O fim do Apartheid: Crónica da apresentação de 3 de Novembro

Nova cita 17 Novembro na Livraria Sisargas da Crunha 20.30 hs.



apartheid-17n-jpg%20largeHoje,17 de Novembro às 20 30 horas na Livraria Sisargas da Crunha Eli Rios (poeta) e X. R. Freixeiro Mato (prof. Dr. da UdC) apresentarão O FIM DO APARTHEID, abrindo mais um debate na série com que os iniciadores do manifesto pretendem apresentar a realidade de discriminação histórica e presente dos utentes de normas reintegracionistas.

Do PGL, aderindo a iniciativa, encorajamos o pessoal a participar e apresentamos hoje a crónica do ato do dia 3 de Novembro na Livraria Pedreira, apresentado por Teresa Moure, acompanhada por Suso de Toro e por Verónica Martínez

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Teresa Moure: “O fim do Apartheid foi assinado por pessoas que nem som reintegracionistas nem nunca vam ser”

apartheid-3-nDepois do sucesso de lograr mais de mil assinaturas de apoio, o manifesto O fim do Apartheid, que reivindica o cessamento da discriminaçom contra [email protected] por motivos ortográficos, merecia um ato público que ajudasse a visualizar este apoio. Poucos lugares poderiam ser tam oportunos como a Libraria Pedreira de Compostela, onde a Chus e o Antón situam à mesma altura todos os livros galegos independentemente da norma com que estejam escritos.

Este ato, realizado em 3 de novembro, foi apresentado pola escritora . Moure explicou que este manifesto surgiu espontaneamente das conversas no Facebook entre un grupo de [email protected] formado, entre outras pessoas, por ela própria e por Mário Herrero . Insistiu em que nom se trata da iniciativa de algumha organizaçom e valorou especialmente o facto de que o manifesto “fosse assinado por pessoas que nem som reintegracionistas nem nunca vam ser”. Relatou situaçons absurdas como “ir grátis dar umha palestra num centro escolar e sofrer o professorado de galego -que deveria estar pola mesma causa que nós- insistindo em que só interessa a minha produçom escrita em norma ILG, pois a posterior nom a consideram literatura galega mas portuguesa”.

Segundo Moure, algumhas das consequências com que bate quem passa “ao lado escuro” é o rejeitamento das principais editoriais e o silenciamento público. Nom entende que “um livro como o Seique de Susana Sánchez Arins nom estivesse nem sequer como finalista entre os prémios da Asociación de Escritores e Escritoras en Lingua Galega”.

Suso de Toro mostrou o apoio total ao manifesto “inclusive ao conceito de apartheid, pois existe umha discriminaçom real que se deve denunciar com toda clareza”. Pola sua parte, Verónica Martínez relatou experiências positivas, como ter sido premiada em certames que nom discriminavam ortograficamente, mas também, na sua experiência de júri de prémios literários “ter visto como pessoas reintegracionistas participavam com trabalhos em norma ILG para terem mais possibilidades”.

Depois da intervençom das três pessoas da mesa começou um animado colóquio com a participaçom do público presente. O presidente da A Mesa pola Normalización Lingüística, Marcos Maceira, mostrou o seu apoio total à integridade do manifesto. Mesmo reconheceu que a A Mesa talvez nom fosse “suficientemente sensível” à causa do reintegracionismo, mas que atualmente é total o compromisso da organizaçom que preside com a liberdade ortográfica.

Chus Costoya, da Libraria Pedreira, falou das dificuldades de animar [email protected] de literatura galega, a lerem livros escritos noutras normas mas vê que cada vez há umha maior receptividade neste sentido. Antón Pedreira exemplificou esta tendência com o Seique de Sánchez Arins indicando que tivo mui boa resposta do público.

Um dos promotores de O fim do Apartheid, Mário Herrero, lembrou que o manifesto foi assinado “mesmo por algum membro da RAG” e insistiu na necessidade de reivindicar os direitos “e calar nunca”. O ativista da língua, José Ramóm Pichel, deixou no ar a proposta de que este manifesto fosse apresentado no Conselho da Cultura Galega, “por ser a instituiçom que vai representar a Galiza na Comunidade de Países de Língua Portuguesa”. Teresa Moure concordou com este desafio e mostrou a sua disponibilidade para implementá-lo.

Estivêrom também presentes no acto membros do Conselho da Associaçom Galega da Língua (AGAL), como o seu vice-presidente, Carlos Quiroga, ou o secretário, Eliseu Mera. Em representaçom da Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP) assistírom o seu vice-presidente, Ângelo Cristovão junto com Isabel Rei -mui ativa no colóquio-, José Luís Foz ou Joám Trilho.

Vídeo da canle youtube do Sermos Galiza

 

Vídeo de Nós Television


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  • https://www.facebook.com/antonio.gilhdez.1 António Gil Hdez

    Caras e caros:
    Reconheço que, por idade e por outros motivos, anda bastante nas verças. E desculpem os hortícolas todos, porque essas verças nada têm a ver com as suas.
    Mas de vez em vez, quando deixo as verças e me emprego noutros alimentos mais nutritivos, surpreende-me o só facto de haver vida mesmo humana no planeta Terra e inclusivamente no reino que com propriedade costumo denominar bubónico.
    Nessa atmosfera de pasmo e indecisão ando perante o MOVIMENTO “PAREMOS O APARTHEID”.
    Confio em superar-me e lograr uma opinião decisa e não pasmada. Então direi. Até esse momento, felicito-vos e animo a que continueis, mesmo o que outros começaram tempo atrás, bastante tempo atrás!
    (Dizia minha mãe no seu e meu castelhano: “Nunca es tarde, si la dicha es buena”.)