Gal Costa, outra grande cantora do Brasil muito premiada



gal-costa-foto-0Dentro da nossa série de artigos de “As Aulas no Cinema” estamos a dedicar vários depoimentos àquelas mulheres que no mundo lusófono destacaram em alguns campos da cultura, da ciência e do ensino. Por isso, dentro da que estou a dedicar às mais importantes personalidades da Lusofonia, onde a nossa língua internacional tem uma presença destacada, e, por sorte, está presente em mais de doze países, sendo oficial em oito, dedico o presente depoimento, que faz o número 144 da série geral que iniciei com Sócrates, a outra magnífica compositora, multi-instrumentista e cantora do Brasil, conhecida como Gal Costa, nascida em 1945 em Salvador de Bahia. Com este depoimento, a ela dedicado, completo o número trinta e dous da série lusófona.

PEQUENA BIOGRAFIA

A brasileira Dilva Frazão escreveu no seu dia uma muito interessante biografia da cantora, que a seguir tenho por bem reproduzir. Segundo ela, Gal Costa (1945) é uma cantora brasileira, das mais bonitas e ousadas vozes da Música Popular Brasileira.

Maria das Graças Penna Burgos, conhecida como Gal Costa, nasceu em Salvador de Bahia, no dia 26 de setembro de 1945. Filha de Arnaldo Burgos e Mariah Costa Penna ficou órfã de pai com 14 anos de idade. Trabalhou como balconista de uma loja de discos em Salvador. Em 1963 conheceu a Caetano Veloso, apresentada por Dedé Gadelha, sua vizinha e amiga e futura esposa do cantor. Em 1964 participou do show “Nós, Por Exemplo”, ao lado de Caetano, Gilberto Gil, Bethânia e Tom Zé, na inauguração do Teatro Vila Velha, em Salvador. Em 1965, mudou-se para o Rio de Janeiro e lançou o seu primeiro disco, gravado ao lado de Caetano Veloso, um compacto com as músicas “Sim, Foi Você”, de Caetano e “Eu Vim da Bahia” de Gilberto Gil. Em 1966 participou do Iº Festival Internacional da Canção com a música “Minha Senhora” de Gilberto Gil e Torquato Neto.

Em sua fase “tropicalista”, que absorveu influências do canto rasgado de Janis Joplin e da “psicodelia” de Jimi Hendrix, lançou seu primeiro disco solo “Gal Costa” (1969), com as músicas “Baby”, “Divino Maravilhoso”, “Que Pena” e “Não Identificado”, que alcançaram grande sucesso. Em 1971 lançou “Fa-Tal: Gal a Todo Vapor”, gravado ao vivo, que serviu para carregar a bandeira do Tropicalismo, enquanto seus dois principais compositores, Caetano e Gil, estavam no exílio. O disco traz grandes sucessos, entre eles: “Chuva Suor e Cerveja”, “Como 2 e 2” e “Pérola Negra”. Em 1975 grava a música de abertura da novela Gabriela, a canção “Modinha para Gabriela”, de Dorival Caymmi, que faz grande sucesso.

Em sua fase “tropicalista”, que absorveu influências do canto rasgado de Janis Joplin e da “psicodelia” de Jimi Hendrix, lançou seu primeiro disco solo “Gal Costa” (1969), com as músicas “Baby”, “Divino Maravilhoso”, “Que Pena” e “Não Identificado“, que alcançaram grande sucesso.

Em 1979, Gal Costa se distancia do repertório roqueiro e se consagra como a intérprete de MPB e lança “Gal Tropical” onde cantou alguns de seus maiores sucessos como “Balancê”, “Força Estranha”, “Índia” e “Meu Nome é Gal”. Em 1980 Gal lançou “Aquarela do Brasil”, onde reuniu músicas de Ary Barroso, entre elas: “Aquarela do Brasil”, “É Luxo Só”, “Na Baixa do Sapateiro”, “Camisa Amarela” e “No Tabuleiro da Baiana”.
A aclamação popular de Gal Costa, que já havia se desenhado nos sucessos “Festa do Interior”, “Meu Bem Meu Mal” e “Açaí”, do disco “Fantasia” (1981) vai se consolidar com o disco “Bem Bom”, de 1985, o mais vendido da cantora, com um balanço vanguardista de Arrigo Barnabé (a faixa-título) e da dupla, Michael Sullivan e Paulo Massadas, com a música “Um Dia de Domingo”, em dueto com Tim Maia.
A partir da segunda metade dos anos 1990, Gal Costa passou a reler suas antigas gravações. Em 2001, foi incluída no Hall of Fame do Carnegie Hall, sendo a única cantora brasileira a entrar no Hall, após participar do show “40 anos de Bossa Nova”, em homenagem a Tom Jobim. Em 2005 lançou o álbum “Hoje”.
gal-costa-foto-de-jovem-1Em 2011, Gal Costa lançou o álbum “Recanto”, concebido e composto por Caetano Veloso, o disco tirou a cantora de um autoexílio fonográfico de seis anos. Em 2015, Gal Costa lançou “Estratosférica”, em três formatos: LP, CD e download. O repertório reúne as músicas “Sem Medo, Nem Esperança”, “Casca”, “Anuviar”, “Ecstasy” e “Dez Anjos”, entre outras.

Sobre esta magnífica cantora brasileira existem muitas informações, páginas e depoimentos na internet de Brasil. Fiz uma escolha das ligações mais importantes que podemos consultar e ler:
1. Biografias
a. Na wikipedia
b. Na enciclopedia Itaú Cultural
c. No dicionário da Música Popular Brasileira
d. Na CMTV da Argentina
e. Em Memórias da Ditadura
f. No próprio site de Gal Costa
g. No periódico El País.

2. Discografia

3. Filmografia

FICHAS DOS DOCUMENTÁRIOS

0. Gal Costa: Acústico.
Duração: 65 minutos. Ano: 1997 (vídeo de 2014).

1. Entrevista à cantora Gal Costa.
Duração: 52 minutos. Ano 2017.
Entrevistadora: Fena Della Maggiora (de Argentina). Para o “Canal Encuentro”.

2. Gal Costa: O que é que há.
Duração: 5 minutos. Ano 2019.

3. Gal Costa: Chuva de prata.
Duração: 4 minutos. Ano 2019.

 

4. Sublime Gal Costa.
Duração: 5 minutos. Ano 2018.

5. Gal Costa: Motor.
Duração: 5 minutos. Ano 2019.

6. Gal Costa: Força estranha.
Duração: 4 minutos. Ano 2010.

7. O Nome Dela é Gal.
Documentário em 4 episódios realizado em 2017.
Entre as novas produções anunciadas pela HBO, está o documentário no formato de série, O Nome Dela é Gal, que foi exibido com exclusividade nos canais da HBO/MAX. Trata-se de uma biografia em quatro episódios da cantora baiana, que João Gilberto definiu como “a maior cantora do Brasil”. A série conta a sua vida e carreira, desde o seu humilde início cantando nas ruas de Salvador, onde ficou amiga de muitos artistas que se tornariam outros grandes nomes da música brasileira nas décadas seguintes, à trajetória nas praias do Rio de Janeiro e nas ruas de São Paulo, até a sua transformação em um ícone da música e da cultura. A produção contou com depoimentos de vários amigos de Gal Costa, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Nelson Motta e Tom Zé.

A carreira, obra, personalidade e música de Gal Costa são temas desta série documental O Nome Dela é Gal, que se estreou em 11 de junho de 2017 com exclusividade no canal HBO. Ícone do Tropicalismo, a artista tem sua vida retratada em quatro episódios, compostos por entrevistas, imagens de época e depoimentos de músicos como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Tom Zé. Com duração de uma hora cada episódio, a série produzida pela Popcon foi ao ar às 22h dos domingos.
A trajetória de Gal, definida por João Gilberto como “a maior cantora do Brasil”, é detalhada desde o humilde início cantando nas ruas de Salvador, onde ficou amiga de muitos artistas que seriam grandes nomes da música brasileira nas décadas seguintes, até a sua transformação em um ícone da música e da cultura.
O primeiro episódio, “De Maria da Graça a Gal”, conta como a menina Maria da Graça conhece em Salvador as amigas Dedé e Sandra e os parceiros musicais Caetano e Gil. Junto com Maria Bethânia, formou-se a turma que definiu a trajetória artística daquela que passou a se chamar Gal. Com Caetano, a garota dividia a admiração irrestrita por João Gilberto.
No segundo episódio, “Dos Festivais às Dunas da Gal”, antes de entrar no palco para defender “Divino Maravilhoso” no Festival da Record de 1968, Gal pediu que Gil fizesse um arranjo diferente da música. Foi assim que a adolescente que cantava Bossa Nova saiu do palco como a mulher tropicalista. Caetano, Gil, Dedé e Sandra partiram para o exílio. Gal permaneceu no Brasil e ampliou suas parcerias: Wally Salomão, Jards Macalé e Luiz Melodia. Em plena ditadura militar, o espaço mais conhecido da contracultura no Rio de Janeiro, um pedaço da praia de Ipanema, ficou conhecido como Dunas da Gal.
Da Contracultura ao Pop”, o terceiro episódio, revela o sonho que Maria Bethânia teve em 1976, em que a turma de Salvador se reunia novamente para criar os “Doces Bárbaros”. Foi um momento único de retomada coletiva do espírito da contracultura. Passado esse momento, Gal seguiu o caminho da estética pop, que lhe permitiu alcançar um público de dimensão antes impensável. A artista decidiu dar um tempo para fazer uma coisa nova.
O último episódio da série, “Do Futuro ao Presente”, apresenta a relação da Gal com seu filho e o momento atual da carreira da cantora, em meio aos bastidores do show “Estratosférica”, de 2015, em que Gal comemorou os 50 anos de sua carreira.
O Nome Dela é Gal está produzida por Roberto Rios, Maria Angela de Jesus, Paula Belchior e Patricia Carvalho, da HBO Latin America Originals, e Tatiana Quintela, da Popcon, com recursos da Condecine – Artigo 39. A série foi dirigida por Dandara Ferreira e distribuída com exclusividade pela HBOLatin America.

DISCOGRAFIA BÁSICA de GAL COSTA

A. Álbuns de estudo

Domingo (1967), com Caetano Veloso.gal-costa-capa-cd-3
Tropicalia (1968), com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé.
Gal Costa (1969).
Gal (1969).
Legal (1970).
Índia (1973).
Cantar (1974).
Gal canta Caymmi (1976).
Caras e Bocas (1977).
Água Viva (1978).
Gal Tropical (1979).
Aquarela do Brasil (1980).
Fantasia (1981).
Minha Voz (1982).
Baby Gal (1983).
Profana (1984).
Bem Bom (1985).
Lua de Mel como o Diabo gosta (1987).
Plural (1990).
Gal (1992).
O Sorriso do Gato de Alice (1993).gal-costa-capa-cd-0
Mina d´Água do Meu Canto (1995).
Aquele Frevo Axé (1998).
Gal de Tantos Amores (2001).
Bossa Tropical (2002).
Todas as Coisas e Eu (2003).
Hoje (2005).
Recanto (2011).
Estratosférica (2015).
A Pele do Futuro (2018).

B. Álbuns ao vivo

Fa-Tal – Gal a Todo Vapor (1971).
Temporada de Verão (1974), com Caetano Veloso e Gilberto Gil.
Doces Bárbaros (1976), com Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia.
Acústico MTV (1997).gal-costa-capa-cd-5
Gal Costa Canta Tom Jobim (1999).
Ao Vivo (2006).
Live at the Blue Note (2006).
Recanto ao Vivo (2013).
Live in London 71 (2014), com Gilberto Gil.
Estratosférica ao Vivo (2017).
Trinca de Ases (2018), com Gilberto Gil e Nando Reis.

ENTREVISTA A GAL COSTA

Com motivo do lançamento de um novo disco, intitulado “A Pele do Futuro”, a jornalista Marina Caruso publicou em O Globo o dia 17 de junho de 2018 a seguinte entrevista: 4 perguntas para Gal Costa
Às vésperas de completar 73 anos e lançar seu 40º álbum, uma das maiores cantoras do Brasil fala à coluna sobre o novo trabalho, a passagem do tempo e um “tesão enorme”.

O nome do álbum, “A pele do futuro”, nasceu de “Viagem passageira”, canção que Gilberto Gil fez para você. Como foi?

É uma canção filosófica, feita por Gil depois que lhe dei o “Livro de Urântia” de presente. A obra fala de Deus como uma energia que organiza os seres em várias direções. Fala de fé, de vida após a morte e da pele que é do passado, do presente e do futuro…

Você completa 73 anos na mesma semana em que lança o 40º álbum. O que sente? Como vê o tempo passar?
Eu não tenho na cabeça a mesma idade que tenho no papel. Nunca imaginei que aos 72 anos sentiria esse tesão enorme. Faço as coisas com o maior prazer. Estou em plena atividade, numa felicidade que você não imagina. Tenho que tomar cuidado, fazer exercícios, senão esqueço a idade que tenho.

gal-costa-foto-com-seu-filhoO disco tem inéditas de compositores que vão do tremendão Erasmo Carlos à sertaneja Marília Mendonça. Qual é a pegada do álbum?
Tem uma levada dance. Gabriel, meu filho de 13 anos, está todo metidinho, entrando na adolescência, ouvindo Earth, Wind & Fire. Outro dia entrou no meu quarto e disse: “Mamãe, conhece essa?” Era “I will survive”, da Gloria Gaynor. Pensei: “É isso. Quero Marília Mendonça compondo uma música assim, alegre, apesar da letra triste”. Ela faz música que nem chuchu na serra.

Como é ser mãe de adolescente? Que tipo de adolescente você foi?
Gabriel está entrando na fase de hormônios e pêlos agora. Está tranquilo. Eu era uma adolescente fácil. Fui uma criança madura e hoje sou uma adulta infantil (risos).

LETRAS DE ALGUMAS DAS SUAS CANÇÕES

a. Chuva de prata

Se tem luar no céu
Retira o véu e faz chover sobre o nosso amor
Chuva de prata que cai sem parar
Quase me mata de tanto esperar
Um beijo molhado de luz
Sela o nosso amor.
Basta um pouquinho de mel pra adoçar
Deixa cair o seu véu sobre nós
Oh, lua bonita no céu
Molha o nosso amor.
Toda vez que o amor disser “vem comigo”
Vai sem medo de se arrepender
Você deve acreditar no que é lindo
Pode ir fundo!
Isso é que é viver!
Cola seu rosto no meu, vem dançar
Pinga seu nome no breu pra ficar
Enquanto se esquece de mim
Lembra da canção.
Toda vez que o amor disser “vem comigo”
Vai sem medo de se arrepender
Você deve acreditar no que eu digo
Pode ir fundo!
Isso é que é viver!
Chuva de prata que cai sem parar
Quase me mata de tanto esperar
Um beijo molhado de luz
Sela nosso amor
Enquanto se esquece de mim
Lembra da canção
Oh, lua bonita no céu
Molha o nosso amor.

b. Aquarela do Brasil
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Brasil, meu Brasil brasileiro
Meu mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos.
O Brasil, samba que dá
Bamboleio que faz gingar
O Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil pra mim
Pra mim, pra mim.
Ah! Abre a cortina do passado
Tira a mãe preta do cerrado
Bota o rei congo no congado
Brasil, pra mim.
Deixa cantar de novo o trovador
A merencória luz da lua
Toda canção do meu amor
Quero ver essa dona caminhando
Pelos salões arrastando
O seu vestido rendado.
Brasil pra mim
Pra mim, pra mim!
Brasil, terra boa e gostosa
Da morena sestrosa
De olhar indiscreto
O Brasil samba que dá
Bamboleio que faz gingar
O Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil pra mim
Pra mim, pra mim!
Oh, esse coqueiro que dá coco
Onde eu amarro a minha rede
Nas noites claras de luar
Brasil pra mim.
Ah! Ouve estas fontes murmurantes
Aonde eu mato a minha sede
E onde a lua vem brincar
Ah! Esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil brasileiro
Terra de samba e pandeiro
Brasil pra mim, pra mim, Brasil!
Brasil pra mim, pra mim, Brasil, Brasil!

c. Quando você olha pra ela

Quando você olha pra ela
Teu rosto te entrega
Fala mais fino com ela
Já não se pode negar.
Só não se esquece
Que eu também te amo
Só não se esquece
Não se endurece
Que eu também te amo
Não se endurece.
Como se faz pra ter o teu carinho
Poder ganhar teu colo
E ter felicidade
Não quero mais viver assim, sozinha
Eu vou fugir de casa
Você vai ter saudade.
Quando você olha pra ela
Eu viro areia
Curva seu corpo pra ela
Pra mim, montanha.

TEMAS PARA REFLETIR E REALIZAR

Olhamos os documentários citados antes, e depois desenvolvemos um cinema-fórum, para analisar o fundo (mensagem) dos mesmos, assim como os seus conteúdos.
Organizamos nos nossos estabelecimentos de ensino uma amostra-exposição monográfica dedicada a Gal Costa, outra magnífica cantora do Brasil. Na mesma, ademais de trabalhos variados dos escolares, incluiremos desenhos, fotos, murais, frases, textos, lendas, discos, CDs, livros e monografias.
Seria interessante realizar no nosso estabelecimento de ensino uma Audição Musical, com a participação como ouvintes de escolares e docentes. Podemos escolher para escuitar algumas das suas canções dos diferentes discos e CDs que chegou a editar até a data de hoje. Deles selecionamos para escuitar uma dúzia, e ler em alta voz alguns dos mais importantes dados da sua vida e obra.

José Paz Rodrigues

É Professor de EGB em excedência, licenciado em Pedagogia e graduado pela Universidade Complutense de Madrid. Conseguiu o Doutoramento na UNED com a Tese Tagore, pioneiro da nova educação. Foi professor na Faculdade de Educação de Ourense (Universidade de Vigo); professor-tutor de Pedagogia e Didática no Centro Associado da UNED de Ponte Vedra desde o curso 1973-74 até à atualidade; subdiretor e mais tarde diretor da Escola Normal de Ourense. Levou adiante um amplíssimo leque de atividades educativas e de renovação pedagógica. Tem publicado inúmeros artigos sobre temas educativos e Tagore nas revistas O Ensino, Nós, Cadernos do Povo, Vida Escolar, Comunidad Educativa, Padres y Maestros, BILE, Agália, Temas de O ensino, The Visva Bharati Quarterly, Jignasa (em bengali)... Artigos sobre tema cultural, nomeadamente sobre a Índia, no Portal Galego da Língua, A Nosa Terra, La Región, El Correo Gallego, A Peneira, Semanário Minho, Faro de Vigo, Teima, Tempos Novos, Bisbarra, Ourense... Unidades didáticas sobre Os magustos, Os Direitos Humanos, A Paz, O Entroido, As árvores, Os Maios, A Mulher, O Meio ambiente; Rodrigues Lapa, Celso Emílio Ferreiro, Carvalho Calero, São Bernardo e o Cister em Ourense, em condição de coordenador do Seminário Permanente de Desenho Curricular dos MRPs ASPGP e APJEGP.


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