, caraterística da refinada Lídia e que desprende por todo o Altar a súa abrosýna. Trata-se duma eleição que ao mesmo tempo não soma outros elementos tectónicos, o que faz do Altar uma construção de referências essencialmente gregas, distinguindo-se da arquitetura propiciada, por exemplo, pelos monarcas Selêucidas. Esta obra é o coração do Pergamonmuseum, situado na Ilha dos Museus, em Berlim.

Imagens de Iria-Friné Rivera Vázquez.

1º. Mapa da Acrópole da cidade de Pérgamo. Nele está recolhida a entrada da alta Acrópole na ágora, o caminho que conduz ao grande Altar, o lugar do cerimonioso Templo da deusa Atena e junto a ele, as portas do Teatro e a receção a Biblioteca. O conjunto apela à sensibilidade e inteligência do ser humano. Como pronunciou Tucídides: “Amamos a beleza, mas não somos dissolutos; amamos a sabedoría, mas não somos irresolutos” (II, 40).

2º. Gigante da esfera dos Gêmeos; o gigante trava a Cástor, que é auxiliado pelo seu irmão Pólux. Os Dióscuros dirigem-se pelo lado norte do friso do grande altar de Pérgamo. 180 a.C-160 a.C. Artista: Escola de Pérgamo. Lado norte do friso, dedicado as forças da guerra e o Destino. Neste detalhe do rosto vê-se o espanto e a raiva interpretada com uma expressão facial no que ressaltam con claridade os dentes do Gigante. Berlim, Staatliche Museen zu Berlin – Preußischer Kulturbesitz, Antikensammlung, Pergamonmuseum.

3º. Luta entre Centauro e Lapita. Metopa nº 32. 440 a.C. O nome do artista não é conhecido, mas faz parte dos escultores integrados nos grupos dirigidos pelo artista Fídias. Friso da Centauromaquia. Lado meridional do Templo da deusa Atena Partenos, na Acrópole de Atenas. Metopa realizada em mármore. Medidas: 120 cm x 35 cm. British Museum, Londres.

4º. Uma das três Moiras -as ctónicas Cloto, Láquesis e Átropos- lançando uma ânfora repleta de ofídios aos gigantes Ágrio e Toante. 180 a.C-160 a.C. Artista: Escola de Pérgamo. Lado norte do friso, dedicado as forças da guerra e o Destino. Berlín, Staatliche Museen zu Berlin – Preußischer Kulturbesitz, Antikensammlung, Pergamonmuseum.

5º. A deusa Ártemis e a deusa Afrodita, quem observa a imersão nas ondas dos oceanos do carro da deusa Sémele. 435 a.C. Direção, conceito e estilo de Fídias. Frontão do nascimento da deusa Atena da cabeça do deus Zeus em presença do deus Hefesto. Lado este do Templo da deusa Atena Partenos, na Acrópole de Atenas. Realizadas em mármore. British Museum, Londres.

6º. O semideus Héracles vê a sacerdotisa Auge, do friso do Rei Télefo. 160 a.C. É notável a representação da figura entre as verdes frondosidades de Arcádia. Artista: Escola de Pérgamo. Berlín, Staatliche Museen zu Berlin – Preußischer Kulturbesitz, Antikensammlung, Pergamonmuseum.

7º. Braço lateral direito do grande Altar de Pérgamo. 180 a.C-160 a.C. Arquiteto não conhecido. Artista: Escola de Pérgamo. O seu aspecto diáfano deve-se ao emprego de elementos arquitetónicos essenciais mas dispostos em grande escala. No friso, correspondente ao lado oeste, está manifestado o ciclo do deus Dioniso quem aparece na parte esquerda acompanhado dum sátiro. Berlím, Staatliche Museen zu Berlin – Preußischer Kulturbesitz, Antikensammlung, Pergamonmuseum.

Iria-Friné Rivera Vázquez

Iria-Friné Rivera Vázquez

Historiadora da Arte, fotógrafa e divulgadora.
Iria-Friné Rivera Vázquez

Latest posts by Iria-Friné Rivera Vázquez (see all)


PUBLICIDADE

  • abanhos

    Quando se visita o Pergamon museum em Berlim, um sente a emoção que a Íria desenvolve tão bem no seu belo texto.
    Aguardo ler muita mais cousa dela no PGL